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Ricardo Couto exonera presidente interino do Rioprevidência em meio a investigação sobre aplicações milionárias
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Afastamento de presidente interino ocorre após pressão do Ministério Público e investigações sobre aplicações milionárias fora das regras – Foto: Brunno Dantas/TJRJ
O governo do estado do Rio de Janeiro decidiu exonerar o presidente interino do Rioprevidência, Nicholas Cardoso, em meio a uma crescente crise envolvendo a gestão dos recursos previdenciários. A decisão foi tomada após o Ministério Público do Estado apontar indícios graves de irregularidades na condução dos investimentos do fundo.
A saída de Cardoso ocorre poucos dias depois de o Ministério Público solicitar seu afastamento imediato, alegando risco concreto de prejuízos ao patrimônio público. O órgão investiga a aplicação de R$ 118 milhões em fundos geridos por instituições financeiras que não estavam devidamente credenciadas junto ao Rioprevidência, o que levanta suspeitas sobre a legalidade das operações.
Segundo as investigações, os aportes foram realizados no final de 2025, período em que Nicholas ainda ocupava o cargo de diretor de investimentos do fundo. Mesmo após o escândalo envolvendo o Banco Master vir à tona, novas aplicações milionárias continuaram sendo feitas, o que, para o Ministério Público, demonstra falhas graves de governança.
O próprio Ministério Público classificou a permanência de Cardoso no comando do Rioprevidência como um “risco gravíssimo”, destacando que a continuidade das operações poderia aprofundar os prejuízos e comprometer ainda mais a credibilidade da instituição.
Relatórios do Conselho Fiscal do fundo também reforçam as suspeitas, apontando que os investimentos foram feitos sem o cumprimento das normas internas de credenciamento, que existem justamente para evitar fraudes, má gestão e exposição indevida ao risco financeiro.
Os valores investigados fazem parte de um cenário ainda mais amplo de possíveis irregularidades. Somados a outros investimentos considerados de alto risco, como o aporte bilionário no Banco Master, o prejuízo potencial ultrapassa R$ 1 bilhão, o que acendeu o alerta das autoridades de controle.
Diante da gravidade do caso, o Ministério Público também pediu à Justiça o bloqueio de bens de envolvidos, incluindo o próprio Nicholas Cardoso, o ex-presidente do Rioprevidência Deivis Antunes e instituições financeiras ligadas às operações investigadas.
A crise no fundo previdenciário levanta preocupação direta sobre o impacto nos pagamentos de aposentadorias e pensões de milhares de servidores estaduais. O Rioprevidência é responsável por garantir esses benefícios, o que torna qualquer instabilidade ainda mais sensível do ponto de vista social.
Apesar das denúncias, o Rioprevidência afirmou, em nota, que os recursos aplicados eram de natureza administrativa e que não estariam sujeitos às mesmas regras dos fundos previdenciários principais. A autarquia também defendeu que os investimentos tinham perfil conservador e foram realizados dentro de estratégias consideradas de baixo risco.
Mesmo com as justificativas, a exoneração de Nicholas Cardoso evidencia que a pressão institucional e política aumentou significativamente. A nomeação de um novo gestor para o fundo indica uma tentativa do governo de conter os danos e recuperar a confiança na administração dos recursos públicos.
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Governador substitui comando da Casa Civil e escolhe Flávio Willeman para função estratégica no Rio de Janeiro
Ricardo Couto promove nova dança das cadeiras e consolida controle sobre áreas estratégicas – Foto: Reprodução/ TV Globo
Em meio a um cenário de forte rearranjo político, o governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, deu mais um passo para redesenhar o núcleo de poder do estado ao substituir o comando da Casa Civil, ampliando o ritmo das mudanças no alto escalão e reforçando sua influência direta sobre as decisões estratégicas do governo.
Para assumir o cargo, foi escolhido Flávio de Araújo Willeman, que chega com forte bagagem jurídica e trânsito tanto no setor público quanto em instituições privadas. Ele substitui Marco Antônio Rodrigues Simões, que deixa a função, mas permanece no governo em outro posto estratégico.
Willeman, que atualmente também ocupa posição de destaque no Flamengo, construiu carreira sólida dentro da Procuradoria-Geral do Estado, onde atua há mais de duas décadas. Sua experiência inclui ainda passagem pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, reforçando seu perfil técnico e jurídico para a função.
A nomeação ocorre em um contexto de reformulação política conduzida por Couto, que vem promovendo uma verdadeira
“limpeza” em cargos considerados ligados à gestão anterior. A troca na Casa Civil é vista como peça-chave nesse processo, já que a pasta é responsável pela articulação política e pela coordenação das principais decisões do governo.
Mesmo após deixar o cargo principal, Simões não foi afastado do núcleo de poder. Ele foi realocado para o gabinete do governador, mantendo status de secretário, o que indica uma tentativa de preservar quadros experientes, ainda que sob nova configuração de comando.
As mudanças não se limitaram à Casa Civil. Nos últimos dias, Couto também determinou a saída de nomes considerados próximos ao ex-governador Cláudio Castro, incluindo figuras estratégicas da gestão anterior. A movimentação reforça a tentativa de consolidar um novo grupo político dentro da estrutura estadual.
Outro ponto de impacto foi a troca no comando do Rioprevidência, fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de milhares de servidores. A decisão ocorreu em meio a investigações sobre aplicações financeiras suspeitas, o que aumentou a pressão por maior controle e transparência na gestão dos recursos públicos.
Além das exonerações, o governador interino anunciou um pacote de medidas voltadas à transparência, exigindo que órgãos estaduais apresentem, em prazo curto, um levantamento detalhado de contratos, despesas e quadro de pessoal. A iniciativa é interpretada como uma tentativa de dar respostas rápidas às críticas e reforçar o controle sobre a máquina pública.
Com essas ações, Ricardo Couto sinaliza que pretende não apenas administrar o estado de forma interina, mas também imprimir sua própria marca na gestão, reorganizando o centro de decisões e ampliando sua influência sobre áreas estratégicas do governo fluminense.
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