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Varredura contra “fantasmas”: governador em exercício Ricardo Couto demite mais de 150 suspeitos de ocupar cargos sem função no Rio

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Gestão interina promove “choque de transparência”, corta servidores e inicia auditoria bilionária nos contratos públicos – Foto: Rafael Oliveira/ TJRJ

Uma reestruturação profunda na máquina pública do Rio de Janeiro provocou a exoneração de mais de uma centena de servidores ligados à Secretaria de Governo. A medida, oficializada em edição extraordinária do Diário Oficial, marca uma das primeiras ações mais duras da nova gestão interina e já causa forte repercussão nos bastidores políticos.

As exonerações foram determinadas pelo novo chefe da Casa Civil, Flávio Willeman, recém-empossado no cargo. A decisão segue a linha adotada pelo governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto, que assumiu com a promessa de reorganizar setores estratégicos e dar mais rigor ao funcionamento da administração estadual.

Nos bastidores, o corte massivo é visto como parte de uma limpeza administrativa. Informações apontam que parte dos desligados ocupava cargos sem comprovação clara de função, levantando suspeitas sobre possíveis irregularidades nas nomeações feitas na gestão anterior.

Relatos indicam ainda que muitos dos exonerados não possuíam vínculo efetivo com o serviço público e sequer tinham acesso aos sistemas oficiais do governo, o que reforça a tese de que havia distorções na ocupação de cargos dentro da estrutura estatal.

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A origem dessas nomeações também entrou no radar. Há indícios de que diversos servidores foram indicados durante a passagem do ex-secretário de Governo, André Moura, sem que houvesse justificativa técnica ou funcional devidamente registrada. Até o momento, não houve manifestação pública do ex-gestor sobre o caso.

Paralelamente às exonerações, a nova administração iniciou um amplo processo de revisão interna. A auditoria anunciada prevê a análise de milhares de contratos ativos, que somam cifras bilionárias, numa tentativa de identificar desperdícios, inconsistências e possíveis irregularidades.

A iniciativa foi classificada pelo governo como um verdadeiro “choque de transparência”, com o objetivo de reorganizar as contas públicas e aumentar o controle sobre os gastos. A medida também é vista como estratégica para recuperar a credibilidade da gestão diante da opinião pública.

Além das mudanças administrativas, a nova condução do governo também vem alterando o núcleo político da gestão estadual. Figuras influentes da antiga administração foram afastadas, indicando uma ruptura clara com o modelo anterior e a tentativa de imprimir um novo ritmo ao comando do estado.

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O cenário, no entanto, ainda é de tensão. As decisões recentes acendem o alerta sobre o tamanho da estrutura montada nos últimos anos e levantam questionamentos sobre o uso político de cargos públicos dentro da máquina estadual.

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“Cúpula da fiscalização sob suspeita”: PGR pede condenação de conselheiros do TCE-RJ e expõe esquema bilionário de corrupção

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PGR pede condenação de conselheiros do TCE-RJ e expõe esquema bilionário de corrupção – Foto: Globo News

A estrutura que deveria proteger o dinheiro público no Rio de Janeiro virou alvo de uma das denúncias mais graves dos últimos anos. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Superior Tribunal de Justiça a condenação de cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), acusados de integrar um esquema de corrupção que, segundo investigadores, funcionava como uma engrenagem permanente de desvio de recursos.

O caso, que tem ligação direta com os desdobramentos da Lava Jato no estado, revela um cenário preocupante: justamente o órgão responsável por fiscalizar contratos públicos teria sido transformado em balcão de negócios ilegais, com decisões manipuladas mediante pagamento de propina.

Na mira da PGR estão Aloysio Neves Guedes, Domingos Brazão, José Gomes Graciosa, José Maurício Nolasco e Marco Antônio Alencar. Parte deles ainda mantém vínculos com o tribunal, mesmo após anos de investigação e denúncias acumuladas.

De acordo com a acusação, o grupo atuava de forma organizada para favorecer empresas em processos de auditoria e prestação de contas, garantindo decisões “sob medida” em troca de vantagens financeiras. O modelo, segundo a PGR, era simples e eficiente: quem pagava, passava.

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As investigações também apontam uma conexão direta entre o esquema no TCE e a organização criminosa ligada ao ex-governador Sérgio Cabral, já condenado em diversos processos. Havia, segundo os autos, uma relação de troca de favores e fluxo contínuo de propinas entre os grupos.

Um dos episódios mais chocantes envolve o uso de recursos públicos em meio à crise financeira do estado. Enquanto serviços básicos enfrentavam colapso, o esquema teria aproveitado a situação para impor um “pedágio” de 15% sobre pagamentos feitos a fornecedores — dinheiro que, de acordo com a PGR, era desviado diretamente para os conselheiros.

Somente nesse braço da investigação, a estimativa é de que cada integrante do grupo tenha recebido cerca de R$ 1,2 milhão. Um valor que escancara o tamanho da distorção dentro de um órgão que deveria atuar com rigor técnico e independência.

O setor de transporte público também aparece como peça-chave do esquema. Empresários de ônibus, segundo a denúncia, pagavam mensalidades para garantir decisões favoráveis no tribunal, evitando punições e assegurando contratos milionários.

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Grandes obras públicas, como intervenções realizadas durante a gestão estadual passada, também foram alvo da atuação do grupo. A prática descrita pela PGR incluía a cobrança de percentuais sobre contratos, funcionando como uma espécie de “taxa informal” para liberação de processos.

Diante do conjunto de provas, o Ministério Público pede a condenação dos acusados, a perda definitiva dos cargos públicos e a devolução de pelo menos R$ 44,7 milhões aos cofres do estado — valor considerado apenas parte do prejuízo causado.

O caso expõe mais do que um esquema de corrupção: revela a fragilidade de instituições que deveriam atuar como guardiãs do interesse público. Para especialistas, o desfecho desse processo no STJ pode representar um marco na responsabilização de agentes que, em vez de fiscalizar, teriam se beneficiado do próprio sistema que deveriam proteger. As Informações e da Globo News

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