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Gleisi Hoffmann cobra reação de Moro e Dallagnol após denúncias envolvendo Flávio Bolsonaro e Banco Master

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Deputada do PT critica silêncio de ex-integrantes da Lava Jato diante de acusações ligadas ao filme sobre Jair Bolsonaro.

A deputada federal Gleisi Hoffmann voltou a atacar nomes ligados à antiga Operação Lava Jato após a repercussão das denúncias envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, o banqueiro Daniel Vorcaro e o financiamento milionário do filme Dark Horse, produção inspirada no ex-presidente Jair Bolsonaro. A parlamentar criticou principalmente o silêncio de figuras que, segundo ela, passaram anos utilizando o discurso anticorrupção no cenário político nacional.

Em publicação nas redes sociais, Gleisi ironizou a ausência de posicionamento público do senador Sérgio Moro e do ex-procurador Deltan Dallagnol diante das revelações divulgadas pela imprensa. Para a deputada, os antigos protagonistas da Lava Jato adotam postura diferente quando as denúncias atingem aliados do bolsonarismo.

A nova crise política ganhou força após a divulgação de mensagens, documentos e áudios apontando que Flávio Bolsonaro teria buscado apoio financeiro milionário junto ao banqueiro Daniel Vorcaro para manter a produção do longa cinematográfico sobre Jair Bolsonaro. As informações provocaram forte repercussão nos bastidores políticos e abriram espaço para cobranças de investigação sobre a relação entre empresários e integrantes do núcleo bolsonarista.

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Entre os trechos divulgados, Flávio Bolsonaro demonstra preocupação com compromissos financeiros ligados à produção internacional do filme. Em um dos áudios, o senador afirma que atrasos nos pagamentos poderiam comprometer acordos com nomes conhecidos do cinema norte-americano, citando riscos de desgaste internacional caso os contratos não fossem honrados.

Após a divulgação do material, Flávio confirmou a autenticidade das gravações e declarou que buscava apoio privado para viabilizar o projeto cinematográfico. Mesmo assim, parlamentares governistas passaram a explorar politicamente o episódio, destacando o contraste entre a atuação rigorosa da Lava Jato em governos anteriores e o silêncio atual de antigos aliados da operação.

Nos bastidores de Brasília, o caso já é tratado como mais um desgaste para o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. As denúncias ampliaram debates sobre possíveis investigações envolvendo o Banco Master, além de reacender críticas sobre a seletividade da Lava Jato e o comportamento de figuras que construíram suas carreiras políticas com o discurso de combate à corrupção.

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Silêncio de Sérgio Moro sobre áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e Banco Master amplia crise no bolsonarismo

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Ex-juiz da Lava Jato evita comentar denúncias sobre pedido milionário ligado ao filme “Dark Horse” – Foto: Andressa Anholete/ Agência Senado

O ex-juiz e senador Sérgio Moro segue sem se manifestar após a divulgação de áudios que colocam o senador Flávio Bolsonaro no centro de uma nova polêmica envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O silêncio do ex-magistrado já ultrapassa quase um dia desde que o conteúdo veio à tona e passou a repercutir nacionalmente.

A ausência de posicionamento chamou atenção principalmente porque Moro construiu sua trajetória política e jurídica defendendo o combate à corrupção e investigando relações entre empresários e agentes públicos durante a Operação Lava Jato. Mesmo diante da repercussão nacional do caso, o senador evitou entrevistas, não comentou o tema nas redes sociais e também não participou de debates públicos sobre o assunto.

Nos bastidores de Brasília, parlamentares ligados ao campo conservador tentam minimizar os impactos da denúncia e trabalham para desvincular o Partido Liberal das acusações. Ainda assim, aliados demonstram estranheza diante da postura reservada de Moro, conhecido justamente pelo uso frequente das redes sociais para comentar temas políticos e investigações de grande repercussão.

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A crise aumentou após a divulgação de gravações atribuídas a Flávio Bolsonaro em conversas com Daniel Vorcaro sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, produção inspirada no ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo os diálogos divulgados, os valores discutidos chegariam a cerca de R$ 142 milhões para evitar atrasos e problemas contratuais na reta final do projeto cinematográfico.

Em um dos trechos divulgados, Flávio demonstra preocupação com possíveis impactos internacionais caso os pagamentos não fossem realizados. O senador cita nomes ligados à produção do filme e alerta para prejuízos de imagem caso houvesse descumprimento dos acordos firmados com integrantes do cinema norte-americano.

A repercussão do caso provocou forte desgaste dentro do bolsonarismo e abriu espaço para novos questionamentos da oposição sobre a relação entre política, financiamento privado e influência empresarial. Enquanto isso, o silêncio de Sérgio Moro continua alimentando críticas e especulações nos meios políticos, principalmente entre adversários que cobram do ex-juiz a mesma postura rigorosa adotada por ele em episódios anteriores da política nacional.

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