Região Centro-oeste
Lula destaca papel estratégico da Embrapa e reforça protagonismo do agro brasileiro em evento nacional
Região Centro-oeste
Feira “Brasil na Mesa” reúne tecnologia, inovação e diversidade da produção agrícola do país – Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Lula destacou a importância da Embrapa para o desenvolvimento do Brasil durante a abertura da Feira Brasil na Mesa, realizada em Planaltina (DF). Segundo ele, a instituição representa um dos maiores patrimônios científicos do país e é reconhecida internacionalmente pela excelência em pesquisa agropecuária.
O evento celebra os 53 anos da Embrapa e reúne uma ampla mostra de tecnologias, produtos e experiências voltadas ao fortalecimento do setor agrícola. Durante a visita, Lula enfatizou a necessidade de ampliar a visibilidade da produção nacional e mostrar ao mundo a capacidade do Brasil de produzir alimentos com qualidade e diversidade.
Ao discursar, o presidente ressaltou que não basta apenas produzir em grande escala. Ele destacou que a competitividade no mercado global exige investimento constante em qualidade e inovação. Para Lula, o país já possui tecnologia, mão de obra qualificada e conhecimento técnico para disputar espaço nos mercados mais exigentes.
A cerimônia contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros de diferentes áreas do governo. O encontro reforçou a integração entre políticas públicas voltadas ao desenvolvimento agrícola, segurança alimentar e geração de renda no campo.
Durante o evento, novas tecnologias desenvolvidas pela Embrapa foram apresentadas ao público. Entre elas, destacam-se cultivares de feijão, soja, sorgo e uma nova variedade de braquiária, voltadas ao aumento da produtividade e sustentabilidade das atividades rurais. As inovações também buscam atender às demandas de diferentes cadeias produtivas no país.
A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, apresentou dados que evidenciam o impacto da instituição na economia nacional. Segundo ela, a cada real investido na empresa, há um retorno de R$ 27 para a sociedade. A contribuição da Embrapa representa uma parcela significativa do Produto Interno Bruto agrícola brasileiro.
A Feira Brasil na Mesa também oferece ao público experiências interativas, como degustações, seminários técnicos, trilhas e exposições de culturas agrícolas. Visitantes podem participar de tours guiados que apresentam tecnologias aplicadas a diferentes cultivos, reforçando o papel da ciência no avanço do setor.
Além disso, o evento valoriza a agricultura familiar, povos tradicionais e a diversidade cultural do campo brasileiro. Oficinas gastronômicas e projetos como o “Cozinha Show” destacam saberes ancestrais e reforçam a importância da inclusão social e econômica no desenvolvimento rural sustentável.
Região Centro-oeste
Governo Lula reage a venda de mineradora e prepara política para proteger terras raras no Brasil
Nova estratégia prevê controle mais rígido sobre ativos estratégicos e incentivo à industrialização nacional – Foto: Ricardo Stuckert
Em meio à repercussão da venda da mineradora Serra Verde para um grupo estrangeiro, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acelera medidas para reforçar o controle sobre recursos minerais considerados estratégicos. A movimentação ocorre em um cenário de crescente preocupação com a soberania nacional e o papel do país na cadeia global de tecnologia.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, confirmou que apresentará ao presidente uma proposta de criação da Política Nacional de Terras Raras. A iniciativa surge como resposta direta ao avanço de empresas estrangeiras sobre ativos minerais brasileiros de alto valor estratégico.
No centro do debate está a mina de Pela Ema, localizada em Goiás, considerada uma das poucas fontes relevantes de terras raras pesadas fora do continente asiático. Esses minerais são essenciais para a produção de tecnologias modernas, como baterias, turbinas e equipamentos eletrônicos.
A proposta do governo inclui a criação do Conselho Nacional de Política Mineral, um órgão que reunirá ministros de Estado com a missão de avaliar e autorizar operações envolvendo recursos considerados críticos. A medida pretende impedir que negociações desse tipo ocorram sem análise direta do alto escalão do governo federal.
Com isso, a gestão federal busca mudar a lógica de funcionamento do setor mineral, estabelecendo regras mais rígidas para a venda de ativos estratégicos e ampliando a participação do Estado nas decisões. A ideia é garantir maior controle sobre riquezas naturais consideradas fundamentais para o desenvolvimento do país.
Além da regulação, o plano também aposta no fortalecimento da indústria nacional. Entre as diretrizes está o incentivo ao processamento de terras raras dentro do próprio Brasil, reduzindo a dependência de outros países e agregando valor à produção mineral.
Outro ponto central da política é a exigência de transferência de tecnologia em parcerias internacionais. O objetivo é evitar que o país continue apenas exportando matéria-prima bruta, passando a desenvolver conhecimento e inovação no próprio território.
A iniciativa ocorre em um contexto global de disputa por terras raras, atualmente dominado pela China, enquanto os Estados Unidos buscam alternativas para reduzir essa dependência. A recente negociação envolvendo a Serra Verde reforçou o alerta dentro do governo brasileiro sobre a necessidade de proteção desses ativos.
Com a nova política, o Brasil tenta reposicionar sua atuação no cenário internacional, deixando de ser apenas fornecedor de insumos e avançando como produtor de tecnologia e valor agregado.
A expectativa é que, após a apresentação ao presidente, a proposta avance como base para novas leis e diretrizes regulatórias, consolidando uma política mineral mais estratégica e alinhada aos interesses de soberania econômica e tecnológica do país.
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