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Ex-deputado Eduardo Bolsonaro reage a Ricardo Salles e crise expõe racha no bolsonarismo em São Paulo

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Troca de ataques entre aliados da direita aumenta tensão dentro do grupo bolsonarista antes das eleições de 2026 – Foto: Reprodução/ YouTube

O clima de disputa dentro do campo bolsonarista ganhou novos capítulos nesta segunda-feira (11), após o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro rebater duramente declarações do deputado federal Ricardo Salles sobre a composição da chapa ao Senado em São Paulo. Durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, Eduardo acusou Salles de agir conforme os interesses políticos do momento e afirmou que o parlamentar estaria “virando meme” após não ser escolhido pelo PL para disputar a vaga ao Senado.

A crise começou depois que Ricardo Salles criticou publicamente a decisão do Partido Liberal de apoiar o presidente da Assembleia Legislativa paulista, André do Prado, como pré-candidato ao Senado. Incomodado com o acordo político, Salles disparou críticas contra Eduardo Bolsonaro e também contra o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, aumentando ainda mais a tensão dentro do grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Ao responder os ataques, Eduardo afirmou que Salles ultrapassou os limites ao insinuar que haveria interesses financeiros por trás do apoio à candidatura de André do Prado. Segundo o filho do ex-presidente, as acusações feitas pelo deputado seriam graves e sem qualquer comprovação. Mesmo dizendo que não pretende levar o caso à Justiça, Eduardo cobrou provas e afirmou que o adversário político estaria apenas tentando criar desgaste dentro da direita.

Durante a transmissão, Eduardo Bolsonaro também declarou que Ricardo Salles estaria revoltado por não ter recebido apoio do partido para disputar o Senado em 2026. O ex-deputado afirmou ainda que o parlamentar “não joga para o grupo” e acusou Salles de criar um “estardalhaço” político motivado por interesses pessoais e vingança após ficar fora das articulações do PL.

O embate revelou um cenário de divisão entre lideranças conservadoras de São Paulo, justamente no momento em que os grupos ligados ao bolsonarismo tentam organizar suas alianças para as próximas eleições nacionais. Nos bastidores, aliados avaliam que o conflito público pode enfraquecer a imagem de unidade que o campo da direita vinha tentando construir nos últimos meses.

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Eduardo também respondeu às críticas sobre sua permanência nos Estados Unidos. Segundo ele, sua atuação internacional ajudou a fortalecer o movimento conservador brasileiro e ampliar denúncias contra decisões do Supremo Tribunal Federal. O ex-parlamentar citou a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes como exemplo do impacto de sua atuação política fora do país.

Além de Ricardo Salles, Eduardo Bolsonaro ampliou os ataques contra outras figuras da direita. O ex-deputado direcionou críticas ao vereador Pablo Almeida, de Belo Horizonte, aliado do deputado Nikolas Ferreira, acusando-o de distorcer vídeos envolvendo Jair Bolsonaro. O episódio aumentou ainda mais o clima de tensão interna entre aliados do ex-presidente às vésperas das articulações eleitorais de 2026.

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Justiça do Distrito Federal condena Valdemar Costa Neto após acusações contra o PT sobre atos de 8 de Janeiro

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Presidente nacional do PL terá que pagar indenização por declarações consideradas falsas e ofensivas pela Justiça do Distrito Federal – Foto: Reprodução

A Justiça do Distrito Federal condenou Valdemar Costa Neto, ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais ao Partido dos Trabalhadores após declarações envolvendo os atos de 8 de janeiro de 2023. A decisão entendeu que o dirigente ultrapassou os limites da crítica política ao atribuir, sem provas, a responsabilidade pelos ataques em Brasília ao partido adversário.

O caso foi analisado pela 5ª Vara Cível de Brasília, que concluiu que as falas de Valdemar tiveram caráter ofensivo e disseminaram acusações sem comprovação. O PT ingressou com a ação judicial após o presidente do PL afirmar publicamente que integrantes petistas teriam participado da organização das invasões às sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Na sentença, o juiz Wagner Pessoa Vieira destacou que a liberdade de expressão não autoriza acusações criminosas sem qualquer base concreta. Segundo o magistrado, houve extrapolação do debate político e tentativa de vincular o partido a práticas ilegais sem apresentação de provas.

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A decisão judicial também ressaltou que o direito à livre manifestação deve respeitar princípios constitucionais ligados à honra e à imagem das pessoas e instituições. Para a Justiça, a propagação de informações falsas com potencial de prejudicar a reputação de terceiros não está protegida pela Constituição Federal.

O magistrado afirmou ainda que a condenação possui caráter pedagógico, buscando evitar que discursos políticos sejam utilizados para espalhar acusações infundadas. Além da indenização de R$ 20 mil, Valdemar Costa Neto também foi condenado ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios dos representantes do PT.

As declarações que motivaram o processo ocorreram durante um evento político realizado em Itu, no interior de São Paulo, em setembro de 2025. Na ocasião, Valdemar afirmou que o PT teria sido responsável por organizar os atos de vandalismo registrados em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023.

Durante o discurso, o dirigente do PL minimizou os ataques às sedes dos Poderes e questionou a classificação dos atos como tentativa de golpe. As falas repercutiram nacionalmente e geraram forte reação de lideranças políticas e jurídicas, principalmente pelo contexto envolvendo as investigações sobre os atos antidemocráticos.

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As declarações ocorreram pouco antes do julgamento que tornou réu o ex-presidente Jair Bolsonaro no processo relacionado à suposta trama golpista após as eleições de 2022. O caso segue sendo um dos temas centrais do cenário político nacional e continua provocando confrontos entre lideranças da direita e do governo federal.

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