Região Nordeste
Operação da Polícia Federal mira Banco Master, atinge senador Ciro Nogueira e amplia crise política em Brasília
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Nova fase da Operação Compliance Zero cumpre mandados em quatro estados e bloqueia quase R$ 19 milhões – Foto: Andressa Anholete/ Agência Senado
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira uma nova ofensiva da Operação Compliance Zero, investigação que apura suspeitas de irregularidades financeiras e possíveis fraudes envolvendo o Banco Master. A ação ganhou forte repercussão nacional após atingir diretamente o senador Ciro Nogueira, um dos principais nomes da política brasileira.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades, agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar em Brasília. A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal e faz parte de um desdobramento das investigações que tentam identificar a existência de um suposto esquema financeiro envolvendo empresários e agentes políticos.
Ao todo, a nova etapa da operação mobilizou equipes da Polícia Federal em quatro unidades da federação: Distrito Federal, Piauí, São Paulo e Minas Gerais. Foram expedidos 10 mandados de busca e apreensão, além de uma ordem de prisão temporária determinada pela Suprema Corte.
A decisão judicial também autorizou o bloqueio de bens, direitos e valores que chegam a R$ 18,85 milhões. O objetivo da medida é impedir movimentações financeiras consideradas suspeitas enquanto a investigação avança e novos elementos são analisados pelos investigadores.
De acordo com fontes ligadas à apuração, a operação tenta rastrear possíveis desvios financeiros e transações consideradas atípicas que teriam ligação com o Banco Master. A PF busca entender a participação de empresários, operadores financeiros e possíveis agentes públicos no suposto esquema investigado.
Apesar da repercussão política, as autoridades destacaram que a operação possui caráter investigativo e preventivo. Até o momento, os envolvidos seguem sendo investigados e terão direito à ampla defesa durante o andamento do processo conduzido pela Polícia Federal e supervisionado pelo STF.
A nova ofensiva da PF aumenta ainda mais a pressão sobre lideranças políticas nacionais em meio ao crescimento de investigações envolvendo movimentações financeiras milionárias. Nos bastidores de Brasília, a operação já provoca preocupação entre aliados e amplia o clima de tensão no cenário político nacional.
Enquanto a investigação continua, a expectativa é que novas informações sejam divulgadas nos próximos dias. A Polícia Federal afirma que seguirá aprofundando a apuração para identificar a extensão das possíveis irregularidades e responsabilizar eventuais envolvidos no caso.
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STF aponta que Daniel Vorcaro bancou cartão de crédito de Ciro Nogueira durante viage com a namorada
Decisão de André Mendonça expõe mensagens sobre restaurantes, hotel de luxo em Nova York e uso de cartão para despesas pessoais – Foto: Isac Nóbrega/PR
O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, colocou o senador Ciro Nogueira no centro de uma investigação explosiva que apura supostos pagamentos milionários feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro em troca de influência política em Brasília. A decisão autorizou operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (7).
De acordo com as investigações, Daniel Vorcaro teria destinado cerca de R$ 500 mil mensais ao senador como parte de um suposto esquema de favorecimento político. A Polícia Federal suspeita que o parlamentar teria atuado em defesa de interesses privados ligados ao antigo controlador do Banco Master dentro do cenário político nacional.
Na decisão, André Mendonça reproduziu mensagens trocadas entre Vorcaro e o assessor Léo Serrano, consideradas pela PF como indícios de que despesas pessoais de Ciro Nogueira e de sua acompanhante teriam sido pagas durante viagens internacionais. O conteúdo das conversas chamou atenção por mencionar restaurantes de luxo e o custeio contínuo de gastos particulares.
Em um dos trechos anexados ao processo, o assessor pergunta ao ex-banqueiro se os funcionários deveriam continuar pagando as contas de restaurantes frequentados pelo senador e sua acompanhante até determinado período da viagem. Em seguida, Vorcaro autoriza a continuidade dos pagamentos e menciona o envio de um cartão para cobertura das despesas.
Segundo o despacho do ministro do STF, as investigações apontam ainda para hospedagens em hotéis de alto padrão, incluindo o luxuoso Park Hyatt New York, além de refeições em restaurantes sofisticados e outros gastos atribuídos ao senador e à mulher que o acompanhava durante compromissos no exterior.
André Mendonça destacou que os diálogos foram apresentados “a título ilustrativo”, mas afirmou que os elementos reunidos pela Polícia Federal reforçam a necessidade de aprofundamento das investigações. Para o magistrado, há indícios suficientes para justificar medidas cautelares e impedir eventual destruição de provas ou alinhamento de versões entre os investigados.
A decisão também menciona referências ao fornecimento de cartões destinados ao pagamento de despesas pessoais do parlamentar. Para investigadores, esse tipo de benefício pode caracterizar vantagem indevida, caso seja comprovada relação direta com atuação política em favor de interesses privados.
O caso provocou forte repercussão nos bastidores de Brasília e amplia a pressão sobre Ciro Nogueira, um dos principais nomes do Progressistas no cenário nacional. A investigação segue em andamento no Supremo Tribunal Federal e poderá avançar para novas etapas caso a Polícia Federal encontre mais provas ligando o senador ao suposto esquema envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
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