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Deputado Thiago Rangel, alvo da PF, saiu de motorista a dono de postos milionários e viu patrimônio crescer quase 750% em apenas 2 anos

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Operação da Polícia Federal coloca deputado Thiago Rangel no centro de investigação sobre corrupção, contratos suspeitos e lavagem de dinheiro.

O deputado estadual Thiago Rangel foi preso nesta terça-feira durante mais uma fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de corrupção envolvendo contratos da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro. A ação mira possíveis fraudes em compras de materiais e reformas realizadas em unidades da rede estadual de ensino.

As investigações também chamaram atenção para a rápida evolução financeira do parlamentar. Dados declarados à Justiça Eleitoral mostram que, em um intervalo de apenas dois anos, o patrimônio de Thiago Rangel saltou de pouco mais de R$ 200 mil para quase R$ 2 milhões, crescimento considerado expressivo e que agora também passa a ser analisado pelas autoridades federais.

Antes de entrar oficialmente na política, Rangel atuava como motorista e possuía renda modesta. Em 2020, quando disputou sua primeira eleição para a Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes, declarou possuir veículos, participação em um posto de combustível e uma moto aquática. Já em 2022, ao conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, informou ser proprietário de 18 postos de combustíveis.

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A Polícia Federal suspeita que empresas ligadas ao deputado possam ter sido utilizadas em esquemas envolvendo contratos públicos supostamente superfaturados. Os investigadores apontam que parte das movimentações financeiras teria relação com lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio através do setor de combustíveis.

Essa não é a primeira vez que o nome de Thiago Rangel aparece em investigações federais. Em 2024, ele já havia sido alvo da Operação Postos de Midas, que investigava um esquema de movimentação financeira suspeita envolvendo postos de gasolina em Campos dos Goytacazes. Na ocasião, o parlamentar negou qualquer irregularidade e afirmou confiar na Justiça.

Além do deputado, pessoas próximas ao grupo político também passaram a sofrer consequências após a operação. A vereadora Thamires Rangel, filha de Thiago Rangel e considerada uma das parlamentares mais jovens eleitas no país, acabou sendo exonerada de um cargo que ocupava no governo estadual logo após a deflagração da operação.

As investigações da nova fase da Operação Unha e Carne apontam suspeitas de organização criminosa, peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. Mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos em diferentes cidades do estado do Rio de Janeiro, ampliando o alcance da ofensiva da Polícia Federal.

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Até o fechamento desta matéria, a defesa do deputado não havia divulgado posicionamento oficial sobre a prisão. O caso aumenta ainda mais a pressão política sobre aliados e integrantes do grupo ligado ao parlamentar, enquanto a Polícia Federal aprofunda as apurações sobre o destino dos recursos públicos investigados.

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STF mantém prisão de Thiago Rangel e impede Alerj de votar soltura do deputado investigado pela Polícia Federal

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Decisão unânime da Primeira Turma reforça permanência do parlamentar na cadeia e amplia crise política na Assembleia do Rio – Foto: IA

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, manter a prisão preventiva do deputado estadual Thiago Rangel e impedir que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro tenha poder para votar a revogação da medida. A decisão fortalece a atuação da Justiça no combate aos esquemas investigados pela Polícia Federal envolvendo contratos da área da educação no estado.

O relator do caso, Alexandre de Moraes, já havia determinado a continuidade da prisão do parlamentar e deixou claro que a manutenção da custódia não dependeria de autorização ou votação interna da Alerj. Nesta quinta-feira, os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia acompanharam integralmente o entendimento do relator, formando maioria absoluta na Corte.

Thiago Rangel foi preso na última terça-feira durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de irregularidades milionárias em contratos firmados pela Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro, incluindo possíveis fraudes na compra de materiais e contratação de serviços públicos.

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A decisão do STF também representa um duro recado à classe política fluminense, especialmente após episódios recentes em que parlamentares tentaram utilizar a própria Assembleia para derrubar medidas judiciais. O entendimento da Corte sinaliza que o Legislativo estadual não poderá interferir automaticamente em decisões cautelares determinadas pelo Judiciário em casos considerados graves.

O episódio relembra outro escândalo recente envolvendo o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. No ano passado, deputados chegaram a votar pela revogação da prisão do parlamentar, que havia sido alvo da mesma operação policial por suspeita de vazamento de informações sigilosas relacionadas às investigações sobre o deputado conhecido como TH Joias.

Mesmo após aquela votação na Assembleia, Bacellar voltou a ser preso meses depois, após a cassação de seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral. O caso ganhou repercussão nacional por envolver denúncias ligadas ao chamado escândalo do Ceperj, um dos maiores alvos de investigações sobre supostos desvios de recursos públicos no Rio de Janeiro.

Com a nova decisão da Suprema Corte, cresce a pressão sobre setores políticos ligados ao grupo investigado, enquanto o STF reforça o entendimento de que a gravidade das acusações e os riscos apontados pela investigação justificam a manutenção da prisão preventiva do deputado Thiago Rangel.

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