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Gleisi aponta necessidade de “arejar” instituições e intensifica discurso por reformas pós-eleições

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Ex-ministra afirma que país precisa rever Judiciário, sistema político e atuação do Banco Central após ciclo eleitoral – Foto: Facebok/ Gleisi Hoffmann 

Gleisi Hoffmann, voltou a defender a necessidade de uma ampla reformulação nas estruturas institucionais do Brasil após o fim do atual ciclo eleitoral. Para ela, o país precisa aproveitar o período pós-eleições para promover mudanças profundas tanto no Judiciário quanto no sistema político, diante de crises recentes e questionamentos sobre transparência.

Durante entrevista ao programa Frente a Frente, do UOL, a dirigente petista destacou que o debate sobre reformas não pode ser superficial e deve envolver diferentes setores do Estado. Segundo ela, o momento exige uma análise mais ampla sobre o funcionamento das instituições e seus mecanismos de controle.

Ao comentar o caso envolvendo o Banco Master, Gleisi afirmou que o ponto central, neste momento, deve ser o esclarecimento das relações entre agentes públicos e o grupo financeiro. Ela defendeu que todos os envolvidos apresentem explicações detalhadas antes de qualquer avanço em mudanças estruturais.

A ex-ministra também fez críticas diretas à origem do caso, associando o episódio a decisões tomadas em gestões anteriores, especialmente no período do ex-presidente Jair Bolsonaro e do ex-ministro da Economia Paulo Guedes. Ela ainda citou o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ao questionar a condução de processos que, segundo ela, contribuíram para o cenário atual.

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Em relação às investigações, Gleisi afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não demonstra preocupação com os desdobramentos. Segundo ela, a apuração deve seguir com tranquilidade e não representa risco direto para a atual gestão, ao contrário do que, segundo ela, parte da oposição tenta sugerir.

Outro ponto enfatizado pela ex-ministra foi a necessidade de maior transparência por parte do Banco Central. Ela destacou que, por se tratar de uma instituição com forte influência na economia nacional, é fundamental que suas ações sejam mais claras e acessíveis à sociedade.

No campo político-eleitoral, Gleisi avaliou que o cenário brasileiro continuará marcado pela polarização, o que tende a dificultar o crescimento de candidaturas alternativas. Para ela, esse ambiente reduz o espaço para novas forças políticas ganharem protagonismo nas disputas.

Ao analisar possíveis alianças, a ex-ministra mencionou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, sugerindo que sua atuação pode se alinhar a setores mais conservadores. Ela também citou o senador Flávio Bolsonaro ao comentar a tendência de articulações políticas no campo da direita.

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Por fim, Gleisi reforçou que o Brasil precisa enfrentar, com seriedade, o debate sobre reformas institucionais, destacando que apenas mudanças estruturais poderão garantir maior estabilidade política e confiança nas instituições.

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Frente progressista se organiza em Santa Catarina e aposta em Merísio e Décio Lima para disputa eleitoral

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PT e aliados fecham acordo e lançam ofensiva eleitoral com chapa majoritária em Santa Catarina – Foto: Assessoria

Presidente do Partidos dos Trabalhadores de Santa Catarina (PT/SC), o deputado estadual Fabiano da Luz reuniu lideranças do Campo Democrático para alinhar a estratégia eleitoral e definir os próximos passos da articulação em Santa Catarina. O encontro consolidou a realização de uma rodada de apresentações da chapa majoritária a partir de maio, com agendas previstas em todas as regiões do Estado.

A composição reúne Gelson Merísio (PSB) como pré-candidato ao governo, tendo Ângela Albino (PDT) como vice. Para o Senado, a indicação é de Décio Lima (PT), ao lado de Afrânio Boppré (Psol). A apresentação oficial da chapa está prevista para a próxima quinta-feira (16), em Florianópolis.

Para Fabiano, a agenda vai dar visibilidade à chapa e reforçar a unidade entre os partidos do campo progressista, além de ampliar a presença regional das lideranças envolvidas. “Vamos apresentar a nossa chapa, buscar os apoios e mobilizar a militância em busca de uma vaga no segundo turno”, destacou.

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Participaram da reunião representantes de diferentes siglas, entre eles Guaraci Fagundes (PV), Celso Antonio Calcagnotto (PSB), Rodrigo Minotto (PDT), Lea Medeiros (Psol), Jucélio Paladini (PCdoB) e Christian Ozório Kloppemburg (Rede Sustentabilidade).

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