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Pressão nas ruas: deputado Lindbergh Farias convoca mobilização contra projeto que pode reduzir penas do 8 de janeiro

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Veto de Lula entra na mira e mobilização cresce contra PL da dosimetria – Foto: Agência/ Senado

O debate sobre o chamado “PL da dosimetria” ganhou novo capítulo com o apelo público do deputado federal Lindbergh Farias, que passou a defender uma mobilização nacional contra a proposta. O parlamentar afirma que o projeto pode abrir caminho para a redução de penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, quando prédios dos Três Poderes foram invadidos em Brasília.

A reação veio após o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, incluir a proposta na pauta de votação. O movimento reacendeu o embate político em torno do tema, especialmente após o veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao texto no início deste ano.

Nas redes sociais, Lindbergh elevou o tom e classificou a proposta como uma tentativa de aliviar punições de envolvidos nos atos. Ele também convocou apoiadores a intensificarem campanhas digitais e a participarem de manifestações públicas em defesa da manutenção das condenações.

Segundo o deputado, a eventual derrubada do veto presidencial poderia alterar significativamente o cenário jurídico de alguns dos condenados, com redução de tempo de prisão e mudanças no regime de cumprimento das penas. O discurso tem sido usado para mobilizar setores da sociedade contrários ao projeto.

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O caso está diretamente ligado aos desdobramentos das investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal, que tratou os atos de 8 de janeiro como parte de uma tentativa de ruptura institucional. As decisões da Corte resultaram na condenação de centenas de envolvidos, incluindo figuras consideradas centrais na articulação dos ataques.

Dados mais recentes apontam que mais de mil pessoas já foram condenadas pelo STF por participação direta nos atos. Além disso, outros processos ampliaram o alcance das investigações, atingindo diferentes níveis de envolvimento, desde executores até supostos articuladores.

O Congresso Nacional deverá analisar o tema no próximo dia 30 de abril. Para reverter o veto presidencial, será necessária maioria absoluta nas duas Casas: ao menos 257 votos na Câmara dos Deputados e 41 no Senado.

Diante desse cenário, o debate sobre o projeto segue polarizado e com forte repercussão política, colocando em lados opostos parlamentares, governo e setores da sociedade sobre o futuro das punições relacionadas aos atos de 8 de janeiro.

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Governador substitui comando da Casa Civil e escolhe Flávio Willeman para função estratégica no Rio de Janeiro

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Ricardo Couto promove nova dança das cadeiras e consolida controle sobre áreas estratégicas – Foto: Reprodução/ TV Globo

Em meio a um cenário de forte rearranjo político, o governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, deu mais um passo para redesenhar o núcleo de poder do estado ao substituir o comando da Casa Civil, ampliando o ritmo das mudanças no alto escalão e reforçando sua influência direta sobre as decisões estratégicas do governo.

Para assumir o cargo, foi escolhido Flávio de Araújo Willeman, que chega com forte bagagem jurídica e trânsito tanto no setor público quanto em instituições privadas. Ele substitui Marco Antônio Rodrigues Simões, que deixa a função, mas permanece no governo em outro posto estratégico.

Willeman, que atualmente também ocupa posição de destaque no Flamengo, construiu carreira sólida dentro da Procuradoria-Geral do Estado, onde atua há mais de duas décadas. Sua experiência inclui ainda passagem pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, reforçando seu perfil técnico e jurídico para a função.

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A nomeação ocorre em um contexto de reformulação política conduzida por Couto, que vem promovendo uma verdadeira

“limpeza” em cargos considerados ligados à gestão anterior. A troca na Casa Civil é vista como peça-chave nesse processo, já que a pasta é responsável pela articulação política e pela coordenação das principais decisões do governo.

Mesmo após deixar o cargo principal, Simões não foi afastado do núcleo de poder. Ele foi realocado para o gabinete do governador, mantendo status de secretário, o que indica uma tentativa de preservar quadros experientes, ainda que sob nova configuração de comando.

As mudanças não se limitaram à Casa Civil. Nos últimos dias, Couto também determinou a saída de nomes considerados próximos ao ex-governador Cláudio Castro, incluindo figuras estratégicas da gestão anterior. A movimentação reforça a tentativa de consolidar um novo grupo político dentro da estrutura estadual.

Outro ponto de impacto foi a troca no comando do Rioprevidência, fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de milhares de servidores. A decisão ocorreu em meio a investigações sobre aplicações financeiras suspeitas, o que aumentou a pressão por maior controle e transparência na gestão dos recursos públicos.

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Além das exonerações, o governador interino anunciou um pacote de medidas voltadas à transparência, exigindo que órgãos estaduais apresentem, em prazo curto, um levantamento detalhado de contratos, despesas e quadro de pessoal. A iniciativa é interpretada como uma tentativa de dar respostas rápidas às críticas e reforçar o controle sobre a máquina pública.

Com essas ações, Ricardo Couto sinaliza que pretende não apenas administrar o estado de forma interina, mas também imprimir sua própria marca na gestão, reorganizando o centro de decisões e ampliando sua influência sobre áreas estratégicas do governo fluminense.

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