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Valdemar ameaça processar Ricardo Salles após acusações de corrupção e crise explode na direita paulista

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Disputa pelo Senado em São Paulo provoca troca de acusações, ameaça de ação judicial e racha entre aliados de Bolsonaro – Foto: Beto Barata/ PL

A crise entre lideranças da direita paulista ganhou novos capítulos após o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, afirmar que pretende processar o deputado federal Ricardo Salles por acusações de corrupção feitas publicamente durante entrevista a um podcast. O embate elevou a tensão nos bastidores da disputa ao Senado em São Paulo e aprofundou o racha entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Valdemar reagiu de forma dura após Salles afirmar que integrantes ligados ao comando do PL teriam participado de supostos esquemas irregulares dentro do Ministério dos Transportes e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O presidente da sigla negou as acusações e declarou que vai levar o caso à Justiça para exigir que o parlamentar apresente provas das declarações.

A polêmica começou depois que Ricardo Salles afirmou, durante participação no podcast IronTalks, que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, teria promovido uma “limpeza” no setor de infraestrutura durante o governo Bolsonaro. O deputado também insinuou que Tarcísio evitou se filiar ao PL por conhecer supostas práticas internas envolvendo integrantes da legenda.

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Mesmo fazendo acusações graves, Ricardo Salles não apresentou documentos, provas ou informações oficiais que sustentassem as declarações. Até o momento, não existe investigação pública anunciada sobre os episódios citados pelo parlamentar. A ausência de provas aumentou a repercussão negativa dentro do campo conservador e gerou desconforto entre lideranças da direita paulista.

Nos bastidores políticos, o confronto está diretamente ligado à disputa por uma vaga ao Senado Federal em São Paulo nas eleições deste ano. O centro da crise é a decisão do PL de lançar o nome de André do Prado como pré-candidato ao Senado, ao lado do secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite. A escolha desagradou Ricardo Salles e também contrariou aliados próximos de Bolsonaro.

O ex-presidente defendia o nome do vice-prefeito paulistano Mello Araujo para disputar a vaga. Ricardo Salles, inclusive, havia sinalizado que abriria mão da candidatura caso Mello Araujo fosse escolhido pelo grupo bolsonarista. A decisão tomada por Valdemar acabou ampliando a divisão interna e provocando uma disputa pública entre lideranças da direita.

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Além da guerra interna, pesquisas eleitorais aumentaram a preocupação de dirigentes conservadores em São Paulo. Levantamentos recentes indicam crescimento de nomes ligados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida ao Senado. Entre os nomes mais citados aparecem Simone Tebet, Márcio França e Marina Silva. O cenário aumentou a pressão sobre a direita paulista, que agora enfrenta divergências internas, troca de acusações e dificuldades para unificar um único projeto eleitoral para a disputa ao Senado.

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Justiça do Distrito Federal condena Valdemar Costa Neto após acusações contra o PT sobre atos de 8 de Janeiro

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Presidente nacional do PL terá que pagar indenização por declarações consideradas falsas e ofensivas pela Justiça do Distrito Federal – Foto: Reprodução

A Justiça do Distrito Federal condenou Valdemar Costa Neto, ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais ao Partido dos Trabalhadores após declarações envolvendo os atos de 8 de janeiro de 2023. A decisão entendeu que o dirigente ultrapassou os limites da crítica política ao atribuir, sem provas, a responsabilidade pelos ataques em Brasília ao partido adversário.

O caso foi analisado pela 5ª Vara Cível de Brasília, que concluiu que as falas de Valdemar tiveram caráter ofensivo e disseminaram acusações sem comprovação. O PT ingressou com a ação judicial após o presidente do PL afirmar publicamente que integrantes petistas teriam participado da organização das invasões às sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Na sentença, o juiz Wagner Pessoa Vieira destacou que a liberdade de expressão não autoriza acusações criminosas sem qualquer base concreta. Segundo o magistrado, houve extrapolação do debate político e tentativa de vincular o partido a práticas ilegais sem apresentação de provas.

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A decisão judicial também ressaltou que o direito à livre manifestação deve respeitar princípios constitucionais ligados à honra e à imagem das pessoas e instituições. Para a Justiça, a propagação de informações falsas com potencial de prejudicar a reputação de terceiros não está protegida pela Constituição Federal.

O magistrado afirmou ainda que a condenação possui caráter pedagógico, buscando evitar que discursos políticos sejam utilizados para espalhar acusações infundadas. Além da indenização de R$ 20 mil, Valdemar Costa Neto também foi condenado ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios dos representantes do PT.

As declarações que motivaram o processo ocorreram durante um evento político realizado em Itu, no interior de São Paulo, em setembro de 2025. Na ocasião, Valdemar afirmou que o PT teria sido responsável por organizar os atos de vandalismo registrados em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023.

Durante o discurso, o dirigente do PL minimizou os ataques às sedes dos Poderes e questionou a classificação dos atos como tentativa de golpe. As falas repercutiram nacionalmente e geraram forte reação de lideranças políticas e jurídicas, principalmente pelo contexto envolvendo as investigações sobre os atos antidemocráticos.

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As declarações ocorreram pouco antes do julgamento que tornou réu o ex-presidente Jair Bolsonaro no processo relacionado à suposta trama golpista após as eleições de 2022. O caso segue sendo um dos temas centrais do cenário político nacional e continua provocando confrontos entre lideranças da direita e do governo federal.

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