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Instituto Chico Mendes e UnB fecham acordo para gestão compartilhada de área ambiental no DF
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Parceria fortalece preservação do Cerrado e amplia atuação científica em unidade ecológica – Foto: Reprodução/ ICMBio
Em meio ao avanço urbano sobre áreas naturais do Distrito Federal, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Universidade de Brasília oficializaram um acordo de cooperação técnica para assumir, de forma conjunta, a gestão da Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) Capetinga Taquara. A iniciativa busca reforçar a proteção ambiental e ampliar o monitoramento científico em uma das regiões estratégicas do Cerrado na capital do país.
A unidade de conservação possui cerca de 2,1 mil hectares e abriga vegetação nativa do Cerrado. A área tem papel estratégico na proteção de nascentes e cursos d’água, incluindo os ribeirões Gama e Cabeça de Veado, que integram a bacia hidrográfica do Rio Paranaíba, essencial para o abastecimento hídrico da região.
Além da relevância ambiental, a ARIE Capetinga Taquara integra a Reserva da Biosfera do Cerrado no DF e está conectada à Estação Ecológica Fazenda Água Limpa, formando um importante corredor ecológico. Essa conexão contribui para a preservação da biodiversidade e para a manutenção dos serviços ecossistêmicos, especialmente diante do avanço urbano na capital federal.
A parceria também amplia o papel da universidade dentro da área protegida. Professores e estudantes da Universidade de Brasília já desenvolvem pesquisas e ações de educação ambiental no local, que devem ser fortalecidas com o acordo. Atualmente, estudos sobre fauna e recursos hídricos estão em andamento.
De acordo com representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, a cooperação reforça a importância da ciência na formulação de políticas ambientais e na tomada de decisões voltadas à conservação.
Com a formalização do acordo, o próximo passo será a criação de um grupo de trabalho com técnicos das duas instituições. O colegiado ficará responsável por estruturar o conselho consultivo da unidade e elaborar o plano de manejo, documento que vai orientar o uso e a proteção da área nos próximos anos.
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Estatais oficializam entrada no Pacto Nacional contra o Feminicídio e ampliam ações de combate à violência de gênero
Pacto nacional contra o feminicídio mobiliza governo, estatais e sociedade em ação conjunta – Foto: Reprodução/ Via MGI
O Brasil deu mais um passo no enfrentamento à violência contra mulheres com a formalização da adesão de empresas estatais ao Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, durante evento realizado em Porto Alegre (RS), no dia 26 de março. A iniciativa reforça a construção de uma rede ampla de combate a um dos crimes mais graves do país .
A iniciativa busca integrar esforços dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de envolver entidades públicas e privadas em estratégias conjuntas. Durante a cerimônia, autoridades destacaram que o enfrentamento ao feminicídio exige união institucional e compromisso contínuo para reduzir os índices de violência contra mulheres.
Como parte das ações, foi assinado um manifesto que estabelece diretrizes para empresas estatais, incluindo a promoção de ambientes de trabalho mais seguros, a criação de programas de conscientização e o fortalecimento de redes de apoio às vítimas. O documento também reforça a necessidade de aprimorar mecanismos de acolhimento e proteção.
O pacto também dialoga com outras iniciativas voltadas à equidade de gênero, como programas que incentivam a presença feminina em cargos de liderança e ampliam oportunidades no mercado de trabalho. A proposta é atuar tanto na prevenção quanto na transformação estrutural das desigualdades que alimentam a violência.
Durante o evento, especialistas e representantes de instituições ressaltaram que, apesar de avanços importantes, ainda há desafios significativos no atendimento às vítimas, especialmente nos serviços públicos. A melhoria na notificação de casos e no acolhimento foi apontada como essencial para garantir proteção efetiva às mulheres.
Além da assinatura do pacto, foi definido um plano de trabalho para os anos de 2026 e 2027, com metas voltadas à criação de indicadores, capacitação de equipes e implementação de ações afirmativas. A expectativa é que o esforço conjunto fortaleça políticas públicas e amplie o engajamento da sociedade no combate ao feminicídio.
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