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Segurança reforçada garante tranquilidade em megashow de Shakira no Rio de Janeiro e reduz ocorrências em Copacabana

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Operação especial mobilizou milhares de agentes e registrou índices menores de crimes durante evento que reuniu cerca de 2 milhões de pessoas – Foto: Rafael Nascimento

A apresentação da cantora colombiana Shakira em Copacabana, no Rio de Janeiro, terminou com saldo considerado positivo pelas autoridades de segurança pública. O esquema montado pelo Governo do Estado conseguiu reduzir significativamente o número de ocorrências registradas durante o evento, apontando uma queda expressiva em comparação com grandes shows internacionais realizados recentemente na capital fluminense.

Segundo o balanço oficial divulgado nesta segunda-feira (4), foram contabilizadas 115 ocorrências ao longo da operação, número considerado abaixo da média para eventos de grande porte. O resultado representa uma redução de mais de 50% em relação aos shows anteriores de artistas internacionais realizados na orla carioca, reforçando a eficiência do planejamento estratégico montado para garantir a segurança do público.

A megaoperação reuniu aproximadamente oito mil agentes das forças de segurança, incluindo equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Segurança Presente, Lei Seca e órgãos municipais. O trabalho envolveu monitoramento em tempo real, bloqueios nos acessos à praia, além do uso de tecnologia avançada para controle e prevenção de crimes durante toda a programação.

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Entre os recursos utilizados estavam drones, helicópteros, torres de observação, viaturas, motocicletas, quadriciclos e sistemas de reconhecimento facial. As autoridades destacaram que o aparato tecnológico foi essencial para agilizar abordagens, localizar suspeitos e evitar situações de risco em meio à multidão que tomou conta da praia de Copacabana.

Durante a operação, seis pessoas foram presas e dois adolescentes apreendidos. As equipes também retiraram de circulação 185 objetos perfurocortantes, recuperaram uma motocicleta roubada e apreenderam drogas durante ações realizadas antes, durante e após o encerramento do espetáculo. Segundo a Polícia Militar, o reforço nos pontos de entrada ajudou a impedir que materiais perigosos chegassem à área do show.

A Polícia Civil também avaliou como positivo o resultado das ações contra furtos e roubos de celulares. De acordo com o levantamento oficial, foram registrados 66 casos de furtos, número considerado baixo para um evento com milhões de pessoas. As autoridades afirmaram que operações de inteligência e monitoramento contribuíram diretamente para a redução desse tipo de crime.

Outro destaque da operação foi o trabalho preventivo realizado pela Secretaria de Ordem Pública do Rio. Durante os dias que antecederam o evento, agentes encontraram diversos materiais escondidos na areia da praia, incluindo garrafas de vidro, facas, simulacros de armas e até botijões enterrados. Um homem também acabou preso após tentar vender ingressos falsos para uma área VIP inexistente do show.

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No palco, Shakira emocionou o público ao falar em português e relembrar sua ligação com o Brasil. A artista celebrou a energia dos fãs brasileiros e dedicou a apresentação às mulheres, abordando temas como superação, maternidade e recomeços pessoais. O espetáculo ainda contou com participações especiais de nomes da música brasileira, transformando a noite em um dos maiores eventos culturais já realizados no Rio de Janeiro.

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STF mantém prisão de Thiago Rangel e impede Alerj de votar soltura do deputado investigado pela Polícia Federal

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Decisão unânime da Primeira Turma reforça permanência do parlamentar na cadeia e amplia crise política na Assembleia do Rio – Foto: IA

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, manter a prisão preventiva do deputado estadual Thiago Rangel e impedir que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro tenha poder para votar a revogação da medida. A decisão fortalece a atuação da Justiça no combate aos esquemas investigados pela Polícia Federal envolvendo contratos da área da educação no estado.

O relator do caso, Alexandre de Moraes, já havia determinado a continuidade da prisão do parlamentar e deixou claro que a manutenção da custódia não dependeria de autorização ou votação interna da Alerj. Nesta quinta-feira, os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia acompanharam integralmente o entendimento do relator, formando maioria absoluta na Corte.

Thiago Rangel foi preso na última terça-feira durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de irregularidades milionárias em contratos firmados pela Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro, incluindo possíveis fraudes na compra de materiais e contratação de serviços públicos.

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A decisão do STF também representa um duro recado à classe política fluminense, especialmente após episódios recentes em que parlamentares tentaram utilizar a própria Assembleia para derrubar medidas judiciais. O entendimento da Corte sinaliza que o Legislativo estadual não poderá interferir automaticamente em decisões cautelares determinadas pelo Judiciário em casos considerados graves.

O episódio relembra outro escândalo recente envolvendo o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. No ano passado, deputados chegaram a votar pela revogação da prisão do parlamentar, que havia sido alvo da mesma operação policial por suspeita de vazamento de informações sigilosas relacionadas às investigações sobre o deputado conhecido como TH Joias.

Mesmo após aquela votação na Assembleia, Bacellar voltou a ser preso meses depois, após a cassação de seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral. O caso ganhou repercussão nacional por envolver denúncias ligadas ao chamado escândalo do Ceperj, um dos maiores alvos de investigações sobre supostos desvios de recursos públicos no Rio de Janeiro.

Com a nova decisão da Suprema Corte, cresce a pressão sobre setores políticos ligados ao grupo investigado, enquanto o STF reforça o entendimento de que a gravidade das acusações e os riscos apontados pela investigação justificam a manutenção da prisão preventiva do deputado Thiago Rangel.

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