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Procuradoria da Bolívia aceita denúncia contra Evo Morales por terrorismo em meio à crise política nas ruas
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Morales nega acusações, aliado indígena é preso e país tenta retomar a normalidade após semanas de bloqueios em rodovias – Foto: Facebook/ Ivo Marales
A crise política na Bolívia ganhou um novo capítulo após a Procuradoria de Santa Cruz aceitar uma denúncia por suposto terrorismo contra o ex-presidente Evo Morales. A acusação foi apresentada por um comitê civil ligado a setores da oposição, em um momento de forte instabilidade institucional e de medidas excepcionais adotadas pelo governo do presidente Rodrigo Paz.
Além de Morales, o processo também inclui o dirigente sindical Mario Argollo e o líder indígena Vicente Salazar, integrante da organização Tupac Katari. As autoridades afirmam que os investigados teriam ligação com ações que, segundo a denúncia, contribuíram para os recentes protestos e bloqueios registrados em diversas regiões do país.
Vicente Salazar foi preso durante uma operação realizada em El Alto por agentes da polícia boliviana com apoio do setor de inteligência. A detenção faz parte das investigações conduzidas pelas autoridades, que buscam responsabilizar lideranças apontadas como articuladoras das mobilizações que afetaram o funcionamento do país.
Evo Morales rejeitou as acusações e afirmou que o processo tem motivação política. O ex-presidente sustenta que está sendo alvo de perseguição por parte do governo e nega qualquer envolvimento em ações classificadas pelas autoridades como terroristas.
O ex-chefe de Estado também responde a outro processo judicial relacionado a uma investigação por suposto tráfico de menores. Morales igualmente contesta essa acusação e afirma que os procedimentos fazem parte de uma estratégia para impedir sua atuação política.
Enquanto as investigações avançam, a Bolívia começa a registrar sinais de recuperação econômica após mais de 50 dias de bloqueios em importantes rodovias do país. As manifestações comprometeram o transporte de mercadorias, provocaram desabastecimento em várias cidades e pressionaram os preços de produtos essenciais.
Com a redução das interdições nas estradas, o fluxo de cargas voltou a crescer gradualmente, permitindo a retomada do abastecimento e de parte das atividades comerciais. Ainda assim, o cenário político permanece marcado por forte polarização e pela expectativa em torno dos desdobramentos judiciais envolvendo o ex-presidente.
A evolução dos processos contra Evo Morales e seus aliados deverá influenciar diretamente o ambiente político boliviano nas próximas semanas, enquanto o governo busca consolidar a normalização da economia e conter novas manifestações em diferentes regiões do país.
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China e Rússia iniciam ampla operação naval conjunta com foco em segurança marítima no Pacífico
Exercício militar reúne navios de guerra, submarinos, aeronaves e fuzileiros navais em uma das maiores ações bilaterais – Crédito: Brasil 247 / Dall-E
A China e a Rússia darão início, ao longo deste mês de julho, a uma grande operação militar conjunta no mar, denominada Joint Sea-2026, que será realizada nas proximidades da cidade portuária de Qingdao, na província chinesa de Shandong. O treinamento envolverá forças navais, submarinos, aeronaves e tropas especializadas, consolidando mais uma etapa da cooperação estratégica entre os dois países.
Segundo o Ministério da Defesa da China, a atividade faz parte do calendário anual de intercâmbio militar firmado entre Pequim e Moscou. A iniciativa busca fortalecer a integração operacional das duas Marinhas diante de desafios relacionados à segurança marítima e ampliar a capacidade de resposta em operações conjuntas.
A operação será dividida em diferentes etapas. Inicialmente, as equipes realizarão atividades de coordenação e planejamento dentro do porto de Qingdao, incluindo reuniões técnicas, definição das estratégias e integração entre os comandos militares. Também estão previstas visitas entre as embarcações e ações de intercâmbio entre os militares das duas nações.
Na fase seguinte, os navios seguirão para alto-mar, onde executarão exercícios simulando situações de defesa aérea, combate a ameaças marítimas, reconhecimento conjunto, operações antiaéreas e ações coordenadas de ataque e proteção naval. Helicópteros embarcados, submarinos e unidades de fuzileiros navais também participarão dos treinamentos.
A delegação russa chegou ao porto chinês com uma força-tarefa composta por cruzador, fragata, submarino e navio de resgate, enquanto a Marinha chinesa mobilizou destróieres, fragatas, embarcações de apoio logístico, navio especializado em resgate submarino e outro submarino para integrar as atividades previstas no exercício.
Após a conclusão das manobras, parte das embarcações dos dois países realizará uma patrulha marítima conjunta em áreas consideradas estratégicas do Oceano Pacífico. A ação pretende ampliar a cooperação operacional entre as forças navais e reforçar a presença dos dois países em rotas marítimas de interesse comum.
O exercício acontece em um momento de fortalecimento das relações militares entre China e Rússia, que vêm ampliando a realização de treinamentos conjuntos e intensificando a coordenação em temas ligados à segurança internacional. Para Pequim e Moscou, a iniciativa demonstra a capacidade de atuação integrada das duas Marinhas e reafirma o compromisso de aprofundar a parceria estratégica em meio ao atual cenário geopolítico mundial.
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