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Morales cobra investigação após denúncia de suposto grupo policial paralelo para capturá-lo na Bolívia

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Ex-presidente pede proteção para advogada baleada que acusa Fernando Cerimedo de comandar grupo de elite – Foto: Reprodução/ redes sociais

Uma grave denúncia envolvendo um suposto grupo policial que atuaria fora dos canais institucionais provocou reação do ex-presidente da Bolívia Evo Morales. Ele pediu às autoridades uma investigação imediata sobre as declarações da advogada Nadia Beller, que afirma existir uma estrutura de elite dentro da Polícia Boliviana supostamente comandada pelo consultor argentino Fernando Cerimedo e que teria como um dos objetivos capturar o ex-chefe de Estado.

Beller fez as acusações enquanto estava hospitalizada, após sobreviver a um ataque a tiros ocorrido na segunda-feira (17). Ex-companheira de Cerimedo, ela atribuiu a ele o planejamento do atentado e declarou que o argentino exerceria influência sobre policiais que responderiam diretamente às suas determinações. As afirmações são acusações da advogada e ainda dependem de comprovação pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Segundo o relato apresentado por Beller à emissora DTV, uma operação estaria sendo preparada para o Trópico de Cochabamba, região onde fica Chapare e que historicamente concentra forte apoio político a Morales. A advogada afirmou que a suposta ação poderia ocorrer nos próximos dias e teria como finalidade sequestrar o ex-presidente. Ela também declarou que foi atraída ao local do atentado sob o argumento de que receberia informações relacionadas a um processo envolvendo Morales.

Após a divulgação da entrevista, Morales manifestou solidariedade à advogada e voltou a levantar suspeitas contra Cerimedo, que já atuou como assessor de Javier Milei, na Argentina. O ex-presidente boliviano também o apontou como assessor pessoal do presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. Morales recordou ainda mensagens anteriores atribuídas ao consultor argentino que, em sua interpretação, representariam ameaças contra sua vida.

Além da suposta estrutura policial, Beller apresentou acusações relacionadas a possíveis esquemas de corrupção envolvendo negócios nos setores de combustíveis e ouro. Morales defendeu que essas declarações também sejam incluídas nas investigações. Até a publicação da reportagem original, não havia confirmação independente das denúncias apresentadas pela advogada nem informação sobre eventual manifestação de todos os citados nas acusações.

Diante da repercussão do caso, Evo Morales exigiu que a Procuradoria-Geral do Estado conduza uma investigação transparente sobre o ataque contra Nadia Beller e garanta proteção à advogada durante a apuração. O ex-presidente também quer que as autoridades esclareçam se realmente existe algum grupo policial funcionando sem fiscalização institucional e investiguem as demais irregularidades denunciadas, ampliando um caso que pode provocar forte tensão política e institucional na Bolívia. As informações são da teleSUR.

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China prepara integração com PIX e turistas poderão pagar no Brasil diretamente por aplicativos chineses

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China avança em integração com PIX e turistas poderão pagar no Brasil diretamente por aplicativos chineses – Foto: Brasil 247 / Dall-E

A aproximação financeira entre Brasil e China deve ganhar um novo capítulo com a integração de plataformas chinesas ao PIX. A UnionPay International, braço internacional da gigante chinesa de pagamentos UnionPay, prepara um projeto que permitirá a visitantes chineses utilizar aplicativos do próprio país para realizar compras em estabelecimentos brasileiros por meio de QR codes do sistema de pagamentos instantâneos.

A proposta prevê inicialmente a participação do aplicativo da UnionPay e de instituições bancárias chinesas ligadas à plataforma. Na prática, ao fazer uma compra no Brasil, o turista poderá apontar o celular para o QR code disponibilizado pelo comerciante e autorizar a transação usando recursos mantidos em sua conta na China. Em uma fase posterior, outras carteiras digitais conectadas à rede internacional da companhia também poderão ser incorporadas.

A iniciativa amplia a projeção internacional do PIX, criado pelo Banco Central em 2020 e atualmente consolidado como uma das principais formas de pagamento utilizadas pelos brasileiros. A integração também pode facilitar as operações de comerciantes que recebem turistas estrangeiros, especialmente diante do crescimento do número de visitantes chineses e do aumento das transações realizadas no país por clientes da UnionPay.

O movimento ocorre em um período de maior atenção internacional sobre o sistema brasileiro. Os Estados Unidos incluíram questões relacionadas ao PIX em discussões comerciais com o Brasil, argumentando que determinadas políticas brasileiras poderiam afetar a concorrência de empresas estrangeiras do setor de pagamentos. O governo brasileiro, por sua vez, defende o sistema como uma infraestrutura pública, eficiente e voltada à ampliação do acesso aos serviços financeiros.

A conexão planejada também acompanha o fortalecimento da cooperação econômica e financeira entre Brasília e Pequim. Nos últimos anos, autoridades dos dois países avançaram nas conversas sobre sistemas de pagamentos, utilização de moedas locais e integração de infraestruturas financeiras. A UnionPay, que já mantém operações no mercado brasileiro, também vem buscando ampliar sua presença diante do crescimento do fluxo de chineses que visitam o Brasil.

Caso o projeto avance, consumidores chineses poderão pagar utilizando ferramentas digitais que já fazem parte de seu cotidiano, enquanto estabelecimentos brasileiros continuarão recebendo as transações pela infraestrutura do PIX. Além de facilitar os gastos de turistas, a iniciativa poderá abrir caminho para novas formas de interoperabilidade financeira entre Brasil e China e fortalecer a presença internacional do sistema brasileiro de pagamentos.

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