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Polícia Federal aponta que deputado Marcelo Queiroz se associou à causa animal em esquema suspeito de quase R$ 200 milhões
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Investigação no STF apura possível esquema milionário envolvendo contratos públicos ligados à proteção animal
As fortes movimentação da Polícia Federal no Rio de Janeiro após a deflagração da Operação Castratio, investigação que atingiu diretamente o deputado federal Marcelo Queiroz. A ação apura suspeitas de irregularidades em contratos públicos destinados a programas de castração e atendimento animal durante sua passagem pelo governo estadual do Rio.
As investigações avançaram após relatórios apontarem que empresas beneficiadas pelos contratos teriam recebido valores milionários mesmo apresentando estrutura considerada limitada para executar os serviços. A Polícia Federal trabalha com a hipótese de que o esquema teria sido montado para favorecer aliados políticos e operadores ligados à antiga gestão da Secretaria de Agricultura.
Documentos analisados pelos investigadores mostram que os contratos cresceram rapidamente em poucos meses, chamando atenção dos órgãos de controle pela velocidade da expansão financeira. Os valores movimentados ultrapassam a casa dos milhões e passaram a ser monitorados após suspeitas de superfaturamento e direcionamento em processos licitatórios.
A operação autorizada pelo ministro Flávio Dino também teve como objetivo recolher celulares, computadores e documentos que possam ajudar a esclarecer a participação de agentes públicos e empresários. Parte das buscas ocorreu em imóveis ligados a pessoas próximas ao parlamentar e ex-integrantes da estrutura administrativa do estado.
Outro fator que aumentou a pressão sobre o caso foi a identificação de movimentações financeiras consideradas incompatíveis por investigadores. A PF também passou a analisar o crescimento patrimonial de pessoas ligadas ao núcleo investigado, incluindo operadores que teriam atuado diretamente nos contratos da área animal.
Nos bastidores políticos do Rio de Janeiro, a operação gerou forte repercussão e aumentou o desgaste em torno do nome de Marcelo Queiroz. Lideranças políticas acompanham o avanço das investigações com preocupação, principalmente pelo fato de o caso tramitar no Supremo Tribunal Federal, onde autoridades com foro privilegiado são investigadas.
Durante a ação desta terça-feira, agentes federais estiveram em diferentes cidades fluminenses e também cumpriram mandados no estado de São Paulo. Em um dos alvos, os investigadores encontraram dinheiro em espécie, fato que passou a integrar os elementos analisados pela força-tarefa responsável pelo caso.
Em nota divulgada à imprensa, Marcelo Queiroz negou qualquer participação em irregularidades e afirmou que todos os contratos firmados durante sua gestão seguiram critérios legais e procedimentos eletrônicos de contratação. O parlamentar também criticou o vazamento das informações da investigação e declarou confiar no esclarecimento dos fatos perante a Justiça.
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Marcelo Queiroz é alvo da Polícia Federal após suspeitas de irregularidades em programa de castração animal no Rio de Janeiro
Parlamentar teve celular apreendido durante abordagem da PF no Aeroporto Santos Dumont e entra na mira de investigação que apura contratos de quase R$ 200 milhões.
O deputado federal Marcelo Queiroz passou a ser alvo de uma grande investigação da Polícia Federal após a deflagração da Operação Castratio, realizada nesta terça-feira (12), para apurar suspeitas de irregularidades em contratos ligados à castração e esterilização de animais no estado do Rio de Janeiro.
De acordo com as investigações, os contratos sob suspeita foram firmados quando Marcelo Queiroz comandava a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio. Os acordos investigados chegam a aproximadamente R$ 200 milhões e levantaram suspeitas de superfaturamento, direcionamento em processos licitatórios e possíveis desvios de recursos públicos destinados à causa animal.
A operação da Polícia Federal cumpriu 12 mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), já que o parlamentar possui foro privilegiado. Os agentes realizaram ações em diversas cidades fluminenses, incluindo Rio de Janeiro, Niterói, Macaé e Itaocara, além de municípios do interior de São Paulo.
Marcelo Queiroz foi surpreendido pelos agentes federais no Aeroporto Santos Dumont, na capital fluminense, no momento em que se preparava para embarcar para Brasília. Durante a abordagem, o celular do deputado foi apreendido e deve passar por perícia para auxiliar no avanço das investigações conduzidas pela PF.
Os investigadores também analisam a destinação de emendas parlamentares que teriam sido utilizadas para fortalecer programas ligados à causa animal. A suspeita é de que parte desses recursos públicos possa ter sido direcionada de maneira irregular para contratos considerados suspeitos pelos órgãos de controle.
A operação provocou forte repercussão nos bastidores políticos do Rio de Janeiro e em Brasília, principalmente pelo envolvimento de um parlamentar federal e ex-secretário estadual. O caso amplia a pressão sobre figuras políticas que ocuparam cargos estratégicos no governo fluminense nos últimos anos.
Marcelo Queiroz iniciou sua carreira política na Câmara Municipal do Rio de Janeiro em 2012. Ao longo da trajetória, ocupou cargos importantes nas áreas de administração, meio ambiente e agricultura no estado. Em 2022, foi eleito deputado federal, mas agora enfrenta uma das maiores crises políticas de sua carreira diante das investigações conduzidas pela Polícia Federal e supervisionadas pelo STF.
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