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STF mantém prisão de Thiago Rangel e impede Alerj de votar soltura do deputado investigado pela Polícia Federal

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Decisão unânime da Primeira Turma reforça permanência do parlamentar na cadeia e amplia crise política na Assembleia do Rio – Foto: IA

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, manter a prisão preventiva do deputado estadual Thiago Rangel e impedir que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro tenha poder para votar a revogação da medida. A decisão fortalece a atuação da Justiça no combate aos esquemas investigados pela Polícia Federal envolvendo contratos da área da educação no estado.

O relator do caso, Alexandre de Moraes, já havia determinado a continuidade da prisão do parlamentar e deixou claro que a manutenção da custódia não dependeria de autorização ou votação interna da Alerj. Nesta quinta-feira, os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia acompanharam integralmente o entendimento do relator, formando maioria absoluta na Corte.

Thiago Rangel foi preso na última terça-feira durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de irregularidades milionárias em contratos firmados pela Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro, incluindo possíveis fraudes na compra de materiais e contratação de serviços públicos.

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A decisão do STF também representa um duro recado à classe política fluminense, especialmente após episódios recentes em que parlamentares tentaram utilizar a própria Assembleia para derrubar medidas judiciais. O entendimento da Corte sinaliza que o Legislativo estadual não poderá interferir automaticamente em decisões cautelares determinadas pelo Judiciário em casos considerados graves.

O episódio relembra outro escândalo recente envolvendo o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. No ano passado, deputados chegaram a votar pela revogação da prisão do parlamentar, que havia sido alvo da mesma operação policial por suspeita de vazamento de informações sigilosas relacionadas às investigações sobre o deputado conhecido como TH Joias.

Mesmo após aquela votação na Assembleia, Bacellar voltou a ser preso meses depois, após a cassação de seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral. O caso ganhou repercussão nacional por envolver denúncias ligadas ao chamado escândalo do Ceperj, um dos maiores alvos de investigações sobre supostos desvios de recursos públicos no Rio de Janeiro.

Com a nova decisão da Suprema Corte, cresce a pressão sobre setores políticos ligados ao grupo investigado, enquanto o STF reforça o entendimento de que a gravidade das acusações e os riscos apontados pela investigação justificam a manutenção da prisão preventiva do deputado Thiago Rangel.

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Investigação da PF revela possível caixa 2 milionário ligado à Educação do RJ e coloca deputado Thiago Rangel no centro do esquema

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Parlamentar é alvo de operação que apura suposto esquema de favorecimento empresarial e financiamento eleitoral irregular – Foto: Divulgação

A prisão do deputado estadual Thiago Rangel desencadeou uma nova onda de tensão nos bastidores da política fluminense e colocou novamente sob suspeita a relação entre contratos públicos e interesses eleitorais no estado do Rio de Janeiro. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes durante mais uma etapa da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal.

As investigações apontam que empresários, operadores financeiros e agentes políticos teriam atuado juntos em um esquema voltado ao controle de contratos públicos ligados ao setor educacional. A suspeita é de que parte das verbas destinadas a obras e serviços em escolas estaduais teria sido desviada para abastecer campanhas políticas e fortalecer grupos aliados.

Segundo informações apuradas pela Polícia Federal, o núcleo investigado teria ampliado influência em cidades do interior fluminense, principalmente na região Norte do estado. A estratégia, conforme os investigadores, consistia em aproximar empresários interessados em contratos públicos de lideranças políticas com capacidade de interferência em processos administrativos.

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O avanço da operação ganhou força após análises de equipamentos eletrônicos apreendidos em investigações anteriores. A partir do material recolhido, a PF afirma ter identificado movimentações suspeitas, diálogos sobre liberação de contratos e possíveis tratativas envolvendo recursos destinados a campanhas eleitorais.

Outro ponto que chamou atenção dos investigadores foi a atuação de operadores considerados peças-chave no esquema. De acordo com a apuração, intermediários atuariam diretamente na negociação entre empresários e agentes políticos, organizando contratos, pagamentos e divisão de valores oriundos das obras públicas investigadas.

O nome do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, também voltou ao radar político após ser citado durante o avanço das investigações. Embora negue qualquer irregularidade, a ligação política entre integrantes do grupo investigado passou a ser observada com mais atenção pelos órgãos de controle.

Além das suspeitas de corrupção administrativa, a Polícia Federal também apura possíveis crimes eleitorais. Os investigadores acreditam que parte do dinheiro movimentado fora dos canais oficiais teria sido utilizada em campanhas políticas recentes, incluindo candidaturas ligadas ao grupo político de Thiago Rangel.

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A repercussão da prisão gerou forte movimentação nos bastidores da política fluminense. Parlamentares, lideranças partidárias e aliados acompanham com preocupação os próximos desdobramentos da operação, principalmente diante da possibilidade de novas medidas judiciais e do surgimento de outros nomes envolvidos.

Em nota, a defesa de Thiago Rangel afirmou que o deputado irá provar inocência e destacou confiança no devido processo legal. Já a Polícia Federal sustenta que as provas reunidas até agora apontam para a existência de uma estrutura organizada voltada ao uso político de contratos públicos e ao fortalecimento eleitoral de aliados.

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