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Dentista acusada de causar deformações em paciente é obrigada a usar tornozeleira eletrônica

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Mesmo proibida de atuar, profissional teria continuado atendendo e planejava sair do país para ministrar cursos no exterior – Foto: Reprodução

O caso da dentista Cynthia Eckert Brito ganhou um novo desdobramento na Justiça do Rio de Janeiro, que decidiu impor medidas mais duras diante da gravidade das denúncias e do possível descumprimento de ordens judiciais. A profissional, que já responde por lesões graves em uma paciente, agora terá que usar tornozeleira eletrônica e está proibida de deixar o país.

Segundo o processo, a profissional já havia sido impedida de realizar procedimentos de harmonização facial, mas, mesmo assim, teria continuado oferecendo serviços e divulgando atendimentos nas redes sociais. A suspeita de que ela pretendia viajar ao exterior para ministrar cursos agravou a situação e levou a Justiça a endurecer as medidas.

O caso ganhou repercussão após a advogada Eloah Teixeira Carneiro Lins relatar complicações graves após se submeter a uma cirurgia estética no pescoço, conhecida como platismoplastia. O procedimento, que tinha finalidade estética, acabou evoluindo para um quadro clínico delicado, com sinais de infecção, necrose e risco à vida.

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De acordo com o relato da vítima, os primeiros sintomas surgiram logo após a cirurgia, com inchaço intenso, dor e alteração na coloração da pele. Nos dias seguintes, o quadro se agravou rapidamente, atingindo outras regiões do corpo e exigindo atendimento hospitalar de urgência.

Internada por quase duas semanas, Eloah precisou passar por novos procedimentos para conter os danos e iniciar a recuperação. Ela também afirma que não recebeu o suporte adequado da profissional responsável e que ainda teria sido cobrada por atendimentos posteriores, mesmo diante da gravidade da situação.

O Ministério Público sustenta que há risco de reincidência, já que a acusada teria ignorado decisões judiciais e continuado atuando normalmente. Por isso, além da tornozeleira, a Justiça determinou restrições mais rígidas de deslocamento e advertiu que o descumprimento pode levar à prisão preventiva.

A defesa da dentista informou que ainda não foi oficialmente notificada da decisão. Já a clínica associada à profissional retirou suas redes sociais do ar após a repercussão do caso, que segue em investigação e deve avançar nas próximas etapas judiciais.

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MC Poze do Rodo é preso pela Polícia Federal em operação que investiga esquema bilionário no Rio de Janeiro

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Polícia Federal fecha o cerco e prende MC Poze em investigação de crimes financeiros –  Foto: Reprodução / TV Globo

O cantor MC Poze do Rodo foi preso na manhã desta quarta-feira (15) durante uma ação da Polícia Federal que investiga um esquema de lavagem de dinheiro com movimentações que ultrapassam R$ 1,6 bilhão. A prisão faz parte da Operação Narcofluxo, que mira uma organização criminosa com atuação em diversos estados do país.

A ação ocorreu na residência do artista, localizada em um condomínio de alto padrão no bairro Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro. Agentes federais chegaram ao local nas primeiras horas do dia para cumprir o mandado de prisão temporária expedido pela Justiça Federal.

Segundo as investigações, o grupo utilizava um esquema sofisticado para ocultar a origem de recursos ilícitos. Entre as práticas identificadas estão movimentações financeiras de alto valor, uso de dinheiro em espécie e transações com criptoativos, mecanismos frequentemente usados para dificultar o rastreamento pelas autoridades.

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Além de MC Poze, outro nome conhecido do cenário do funk também foi alvo da operação. O cantor MC Ryan SP foi preso no litoral paulista durante o cumprimento de mandados. Ao todo, cerca de 200 policiais federais participaram da operação, que incluiu dezenas de prisões e ações de busca e apreensão em vários estados.

A defesa de MC Poze informou, por meio de nota, que ainda não teve acesso ao conteúdo completo do processo. Os advogados afirmaram que irão se manifestar assim que tiverem conhecimento dos autos e que pretendem adotar as medidas legais cabíveis para esclarecer os fatos.

Durante a operação, foram apreendidos veículos, valores em dinheiro, documentos e equipamentos eletrônicos. Todo o material será analisado pela Polícia Federal para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

Os suspeitos poderão responder por crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas. A Polícia Federal segue com as investigações, que ainda podem trazer novos desdobramentos nos próximos dias.

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