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Alan Rick cobra prioridade nacional para segurança nas escolas em discurso no Senado após tragédia no Acre

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O senador Alan Rick (Republicanos-AC) fez, nesta terça-feira, um pronunciamento emocionado no plenário do Senado Federal em defesa de medidas urgentes para combater a violência nas escolas brasileiras. O discurso, realizado dias após o ataque registrado no Instituto São José, em Rio Branco, também foi uma homenagem às inspetoras escolares Alzenir Pereira da Silva e Raquel Sales Feitosa, vítimas da tragédia que abalou o Acre e o país.

Durante a fala, o parlamentar relembrou a trajetória das duas servidoras da educação e destacou o papel que exerciam no cuidado diário com os estudantes.

Alzenir, conhecida como tia Zena, dedicou 15 anos de sua vida ao Instituto São José. Raquel, de 36 anos, cursava enfermagem e buscava crescimento profissional. “Duas mulheres que estavam ali exercendo justamente a missão de cuidar”, afirmou o senador ao lamentar o episódio.

Alan Rick alertou para o crescimento da violência no ambiente escolar em todo o país e afirmou que o caso ocorrido no Acre não pode ser tratado como um fato isolado. “O Brasil vive uma escalada silenciosa e assustadora da violência nas escolas. Não podemos normalizar crianças fazendo simulações de ataque, professores trabalhando sob tensão e famílias deixando seus filhos na escola com medo”, declarou.

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No pronunciamento, o senador citou dados nacionais que apontam aumento expressivo dos registros de violência escolar na última década e defendeu que o tema seja tratado como prioridade nacional.

Alan Rick também relembrou que acompanha a pauta desde o primeiro mandato como deputado federal, quando apresentou o Projeto de Lei nº 708/2015, criando normas nacionais de segurança escolar.

Já no Senado, o parlamentar apresentou o PL nº 2.036/2023, que prevê policiamento ostensivo no entorno das escolas, integração entre forças de segurança, protocolos preventivos, simulações de emergência, mediação de conflitos e participação da comunidade escolar nas ações de prevenção.

Alan Rick afirmou que a crise vai além da estrutura física das escolas. “Segurança escolar não se resolve apenas com muro, câmera e detector de metal. Existe uma geração inteira adoecendo emocionalmente diante da violência cotidiana, do isolamento, da radicalização digital e da banalização da agressividade”, afirmou.

O senador também defendeu o fortalecimento da presença da família, ampliação do apoio psicológico nas escolas e valorização dos educadores.

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Ao final do pronunciamento, Alan Rick fez um apelo aos parlamentares para que o Congresso avance na votação de medidas voltadas à proteção de estudantes, professores e trabalhadores da educação. “O Acre chora por Alzenir e Raquel. Mas essa dor pertence ao Brasil inteiro”, concluiu.

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Deputada Socorro Neri cobra explicações da Anvisa e Ministério da Saúde após risco sanitário em produtos da Ypê

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Deputada acreana quer esclarecimentos sobre fiscalização, transparência e segurança na atuação da agência reguladora – Kayo Magalhães/ CdosD

A deputada federal Socorro Neri apresentou à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados um pedido de informações direcionado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Ministério da Saúde após a identificação de riscos sanitários em produtos da marca Ypê. A solicitação foi protocolada nesta segunda-feira (11) e aguarda autorização do presidente da Câmara, Hugo Motta, para avançar oficialmente.

No documento, a parlamentar pede uma série de esclarecimentos sobre a fiscalização de produtos de limpeza e sobre as condições técnicas, estruturais e orçamentárias da Anvisa para atuar com autonomia e segurança jurídica. Segundo Socorro Neri, o objetivo é garantir que a população tenha acesso a informações transparentes e que os órgãos responsáveis atuem exclusivamente na proteção da saúde pública.

A deputada também destaca preocupação com a repercussão política do caso nas redes sociais, onde diferentes narrativas passaram a circular após o anúncio do recolhimento de produtos. Para ela, o debate público sem informações técnicas claras pode aumentar o risco de desinformação e gerar insegurança entre consumidores em todo o país.

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O pedido ocorre poucos dias depois de a Anvisa determinar o recolhimento de lotes de detergentes, lava-roupas e desinfetantes da marca Ypê após a identificação de bactérias que poderiam representar risco sanitário. A decisão da agência acendeu o alerta sobre os processos de controle de qualidade e fiscalização industrial no setor de produtos de limpeza.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comentou o caso e afirmou que a própria empresa já havia identificado anteriormente a presença de bactéria em um dos lotes analisados. Segundo ele, o problema não seria recente e poderia indicar falhas em etapas do processo produtivo.

“A própria empresa, no final do ano passado, chegou a identificar em seu lote a presença de uma bactéria que não deveria estar no produto. É um sinal importante porque é um indicador de contaminação em várias etapas da produção”, declarou o ministro ao comentar o episódio.

Em nota oficial, a Ypê informou que vem realizando análises técnicas complementares e reafirmou compromisso com a qualidade e a segurança de seus produtos. A empresa também declarou que está colaborando com os órgãos de fiscalização para esclarecer todos os pontos relacionados ao recolhimento dos lotes.

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