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Governador Rafael Fonteles cobra articulação do governo e defende novo nome de Jorge Messias para o STF

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Governador do Piauí diz que votação no Senado expôs fragilidade política do Planalto e reforça apoio ao ministro Jorge Messias – Foto: Governo do Piauí

O governador do Piauí, Rafael Fonteles, saiu em defesa do ministro Jorge Messias após a rejeição do nome do advogado-geral da União para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Em manifestação pública nas redes sociais, o governador afirmou que o episódio revelou não apenas a capacidade técnica de Messias, mas também a necessidade urgente de o governo federal fortalecer sua articulação política dentro do Senado.

Segundo Rafael Fonteles, o desempenho de Jorge Messias durante o processo de análise da indicação mostrou preparo jurídico, equilíbrio e conhecimento suficiente para ocupar uma cadeira na Suprema Corte. O governador destacou que o ministro demonstrou firmeza e serenidade ao longo das discussões, reforçando sua confiança no nome defendido pelo Palácio do Planalto.

Na avaliação do governador piauiense, o resultado da votação também deixou evidente um desgaste silencioso entre o governo federal e parte dos parlamentares considerados aliados. Para ele, a derrota no Senado acendeu um alerta político dentro da base governista e mostrou que o Executivo precisa reorganizar o diálogo com os senadores para evitar novos reveses em votações estratégicas.

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Rafael Fonteles ainda ressaltou que a possível presença de Jorge Messias no STF representaria um fortalecimento da representatividade nordestina dentro da Corte. O governador afirmou que o Nordeste não pode perder espaço nas grandes decisões nacionais e defendeu que o governo mantenha a aposta no ministro para futuras oportunidades.

Ao comentar o episódio, Fonteles classificou Jorge Messias como um nome preparado, equilibrado e comprometido com a Justiça brasileira. O governador também enfatizou que o país perderia a oportunidade de contar com um magistrado experiente e com forte perfil técnico caso o governo desistisse definitivamente da indicação.

A rejeição do nome de Jorge Messias no Senado ocorreu após meses de articulação política em Brasília. A votação terminou com 42 votos contrários e 34 favoráveis, resultado considerado uma derrota importante para o governo federal e que provocou reações dentro da base aliada do presidente.

Mesmo após o revés, aliados do ministro continuam defendendo sua permanência como uma das principais opções para futuras vagas no Supremo Tribunal Federal. A declaração de Rafael Fonteles reforçou o movimento de apoio político em torno de Jorge Messias e ampliou o debate sobre a relação entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional.

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ALPB terá 75% de deputados brancos em 2027 e registra queda na representação negra após eleições

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Nova composição da ALPB revela redução de parlamentares pretos e pardos – Foto: Foto: divulgação/ ALPB

A nova formação da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), definida nas eleições de 2026, apresenta um cenário de redução da diversidade racial no Parlamento estadual. Dos 36 deputados eleitos para a próxima legislatura, 27 se declararam brancos, seis pardos e três pretos. Os números mostram que 75% das cadeiras serão ocupadas por parlamentares brancos, enquanto a participação de representantes negros, considerando pretos e pardos, ficará limitada a 25%.

O resultado representa um recuo na presença de deputados negros em comparação com a composição escolhida pelos eleitores em 2022. Naquela eleição, 13 parlamentares se identificaram como pretos ou pardos, correspondendo a aproximadamente 36% da Assembleia. Agora, esse número caiu para nove, uma diferença de quatro cadeiras e de cerca de 11 pontos percentuais na representação racial.

Outro aspecto que se destaca nos registros eleitorais é a alteração na identificação racial de três deputados que conquistaram a reeleição. Chió (PV), Felipe Leitão (MDB) e João Paulo Segundo (PP), que haviam declarado ser pardos em 2022, passaram a se identificar como brancos nas eleições de 2026. A mudança ocorre em um contexto no qual a autodeclaração racial também possui importância para as políticas de financiamento das candidaturas.

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A identificação de cor ou raça informada à Justiça Eleitoral é um dos instrumentos utilizados para acompanhar a participação de diferentes grupos sociais nas disputas políticas. Embora a autodeclaração seja um direito individual, as alterações registradas entre eleições levantam discussões sobre a consistência dos dados e a necessidade de transparência nos mecanismos destinados a ampliar a diversidade nos espaços de poder.

As regras de financiamento das campanhas também fazem parte desse debate. Para as eleições de 2026, a legislação estabelece uma reserva mínima de 30% dos recursos públicos de campanha para candidaturas de pessoas pretas e pardas. A medida busca enfrentar desigualdades históricas no acesso ao financiamento eleitoral e oferecer melhores condições de participação política a grupos que tradicionalmente enfrentam dificuldades para conquistar representação parlamentar.

Apesar dos mecanismos de incentivo, o resultado das urnas na Paraíba mostra que a ampliação do acesso aos recursos não garante, isoladamente, o crescimento da presença negra nos cargos eletivos. A distribuição do financiamento, o apoio efetivo das direções partidárias, a estrutura das campanhas e a visibilidade dos candidatos são fatores que podem influenciar as possibilidades de eleição.

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Entre os parlamentares eleitos que se declararam pretos estão Cida Ramos (PT), Jô Oliveira (PCdoB) e Nilvan Ferreira (PL). Já o grupo de deputados pardos reúne Mané Buchada (PL), Fábio Ramalho (MDB), Júnior Araújo (PP), Jutay Meneses (Republicanos), Maria Porto (União) e Tibério Limeira (PSB), conforme a relação apresentada. A composição reúne representantes de diferentes partidos, evidenciando que a questão racial ultrapassa as divisões ideológicas e envolve o conjunto do sistema político.

A redução da bancada negra coloca a representatividade racial entre os temas que merecem atenção na próxima legislatura da Assembleia Legislativa da Paraíba. Mais do que uma questão estatística, a composição do Parlamento provoca reflexões sobre as oportunidades de acesso aos cargos públicos e sobre a presença de diferentes segmentos da sociedade nas decisões políticas. O desafio para os partidos e instituições será avaliar se as políticas de incentivo estão produzindo resultados efetivos e quais medidas podem contribuir para uma representação mais diversa nas próximas eleições.

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