Polícia
Polícia flagra estrangeira com documento europeu falsificado em hotel na Ilha do Governador no Rio
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Falsa identidade internacional: marroquina é presa no Rio com passaporte francês adulterado – Foto: Divulgação
Uma mulher de origem marroquina foi presa, em um hotel localizado na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio de Janeiro, após ser flagrada com um passaporte francês falsificado. A ação foi conduzida por agentes da 37ª Delegacia de Polícia, após denúncia que apontava a presença de uma estrangeira em situação irregular no país.
Segundo a polícia, a suspeita vinha se apresentando como cidadã francesa. Durante a abordagem, ela entregou dois passaportes e alegou possuir dupla nacionalidade. No entanto, após verificação junto às autoridades francesas, foi confirmado que um dos documentos era falso, o que resultou na prisão em flagrante.
Em depoimento, a mulher afirmou que comprou o passaporte em São Paulo por cerca de 3 mil euros. Ela disse ter sido convencida por um estrangeiro de que o documento seria autêntico e amplamente utilizado por outras pessoas para entrada na Europa, sem maiores riscos.
Ainda segundo o relato da presa, a intenção era utilizar o passaporte para tentar imigrar para a França. No entanto, ela afirmou que não chegou a viajar e que utilizou o documento apenas para se identificar no hotel onde estava hospedada.
O delegado Felipe Santoro destacou que o uso de documentos falsificados costuma estar ligado a esquemas internacionais de imigração ilegal, operados por redes criminosas que exploram estrangeiros em situação de vulnerabilidade.
Para a polícia, o caso levanta suspeitas sobre a atuação dessas organizações no Brasil, que pode estar sendo utilizado como ponto estratégico para rotas ilegais de migração.
As investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar outros envolvidos na venda de documentos falsos e desarticular possíveis conexões com redes criminosas internacionais.
Polícia
PF e CGU investigam esquema com falsas declarações indígenas para fraudar benefícios do INSS
Operação apura prejuízo superior a R$ 100 milhões e afasta servidores suspeitos de participação no esquema – Foto: Reprodução/ IA
A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quinta-feira uma operação para desarticular um suposto esquema de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A investigação aponta que declarações falsas de pertencimento a comunidades indígenas teriam sido utilizadas para garantir a concessão irregular de benefícios previdenciários.
De acordo com as investigações, o grupo suspeito produzia ou utilizava documentos fraudulentos para comprovar, de forma indevida, a condição de indígena de diversos beneficiários. Com essa documentação, os envolvidos conseguiam encaminhar pedidos de benefícios junto ao INSS que, segundo a Polícia Federal, não atendiam aos requisitos legais.
As diligências foram realizadas nas cidades de Eunápolis e Porto Seguro, no sul da Bahia. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, além de medidas cautelares contra investigados apontados como integrantes da organização criminosa.
Entre as determinações judiciais está o afastamento de dois servidores públicos suspeitos de participação nas irregularidades. A medida busca impedir que os investigados interfiram na produção de provas ou na continuidade das apurações.
A Justiça também autorizou o bloqueio de aproximadamente R$ 1,5 milhão em bens e valores ligados aos investigados. O objetivo é garantir a recuperação de recursos caso seja confirmada a prática das fraudes e o prejuízo causado aos cofres públicos.
As investigações indicam ainda que o esquema não se limitava à obtenção dos benefícios. Após a liberação dos pagamentos, os suspeitos teriam contratado empréstimos consignados vinculados aos benefícios previdenciários, ampliando os ganhos financeiros obtidos de forma ilícita.
Segundo a Polícia Federal, o prejuízo estimado aos cofres públicos pode ultrapassar R$ 100 milhões. Os investigadores trabalham agora para identificar todos os beneficiários envolvidos, localizar outros participantes da organização e esclarecer a participação de intermediários e agentes públicos.
Os fatos apurados podem resultar na responsabilização dos envolvidos por crimes como falsificação de documentos, estelionato contra a Previdência Social, associação criminosa e outras infrações que venham a ser identificadas durante o avanço das investigações. A operação faz parte das ações permanentes dos órgãos de controle para combater fraudes em programas e benefícios públicos.
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