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Cantora Anitta reúne famosos em arraiá exclusivo no Rio e mantém tradição de festa sem celulares

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Cantora abriu as portas de sua casa para receber amigos, familiares e celebridades em uma noite marcada por clima junino – Foto: Isntagra@anitta

A cantora Anitta promoveu, na noite do último sábado (27), mais uma edição de seu tradicional arraiá em sua residência, no Rio de Janeiro. O evento reuniu amigos próximos, familiares e diversas personalidades do entretenimento em uma celebração inspirada nas festas juninas, com decoração temática, comidas típicas e apresentações musicais.

Assim como em outras comemorações organizadas pela artista, os convidados encontraram uma regra já conhecida: o uso de celulares foi restringido durante a festa. A medida busca preservar a privacidade dos presentes e incentivar que todos aproveitem o momento sem a preocupação de registrar imagens ou vídeos.

Apesar da orientação, algumas gravações acabaram surgindo nas redes sociais e rapidamente chamaram a atenção dos fãs, revelando parte da decoração e do clima de animação que tomou conta da comemoração.

Para entrar no clima junino, Anitta escolheu um figurino inspirado no cangaço, com chapéu, traje personalizado e uma saia temática, reforçando a proposta da festa e arrancando elogios dos convidados.

Entre os nomes que prestigiaram o evento estavam Bruna Griphao, Lexa, Luciano Huck, Angélica, Marina Ruy Barbosa, Duda Beat, José Loreto, Nicole Bahls e Allan Souza Lima, além de outros convidados ligados ao meio artístico.

A política de restringir celulares já havia sido adotada anteriormente pela cantora em sua festa de aniversário, estratégia que tem como objetivo proporcionar um ambiente mais reservado e descontraído, permitindo que os convidados aproveitem a celebração longe da exposição constante das redes sociais.

Veja o vídeo:

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Nando Reis redescobre prazer pela leitura após se afastar do celular e revela livros que marcaram sua vida

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Cantor conta como retomou o hábito de ler, relembra a descoberta de Dostoiévski na adolescência e destaca obras de Victor Hugo – Foto: Divulgação

Nando Reis decidiu reencontrar nos livros uma forma de recuperar a concentração e o encantamento que, segundo ele, haviam perdido espaço para o celular, as séries e outras distrações do cotidiano. Em sua casa, na região do Sumaré, zona oeste de São Paulo, o cantor mantém uma biblioteca que reúne clássicos da literatura mundial, autores brasileiros e publicações relacionadas à música. Em entrevista ao Estadão, o ex-integrante dos Titãs contou que não se considera um leitor voraz, mas que nos últimos anos voltou a dedicar parte importante de sua rotina à literatura.

A retomada levou o músico a encarar obras extensas que durante muito tempo permaneceram fora de suas leituras. Entre elas estão Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, Os Miseráveis, de Victor Hugo, além de livros de Tolstói, Balzac e Marcel Proust. Antes de chegar aos grandes clássicos, Nando passou por autores contemporâneos e pela autoficção. Não se identificou com A morte do pai, de Karl Ove Knausgård, mas encontrou maior interesse nos textos do francês Édouard Louis. A trilogia Sexus, Plexus e Nexus, de Henry Miller, foi apontada pelo cantor como uma espécie de impulso para enfrentar obras que considerava mais desafiadoras.

Entre os livros que mudaram sua percepção está Os Miseráveis. Nando revelou que durante anos manteve resistência ao romance de Victor Hugo por causa da impressão negativa deixada por uma adaptação para o cinema. A experiência com o texto original, porém, foi completamente diferente. Depois da leitura, passou a considerar a obra uma maravilha e reconheceu que sua antiga implicância era baseada no desconhecimento. A descoberta reforçou sua disposição de abandonar preconceitos e dar oportunidade a títulos que anteriormente evitava.

A ligação com Fiódor Dostoiévski começou muito antes dessa nova fase. Aos 15 anos, Nando encontrou Crime e Castigo em uma banca de jornal quando seguia para a escola e decidiu comprar o livro. Pouco depois, durante um fim de semana em que estava gripado e febril, mergulhou na história de Raskólnikov. A experiência foi tão intensa que o levou a procurar outros títulos do escritor russo na coleção existente na casa do avô. O cantor relata que Dostoiévski se tornou uma referência profunda em sua formação como leitor.

Os autores brasileiros também ocupam espaço especial nas estantes. Pedro Nava é citado por Nando como um de seus grandes ídolos, principalmente por causa de Baú de ossos, livro que despertava sua curiosidade desde a infância, quando via um exemplar na casa da avó. Otto Lara Resende e Millôr Fernandes aparecem entre outros nomes de sua biblioteca. Já na parte dedicada à música, dois volumes da enciclopédia Titãs da música guardam uma curiosidade histórica: segundo Nando, foi a partir desses livros que surgiu a inspiração para o nome da banda Titãs.

Atualmente, Nando Reis está mergulhado em Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust, e descreve a leitura como uma experiência que exige atenção, releituras e concentração. Para o músico, justamente esse esforço representa parte do prazer que voltou a encontrar na literatura. Depois de perceber quanto de seu tempo havia sido absorvido pelas telas, ele retomou o contato com romances monumentais e redescobriu uma relação iniciada ainda na adolescência. Sua biblioteca passou, assim, a representar não apenas uma coleção de obras, mas também o registro de diferentes fases de uma trajetória marcada pela música e, novamente, pelos livros.

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