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Clínica clandestina no RJ entra na mira da Polícia após novas denúncias de mortes de pacientes

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Investigação sobre Instituto Vitalis se amplia e levanta suspeitas sobre possível histórico de negligência e irregularidades – Foto: Reprodução/ TV Globo

A Polícia Civil do Rio de Janeiro ampliou as investigações envolvendo o Instituto Vitalis, clínica que funcionava de forma clandestina em Xerém, distrito de Duque de Caxias, após surgirem denúncias sobre outras duas mortes supostamente ocorridas dentro da unidade. O espaço atendia dependentes químicos e pessoas com transtornos psiquiátricos sem possuir autorização legal para funcionamento.

As novas informações chegaram à Delegacia do Consumidor (Decon), que já apura a morte de um paciente de 35 anos registrada recentemente no local. Segundo relatos colhidos pelos investigadores, outras duas pessoas teriam morrido quando a clínica ainda operava em outro endereço, antes da mudança para o sítio em Xerém.

O caso ganhou grande repercussão após a morte de Rodney Camilo Lesio, paciente diagnosticado com transtorno do espectro autista. O corpo dele foi encontrado dentro da piscina da propriedade onde funcionava a clínica, no último mês. A circunstância da morte passou a ser questionada por familiares, que contestam a versão apresentada pela responsável pelo estabelecimento.

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De acordo com a polícia, a administradora da unidade, identificada como Jéssica Adriana Washington, afirmou inicialmente que Rodney teria sofrido uma convulsão antes de morrer. A família, porém, afirma que a situação apresenta diversas inconsistências e cobra uma investigação mais aprofundada sobre o atendimento prestado ao paciente durante o período em que esteve internado.

Durante fiscalização realizada por agentes da Decon, foi constatado que o Instituto Vitalis operava sem alvará de funcionamento e sem licença da Vigilância Sanitária. Mesmo diante das irregularidades, nove pacientes permaneciam internados no local no momento da inspeção, recebendo atendimento considerado irregular pelas autoridades.

Jéssica Adriana Washington foi conduzida para prestar esclarecimentos na Cidade da Polícia. Após o depoimento, ela foi liberada, mas deverá responder pelos crimes de falsidade ideológica e exercício ilegal da profissão. A polícia também trabalha para identificar possíveis responsabilidades de outras pessoas ligadas à administração da clínica.

A Prefeitura de Duque de Caxias informou que não havia recebido denúncias anteriores sobre o funcionamento da unidade clandestina. Enquanto as investigações avançam, os pacientes que ainda permanecem no local deverão ser transferidos para instituições regularizadas. Paralelamente, familiares de ex-internos começaram a ser intimados para prestar depoimento, numa tentativa de esclarecer denúncias de maus-tratos, negligência e possíveis omissões dentro da clínica investigada.

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Violência entre torcidas após clássico no Maracanã termina com morte de vascaíno no Rio de Janeiro

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Torcedor agredido depois de Flamengo x Vasco não resiste aos ferimentos e polícia tenta identificar envolvidos no ataque – Foto: Reprodução

A violência registrada após o clássico entre Flamengo e Vasco da Gama, no último domingo, voltou a chocar o Rio de Janeiro. Um dos torcedores vascaínos brutalmente espancados depois da partida morreu na madrugada desta sexta-feira (8), após permanecer vários dias internado em estado grave.

Fabiano Miranda Lopes, de 42 anos, estava hospitalizado no Hospital Municipal Souza Aguiar desde o dia da confusão. Ele sofreu diversos ferimentos graves durante a agressão e não resistiu às complicações provocadas pelos ataques.

De acordo com as investigações iniciais, Fabiano teria sido cercado por integrantes de uma torcida rival logo após deixar as proximidades do estádio do Maracanã. Testemunhas relataram momentos de extrema violência durante a ação.

Vídeos gravados por moradores da região começaram a circular nas redes sociais e mostram dois homens caídos na calçada, feridos e sem condições de reação. Em uma das gravações, um dos torcedores ainda aparece recebendo chutes e pontapés mesmo já desacordado no chão.

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As imagens também mostram o momento em que criminosos aproveitam a situação para roubar objetos pessoais da vítima. Segundo a polícia, o relógio de Fabiano foi levado durante as agressões, o que pode agravar ainda mais a situação criminal dos envolvidos.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu inquérito para apurar o caso e trabalha na identificação dos responsáveis pelas agressões. Os investigadores analisam vídeos, imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas para localizar os suspeitos.

O caso reacende o debate sobre a violência entre torcidas organizadas no futebol brasileiro. Especialistas em segurança pública defendem punições mais rígidas e fiscalização reforçada em dias de grandes clássicos, principalmente em partidas consideradas de alto risco.

A morte de Fabiano gerou revolta entre familiares, torcedores e internautas, que cobram justiça e responsabilização exemplar contra os autores do espancamento. Até o momento, ninguém havia sido preso pelo crime.

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