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Explosão em escola de Belford Roxo, na Baixada Fluminense deixa estudantes feridos e provoca pânico
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Artefato caseiro com pregos e parafusos explode dentro de unidade escolar na Baixada Fluminense – Foto: Reprodução
Uma explosão registrada dentro de uma escola pública de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, provocou momentos de desespero e deixou pelo menos oito estudantes feridos. O caso aconteceu no Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Lasar Segall, localizado no bairro Areia Branca, e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e do Esquadrão Antibomba da Core.
Segundo as primeiras informações apuradas pelas autoridades, o artefato explosivo teria sido manuseado por um aluno no pátio da unidade escolar. A detonação causou correria entre os estudantes e espalhou fumaça pelo local, assustando alunos, professores e funcionários da escola.
Relatos de testemunhas apontam que a bomba artesanal teria sido produzida dentro de um tubo de PVC contendo pregos, porcas e parafusos. Com a explosão, os objetos metálicos foram arremessados em várias direções, atingindo adolescentes que estavam próximos ao local no momento do incidente.
As vítimas têm entre 13 e 15 anos e sofreram ferimentos considerados leves. Alguns estudantes apresentaram lesões nas pernas, pés, rosto e abdômen, enquanto outros reclamaram de dores e forte incômodo auditivo provocado pelo impacto da explosão. Todos foram encaminhados ao Hospital Municipal de Belford Roxo para atendimento médico.
A estudante Ana Clara Simões de Figueiredo, de 17 anos, contou que estava na secretaria da escola quando ouviu o estrondo. Segundo ela, o barulho foi tão forte que causou tremores no prédio e gerou um cenário de pânico entre os alunos. “Tudo tremeu e subiu muita fumaça”, relatou.
O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado por volta das 8h15 e rapidamente enviou equipes ao local. Policiais da 54ª Delegacia de Polícia de Belford Roxo e agentes especializados do Esquadrão Antibomba também iniciaram os procedimentos de investigação para descobrir como o material explosivo entrou na escola e quem são os responsáveis.
Após a ocorrência, a direção da unidade decidiu suspender as atividades e liberar os demais estudantes. O clima na escola foi de medo e tensão durante toda a manhã, enquanto familiares buscavam informações sobre os adolescentes feridos.
A secretária estadual de Educação, Luciana Calaça, determinou o envio imediato de equipes da pasta para acompanhar o caso. O governo do estado informou que a Secretaria de Educação está atuando em conjunto com as áreas de Saúde e Segurança Pública para prestar apoio às vítimas e reforçar as investigações sobre o episódio.
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Violência entre torcidas após clássico no Maracanã termina com morte de vascaíno no Rio de Janeiro
Torcedor agredido depois de Flamengo x Vasco não resiste aos ferimentos e polícia tenta identificar envolvidos no ataque – Foto: Reprodução
A violência registrada após o clássico entre Flamengo e Vasco da Gama, no último domingo, voltou a chocar o Rio de Janeiro. Um dos torcedores vascaínos brutalmente espancados depois da partida morreu na madrugada desta sexta-feira (8), após permanecer vários dias internado em estado grave.
Fabiano Miranda Lopes, de 42 anos, estava hospitalizado no Hospital Municipal Souza Aguiar desde o dia da confusão. Ele sofreu diversos ferimentos graves durante a agressão e não resistiu às complicações provocadas pelos ataques.
De acordo com as investigações iniciais, Fabiano teria sido cercado por integrantes de uma torcida rival logo após deixar as proximidades do estádio do Maracanã. Testemunhas relataram momentos de extrema violência durante a ação.
Vídeos gravados por moradores da região começaram a circular nas redes sociais e mostram dois homens caídos na calçada, feridos e sem condições de reação. Em uma das gravações, um dos torcedores ainda aparece recebendo chutes e pontapés mesmo já desacordado no chão.
As imagens também mostram o momento em que criminosos aproveitam a situação para roubar objetos pessoais da vítima. Segundo a polícia, o relógio de Fabiano foi levado durante as agressões, o que pode agravar ainda mais a situação criminal dos envolvidos.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu inquérito para apurar o caso e trabalha na identificação dos responsáveis pelas agressões. Os investigadores analisam vídeos, imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas para localizar os suspeitos.
O caso reacende o debate sobre a violência entre torcidas organizadas no futebol brasileiro. Especialistas em segurança pública defendem punições mais rígidas e fiscalização reforçada em dias de grandes clássicos, principalmente em partidas consideradas de alto risco.
A morte de Fabiano gerou revolta entre familiares, torcedores e internautas, que cobram justiça e responsabilização exemplar contra os autores do espancamento. Até o momento, ninguém havia sido preso pelo crime.
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