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“Choque” na Casa Civil do RJ: Governador em exercício Ricardo Couto promove exoneração de mais de 306 cargos no governo do Rio

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Corte atinge mais cargos em dois dias e levanta suspeitas sobre estrutura inchada e servidores fantasmas – Foto: Bruno Dantas/ TJTJ

O governo do Rio de Janeiro promoveu uma verdadeira varredura na estrutura da Casa Civil ao extinguir três subsecretarias e exonerar centenas de cargos comissionados. A decisão, publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (17), amplia um movimento iniciado um dia antes e escancara o tamanho da máquina administrativa montada nos últimos anos.

A medida foi determinada pelo governador em exercício, Ricardo Couto, e já resultou na exoneração de pelo menos 306 comissionados apenas nesta nova publicação. Somando-se aos 153 desligamentos divulgados na edição extra de quinta-feira (16), o número total ultrapassa 450 cargos eliminados em menos de 48 horas.

Nos bastidores, a limpeza administrativa expõe indícios preocupantes. Parte dos exonerados é apontada como possível

“funcionário fantasma”, segundo apuração divulgada pelo g1. Muitos desses servidores não teriam passado por concurso público, não possuíam identificação funcional e sequer tinham acesso ao Sistema Eletrônico de Informações (SEI), ferramenta básica da administração estadual.

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Entre as estruturas extintas estão a Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais, a Subsecretaria de Gastronomia e a Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo, áreas criadas ou ampliadas recentemente e que agora deixam de existir junto com todos os cargos vinculados.

Na prática, a decisão desmonta setores inteiros considerados inchados e levanta questionamentos sobre critérios políticos utilizados na criação dessas estruturas. Cargos como assessor, coordenador, superintendente e até funções de alto escalão foram atingidos pela canetada do governo interino.

Apesar do impacto, o governo afirma que a medida não atinge servidores efetivos e faz parte de uma tentativa de reorganizar a administração pública. O discurso oficial fala em “enxugamento da máquina”, mas o volume de exonerações revela um cenário mais profundo de descontrole e possível uso político da estrutura estatal.

Paralelamente às demissões, o estado também deu início a uma ampla auditoria nos gastos públicos. A análise deve revisar mais de 6,7 mil contratos ativos, que juntos somam cerca de R$ 81 bilhões, um número que reforça a dimensão dos recursos sob suspeita de má gestão.

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O pacote de ações vem sendo tratado pela gestão como um “choque de transparência”, mas especialistas avaliam que o movimento também escancara fragilidades graves na administração anterior. A rapidez das exonerações e a quantidade de cargos eliminados levantam dúvidas sobre como essas estruturas foram mantidas até agora.

Enquanto o governo tenta passar a imagem de ajuste e controle, o episódio reforça um debate antigo: até que ponto cargos comissionados têm sido usados como moeda política dentro da máquina pública, e quem, de fato, paga essa conta.

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Varredura contra “fantasmas”: governador em exercício Ricardo Couto demite mais de 150 suspeitos de ocupar cargos sem função no Rio

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Gestão interina promove “choque de transparência”, corta servidores e inicia auditoria bilionária nos contratos públicos – Foto: Rafael Oliveira/ TJRJ

Uma reestruturação profunda na máquina pública do Rio de Janeiro provocou a exoneração de mais de uma centena de servidores ligados à Secretaria de Governo. A medida, oficializada em edição extraordinária do Diário Oficial, marca uma das primeiras ações mais duras da nova gestão interina e já causa forte repercussão nos bastidores políticos.

As exonerações foram determinadas pelo novo chefe da Casa Civil, Flávio Willeman, recém-empossado no cargo. A decisão segue a linha adotada pelo governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto, que assumiu com a promessa de reorganizar setores estratégicos e dar mais rigor ao funcionamento da administração estadual.

Nos bastidores, o corte massivo é visto como parte de uma limpeza administrativa. Informações apontam que parte dos desligados ocupava cargos sem comprovação clara de função, levantando suspeitas sobre possíveis irregularidades nas nomeações feitas na gestão anterior.

Relatos indicam ainda que muitos dos exonerados não possuíam vínculo efetivo com o serviço público e sequer tinham acesso aos sistemas oficiais do governo, o que reforça a tese de que havia distorções na ocupação de cargos dentro da estrutura estatal.

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A origem dessas nomeações também entrou no radar. Há indícios de que diversos servidores foram indicados durante a passagem do ex-secretário de Governo, André Moura, sem que houvesse justificativa técnica ou funcional devidamente registrada. Até o momento, não houve manifestação pública do ex-gestor sobre o caso.

Paralelamente às exonerações, a nova administração iniciou um amplo processo de revisão interna. A auditoria anunciada prevê a análise de milhares de contratos ativos, que somam cifras bilionárias, numa tentativa de identificar desperdícios, inconsistências e possíveis irregularidades.

A iniciativa foi classificada pelo governo como um verdadeiro “choque de transparência”, com o objetivo de reorganizar as contas públicas e aumentar o controle sobre os gastos. A medida também é vista como estratégica para recuperar a credibilidade da gestão diante da opinião pública.

Além das mudanças administrativas, a nova condução do governo também vem alterando o núcleo político da gestão estadual. Figuras influentes da antiga administração foram afastadas, indicando uma ruptura clara com o modelo anterior e a tentativa de imprimir um novo ritmo ao comando do estado.

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O cenário, no entanto, ainda é de tensão. As decisões recentes acendem o alerta sobre o tamanho da estrutura montada nos últimos anos e levantam questionamentos sobre o uso político de cargos públicos dentro da máquina estadual.

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