Região Norte
Gladson Cameli e Ciro Nogueira entram para lista de políticos ligados ao bolsonarismo atingidos por escândalos de corrupção
Região Norte
STJ condena Gladson Cameli a mais de 25 anos de prisão, declara inelegibilidade e crise atinge núcleo bolsonarista do PP após operação contra Ciro Nogueira.
A política acreana voltou ao centro das polêmicas nacionais após a condenação do ex-governador do Acre, Gladson Cameli, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em uma decisão que teria imposto mais de 25 anos de prisão ao líder progressista e decretado sua inelegibilidade. O caso ganhou ainda mais repercussão após a nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, atingir diretamente o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas (PP) e um dos principais aliados do bolsonarismo no país.
A ofensiva da Polícia Federal colocou novamente o nome do Acre nas manchetes nacionais, desta vez ligado a denúncias, investigações e suspeitas de corrupção envolvendo figuras centrais do Progressistas. Para muitos analistas políticos, o desgaste provocado pelos escândalos associados ao governo Gladson Cameli representa um dos períodos mais delicados da história política acreana, afetando diretamente a imagem institucional do estado em nível nacional.
A operação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Ciro Nogueira, em Brasília, dentro das investigações sobre supostas irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master. O senador, que já ocupou a Casa Civil no governo Jair Bolsonaro, passou a ser alvo de uma investigação que movimenta os bastidores da política nacional e amplia a pressão sobre o núcleo duro do PP.
Nos corredores de Brasília, a ligação política entre Gladson Cameli e Ciro Nogueira voltou a ganhar destaque. Enquanto Ciro comanda o Progressistas em nível nacional, Gladson lidera a sigla no Acre, formando uma das alianças mais conhecidas do campo bolsonarista. Ambos sempre mantiveram forte alinhamento político com o ex-presidente Jair Bolsonaro e participaram ativamente de agendas ligadas à direita conservadora nos últimos anos.
A situação de Ciro Nogueira também ganhou peso político porque o senador vinha sendo citado nos bastidores como possível nome para compor uma chapa presidencial da direita em 2026, inclusive sendo ventilado como eventual vice de Flávio Bolsonaro. Com a operação da PF avançando sobre aliados estratégicos do Progressistas, o cenário político do partido passa a enfrentar forte desgaste.
A nova fase da Operação Compliance Zero cumpriu mandados no Distrito Federal, São Paulo, Minas Gerais e Piauí. Além das buscas, a Justiça autorizou bloqueios de bens e valores que ultrapassam R$ 18 milhões. A investigação tenta identificar supostas movimentações financeiras suspeitas e possíveis relações entre empresários, operadores financeiros e agentes públicos.
O avanço das investigações reforçou críticas contra o grupo político ligado ao Progressistas. O Acre, que durante décadas buscou consolidar uma imagem institucional ligada ao desenvolvimento e à estabilidade administrativa, passou a conviver com sucessivos episódios de desgaste político, denúncias e crises que atingiram diretamente o governo Gladson Cameli ao longo dos quase oito anos de gestão.
Nos bastidores políticos acreanos, lideranças já admitem que a condenação e a declaração de inelegibilidade de Gladson Cameli praticamente enterram o futuro político do ex-governador. A decisão do STJ representa um duro golpe para o Progressistas no Acre e abre uma disputa interna sobre quem poderá assumir o comando político do grupo nas próximas eleições.
A crise também provocou reações entre opositores, que passaram a afirmar que “a corrupção bateu na porta” das principais lideranças do PP. A associação entre o nome de Gladson Cameli e as investigações nacionais envolvendo aliados próximos aumentou ainda mais o desgaste da legenda em meio às discussões sobre moralidade administrativa e combate à corrupção.
Mesmo com a repercussão nacional, tanto Ciro Nogueira quanto os demais investigados seguem negando irregularidades. As autoridades destacam que o processo ainda está em fase de investigação e que os envolvidos possuem direito à ampla defesa e ao contraditório durante o andamento das apurações conduzidas pela Polícia Federal e supervisionadas pelo STF.
Enquanto isso, o cenário político nacional acompanha com atenção os desdobramentos da operação. A investigação envolvendo uma das principais figuras do Progressistas pode provocar impactos diretos na articulação da direita para as eleições de 2026, especialmente dentro do grupo bolsonarista, que já enfrenta disputas internas e pressão judicial em diversas frentes.
No Acre, a repercussão do caso ampliou o sentimento de desgaste político em torno do grupo que comandou o estado nos últimos anos. Para adversários de Gladson Cameli, o estado acabou marcado nacionalmente por escândalos e crises que, segundo eles, deixaram um dos períodos mais turbulentos da política acreana recente.
Região Norte
Relator da PEC 6×1, senador Omar Aziz prevê votação na próxima semana e acredita em ampla aprovação no Senado
Relator pretende apresentar parecer e articular urgência para levar proposta ao plenário – Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado
O senador Omar Aziz (PSD-AM) trabalha para acelerar a tramitação da proposta que prevê o fim da jornada de trabalho de seis dias por semana. Relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Aziz afirmou que pretende disponibilizar seu parecer ainda nesta semana e criar condições para que a PEC avance rapidamente, com expectativa de votação já no início de setembro.
A previsão do parlamentar é inserir o relatório no sistema do Senado na quinta-feira (27), permitindo que os integrantes da CCJ analisem o conteúdo antes da reunião prevista para quarta-feira, 2 de setembro. Aziz também pretende apresentar um requerimento de urgência para tentar levar a proposta diretamente ao plenário no mesmo dia, caso consiga o apoio necessário dos senadores.
O relator admite realizar ajustes pontuais, principalmente nas regras de transição para a nova jornada, mas sinalizou que pretende preservar o conteúdo central da proposta. A estratégia é evitar mudanças que obriguem o texto a retornar para análise da Câmara dos Deputados, o que poderia atrasar a tramitação e reduzir as possibilidades de conclusão antes das eleições.
Aziz também afastou a possibilidade de interferência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para impedir o avanço da matéria e afirmou não ter recebido orientação sobre seu parecer. Confiante na aprovação, o senador avalia que o calendário eleitoral deverá pesar na decisão dos parlamentares, já que grande parte dos integrantes da Casa disputará as eleições ou estará diretamente envolvida nas campanhas de aliados em seus estados.
-
Política Destaque6 dias atrásAliado da família Bolsonaro que espalhou acusações contra urnas é preso na Bolívia por suspeita de tentativa de feminicídio
-
Política Destaque6 dias atrásEx-comandante da FAB relata pressão por apoio militar e diz que ameaça de golpe no fim do governo Bolsonaro foi concreta
-
Política Destaque6 dias atrás“Polícia Federal está mais perto da porta de Alfredo Gaspar”, dispara Advogado Marco Aurélio após declaração do deputado
-
Região Sudeste5 dias atrásLulinha aciona Flávio Bolsonaro na Justiça e pede retirada de vídeo feito com IA que o associa a desvios no INSS



