Região Sudeste
Ciro Nogueira troca triplex adquirido após aproximação com Vorcaro por mansão milionária nos Jardins
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Investigação da PF sobre Banco Master coloca Ciro Nogueira no centro de nova polêmica envolvendo mansão milionária em São Paulo – Foto: Reprodução
O senador Ciro Nogueira voltou a ser alvo de repercussão nacional após surgir no centro de uma nova controvérsia ligada às investigações da Polícia Federal sobre o chamado escândalo do Banco Master. O parlamentar, que já é investigado por suspeitas de corrupção e favorecimento à instituição financeira, agora aparece associado à futura aquisição de uma mansão de alto padrão no bairro Jardim Europa, em São Paulo, uma das áreas mais valorizadas do país.
Segundo informações divulgadas pela pelo Metrópoles, o imóvel ainda está em construção e poderá atingir valor próximo de R$ 30 milhões quando for concluído. A residência possui projeto assinado pelo renomado arquiteto Arthur Casas e deverá contar com quatro pavimentos, estacionamento subterrâneo, área de lazer, academia, SPA e espaços luxuosos voltados para eventos e reuniões privadas.
A possível negociação ocorre justamente enquanto a Polícia Federal aprofunda investigações sobre a relação entre Ciro Nogueira e o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. De acordo com os investigadores, há suspeitas de que o senador tenha atuado politicamente para beneficiar interesses da instituição financeira em troca de vantagens econômicas consideradas irregulares.
As apurações apontam que a mansão poderá ser obtida através de uma permuta imobiliária envolvendo um triplex de luxo localizado na Rua Oscar Freire, em São Paulo. O apartamento teria sido adquirido pelo senador em 2024 por cerca de R$ 22 milhões, pouco antes da apresentação de uma proposta no Senado que ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito, medida vista como favorável ao Banco Master.
A Polícia Federal também investiga mensagens e movimentações financeiras atribuídas ao núcleo ligado ao banco. Conversas obtidas pelos investigadores indicariam supostos pagamentos mensais relacionados a uma parceria envolvendo empresas ligadas ao senador. Relatórios do Coaf teriam reforçado suspeitas de operações financeiras consideradas atípicas no contexto das investigações conduzidas pela Operação Compliance Zero.
Após ser alvo de buscas da Polícia Federal, Ciro Nogueira negou irregularidades e afirmou que está sofrendo perseguição política. O senador declarou que todos os imóveis adquiridos foram negociados legalmente por meio de empresa registrada em seu nome e afirmou que tentativas de desgastar sua imagem aumentam em períodos de disputa eleitoral. Mesmo diante das declarações, o caso continua repercutindo nos bastidores políticos de Brasília e deve seguir no radar das autoridades federais.
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Justiça do Distrito Federal condena Valdemar Costa Neto após acusações contra o PT sobre atos de 8 de Janeiro
Presidente nacional do PL terá que pagar indenização por declarações consideradas falsas e ofensivas pela Justiça do Distrito Federal – Foto: Reprodução
A Justiça do Distrito Federal condenou Valdemar Costa Neto, ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais ao Partido dos Trabalhadores após declarações envolvendo os atos de 8 de janeiro de 2023. A decisão entendeu que o dirigente ultrapassou os limites da crítica política ao atribuir, sem provas, a responsabilidade pelos ataques em Brasília ao partido adversário.
O caso foi analisado pela 5ª Vara Cível de Brasília, que concluiu que as falas de Valdemar tiveram caráter ofensivo e disseminaram acusações sem comprovação. O PT ingressou com a ação judicial após o presidente do PL afirmar publicamente que integrantes petistas teriam participado da organização das invasões às sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Na sentença, o juiz Wagner Pessoa Vieira destacou que a liberdade de expressão não autoriza acusações criminosas sem qualquer base concreta. Segundo o magistrado, houve extrapolação do debate político e tentativa de vincular o partido a práticas ilegais sem apresentação de provas.
A decisão judicial também ressaltou que o direito à livre manifestação deve respeitar princípios constitucionais ligados à honra e à imagem das pessoas e instituições. Para a Justiça, a propagação de informações falsas com potencial de prejudicar a reputação de terceiros não está protegida pela Constituição Federal.
O magistrado afirmou ainda que a condenação possui caráter pedagógico, buscando evitar que discursos políticos sejam utilizados para espalhar acusações infundadas. Além da indenização de R$ 20 mil, Valdemar Costa Neto também foi condenado ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios dos representantes do PT.
As declarações que motivaram o processo ocorreram durante um evento político realizado em Itu, no interior de São Paulo, em setembro de 2025. Na ocasião, Valdemar afirmou que o PT teria sido responsável por organizar os atos de vandalismo registrados em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023.
Durante o discurso, o dirigente do PL minimizou os ataques às sedes dos Poderes e questionou a classificação dos atos como tentativa de golpe. As falas repercutiram nacionalmente e geraram forte reação de lideranças políticas e jurídicas, principalmente pelo contexto envolvendo as investigações sobre os atos antidemocráticos.
As declarações ocorreram pouco antes do julgamento que tornou réu o ex-presidente Jair Bolsonaro no processo relacionado à suposta trama golpista após as eleições de 2022. O caso segue sendo um dos temas centrais do cenário político nacional e continua provocando confrontos entre lideranças da direita e do governo federal.
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