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Megaoperação na Maré expõe bunker do tráfico e resulta na maior apreensão de maconha da história do Brasil
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A ação escancara o volume impressionante de drogas, mas também a estrutura sofisticada do crime organizado – Foto: Reprodução/ TV Globo
Uma operação de grande porte da Polícia Militar realizada no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro, revelou a dimensão da estrutura do tráfico de drogas na região. Durante a ação, os agentes localizaram um esconderijo altamente estratégico na comunidade da Nova Holanda, onde estavam armazenadas quase 50 toneladas de maconha.
Segundo informações da corporação, aproximadamente 48 toneladas da droga estavam ocultas em um bunker improvisado no terraço de um galpão, o que demonstra o nível de organização e ousadia das facções criminosas. A descoberta só foi possível graças ao trabalho do Batalhão de Ações com Cães (BAC), cujos cães farejadores identificaram a presença do entorpecente mesmo em um local aparentemente comum.
A apreensão já é considerada a maior do tipo no país em uma única operação, evidenciando tanto a capacidade logística do tráfico quanto os desafios enfrentados pelas forças de segurança para desarticular essas estruturas. O local não levantava suspeitas, o que reforça a complexidade das ações criminosas e a dificuldade de atuação policial em áreas dominadas por facções.
A retirada de toda a carga exigiu uma verdadeira força-tarefa. Dezenas de agentes trabalharam por cerca de cinco horas para remover o material, utilizando caminhões de grande porte para transportar a droga apreendida. A operação também contou com forte aparato policial para garantir a segurança e evitar reações criminosas na região.
Além da maconha, os policiais encontraram um arsenal próximo ao esconderijo, incluindo quatro fuzis e quatro pistolas, o que reforça o potencial bélico das organizações criminosas que atuam no local.
Mais de 250 policiais participaram da operação, envolvendo unidades especializadas como o Comando de Operações Especiais (COE), BOPE, BPChq, Recom, além de equipes do Batalhão Tático de Motociclistas (BTM) e do 22º BPM. O entorno da comunidade também foi reforçado para impedir bloqueios e garantir a fluidez nas principais vias da região.
A ação escancara não apenas o volume impressionante de drogas em circulação, mas também a estrutura sofisticada do crime organizado no Rio de Janeiro, reacendendo o debate sobre segurança pública e o controle territorial exercido por facções em áreas urbanas.
Polícia
MC Poze do Rodo é preso pela Polícia Federal em operação que investiga esquema bilionário no Rio de Janeiro
Polícia Federal fecha o cerco e prende MC Poze em investigação de crimes financeiros – Foto: Reprodução / TV Globo
O cantor MC Poze do Rodo foi preso na manhã desta quarta-feira (15) durante uma ação da Polícia Federal que investiga um esquema de lavagem de dinheiro com movimentações que ultrapassam R$ 1,6 bilhão. A prisão faz parte da Operação Narcofluxo, que mira uma organização criminosa com atuação em diversos estados do país.
A ação ocorreu na residência do artista, localizada em um condomínio de alto padrão no bairro Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro. Agentes federais chegaram ao local nas primeiras horas do dia para cumprir o mandado de prisão temporária expedido pela Justiça Federal.
Segundo as investigações, o grupo utilizava um esquema sofisticado para ocultar a origem de recursos ilícitos. Entre as práticas identificadas estão movimentações financeiras de alto valor, uso de dinheiro em espécie e transações com criptoativos, mecanismos frequentemente usados para dificultar o rastreamento pelas autoridades.
Além de MC Poze, outro nome conhecido do cenário do funk também foi alvo da operação. O cantor MC Ryan SP foi preso no litoral paulista durante o cumprimento de mandados. Ao todo, cerca de 200 policiais federais participaram da operação, que incluiu dezenas de prisões e ações de busca e apreensão em vários estados.
A defesa de MC Poze informou, por meio de nota, que ainda não teve acesso ao conteúdo completo do processo. Os advogados afirmaram que irão se manifestar assim que tiverem conhecimento dos autos e que pretendem adotar as medidas legais cabíveis para esclarecer os fatos.
Durante a operação, foram apreendidos veículos, valores em dinheiro, documentos e equipamentos eletrônicos. Todo o material será analisado pela Polícia Federal para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
Os suspeitos poderão responder por crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas. A Polícia Federal segue com as investigações, que ainda podem trazer novos desdobramentos nos próximos dias.
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