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Vereadora Monica Benicio entra na disputa por uma das vagas ao Senado pelo Rio de Janeiro com apoio do PSOL no estado
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PSOL oficializa Monica Benicio ao Senado e aposta em estratégia para ampliar espaço da esquerda no Rio.
Em meio ao xadrez eleitoral no Rio de Janeiro, o PSOL decidiu colocar a vereadora Monica Benicio na disputa pelo Senado, com anúncio marcado para este sábado (11). A movimentação sinaliza uma tentativa do partido de ganhar mais visibilidade nacional e entrar de vez na briga por uma das vagas mais estratégicas do Congresso.
A escolha de Monica ocorre em meio a articulações políticas que envolvem nomes históricos da esquerda fluminense, como a deputada Benedita da Silva. O objetivo é construir uma frente ampla capaz de ampliar a representatividade e disputar espaço com grupos mais tradicionais na política do estado.
Com origem no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, Monica construiu sua trajetória com base em pautas ligadas a direitos humanos, urbanismo e inclusão social. Mestre em Arquitetura e Urbanismo, ela tem buscado associar sua atuação parlamentar a temas ligados à realidade das periferias.
Sua projeção nacional está diretamente ligada à história da vereadora Marielle Franco, de quem foi companheira. Após o assassinato de Marielle, Monica passou a assumir um papel mais ativo no debate público e na defesa de causas sociais, o que acabou impulsionando sua entrada na política institucional.
Eleita vereadora em 2020, Monica consolidou sua atuação na Câmara Municipal do Rio, onde tem pautado discussões voltadas à justiça social, diversidade e políticas públicas para populações vulneráveis. Sua candidatura ao Senado é vista dentro do partido como uma tentativa de ampliar esse alcance para o plano federal.
Com a definição do nome, o PSOL busca não apenas disputar uma vaga no Senado, mas também reforçar sua presença no debate político nacional, apostando em perfis com forte identidade social e capacidade de mobilização popular.
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Governador substitui comando da Casa Civil e escolhe Flávio Willeman para função estratégica no Rio de Janeiro
Ricardo Couto promove nova dança das cadeiras e consolida controle sobre áreas estratégicas – Foto: Reprodução/ TV Globo
Em meio a um cenário de forte rearranjo político, o governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, deu mais um passo para redesenhar o núcleo de poder do estado ao substituir o comando da Casa Civil, ampliando o ritmo das mudanças no alto escalão e reforçando sua influência direta sobre as decisões estratégicas do governo.
Para assumir o cargo, foi escolhido Flávio de Araújo Willeman, que chega com forte bagagem jurídica e trânsito tanto no setor público quanto em instituições privadas. Ele substitui Marco Antônio Rodrigues Simões, que deixa a função, mas permanece no governo em outro posto estratégico.
Willeman, que atualmente também ocupa posição de destaque no Flamengo, construiu carreira sólida dentro da Procuradoria-Geral do Estado, onde atua há mais de duas décadas. Sua experiência inclui ainda passagem pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, reforçando seu perfil técnico e jurídico para a função.
A nomeação ocorre em um contexto de reformulação política conduzida por Couto, que vem promovendo uma verdadeira
“limpeza” em cargos considerados ligados à gestão anterior. A troca na Casa Civil é vista como peça-chave nesse processo, já que a pasta é responsável pela articulação política e pela coordenação das principais decisões do governo.
Mesmo após deixar o cargo principal, Simões não foi afastado do núcleo de poder. Ele foi realocado para o gabinete do governador, mantendo status de secretário, o que indica uma tentativa de preservar quadros experientes, ainda que sob nova configuração de comando.
As mudanças não se limitaram à Casa Civil. Nos últimos dias, Couto também determinou a saída de nomes considerados próximos ao ex-governador Cláudio Castro, incluindo figuras estratégicas da gestão anterior. A movimentação reforça a tentativa de consolidar um novo grupo político dentro da estrutura estadual.
Outro ponto de impacto foi a troca no comando do Rioprevidência, fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de milhares de servidores. A decisão ocorreu em meio a investigações sobre aplicações financeiras suspeitas, o que aumentou a pressão por maior controle e transparência na gestão dos recursos públicos.
Além das exonerações, o governador interino anunciou um pacote de medidas voltadas à transparência, exigindo que órgãos estaduais apresentem, em prazo curto, um levantamento detalhado de contratos, despesas e quadro de pessoal. A iniciativa é interpretada como uma tentativa de dar respostas rápidas às críticas e reforçar o controle sobre a máquina pública.
Com essas ações, Ricardo Couto sinaliza que pretende não apenas administrar o estado de forma interina, mas também imprimir sua própria marca na gestão, reorganizando o centro de decisões e ampliando sua influência sobre áreas estratégicas do governo fluminense.
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