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Escândalo milionário faz o deputado Lindbergh Farias pedir prisão de Flávio Bolsonaro e investigação da Polícia Federal

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Deputado do PT quer que Polícia Federal investigue suposta negociação milionária ligada à produção cinematográfica sobre o ex-presidente

Uma nova crise política ganhou força em Brasília após denúncias envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e uma suposta negociação milionária para financiar um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso repercutiu após o deputado federal Lindbergh Farias anunciar que pretende levar o assunto à Polícia Federal e defender a prisão preventiva do parlamentar do PL.

A declaração de Lindbergh aconteceu depois da divulgação de informações atribuídas ao portal The Intercept, que afirma ter acesso a mensagens, áudios e documentos relacionados a uma negociação de cerca de 24 milhões de dólares para custear a produção do filme “Dark Horse”, inspirado na história política de Jair Bolsonaro. O valor ultrapassaria R$ 130 milhões na cotação atual.

Segundo o deputado petista, o material divulgado indicaria que Flávio Bolsonaro teria atuado diretamente nas conversas para obtenção dos recursos financeiros junto ao banqueiro Daniel Vorcaro, empresário ligado ao Banco Master. Para Lindbergh, as denúncias levantam suspeitas graves que precisam ser apuradas pelos órgãos de investigação federal.

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As informações apontam ainda que parte dos valores teria sido transferida ao longo de 2025 por meio de operações internacionais destinadas a um fundo localizado no estado do Texas, nos Estados Unidos. O fundo, conforme divulgado pela reportagem, manteria ligação com aliados políticos próximos de Eduardo Bolsonaro.

Outro detalhe que aumentou a repercussão do caso foi a divulgação de mensagens atribuídas a Flávio Bolsonaro enviadas ao banqueiro Daniel Vorcaro. Em uma das conversas, o senador teria demonstrado apoio ao empresário pouco antes de sua prisão. Vorcaro passou a ser investigado em um escândalo financeiro que envolve suspeitas de fraude bilionária e prejuízos ao sistema bancário.

O banqueiro acabou preso durante as investigações que apuram um suposto rombo de R$ 47 bilhões ligado ao Fundo Garantidor de Crédito. Após a operação, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master, aumentando ainda mais a pressão sobre os envolvidos no caso e ampliando o debate político em Brasília.

Até o fechamento desta matéria, Flávio Bolsonaro não havia divulgado posicionamento oficial sobre as acusações nem sobre o pedido de investigação anunciado por Lindbergh Farias. O episódio já provoca forte repercussão nos bastidores políticos e pode gerar novos desdobramentos envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro nos próximos dias.

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Alerj cria comissão para cortar gastos e Douglas Ruas admite erros em orçamentos que agravaram crise financeira do Rio de Janeiro

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Crise fiscal no Rio leva Alerj a criar comissão de cortes e presidente da Casa admite falhas em orçamentos anteriores – Foto: Octacílio Barbosa/ Alerj

O agravamento da crise financeira do estado do Rio de Janeiro levou a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro a anunciar a criação de uma comissão especial para discutir medidas de contenção de gastos e alternativas para tentar frear o crescimento da dívida pública estadual. A decisão foi apresentada nesta quarta-feira pelo presidente da Casa, Douglas Ruas, durante o início das discussões sobre o orçamento de 2027.

Ao comentar o cenário financeiro do estado, Douglas Ruas reconheceu que o parlamento fluminense também teve responsabilidade na situação atual ao aprovar os últimos orçamentos sem medidas mais rígidas de controle fiscal. A declaração chamou atenção nos bastidores políticos por representar uma autocrítica rara dentro do Legislativo estadual.

O Rio de Janeiro enfrenta atualmente uma das piores situações fiscais do país. A dívida estadual já ultrapassa os R$ 237 bilhões, colocando o estado entre os mais endividados do Brasil. O comprometimento das receitas também preocupa técnicos da área econômica, já que o percentual da dívida supera os limites considerados seguros pelos órgãos federais de controle.

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A comissão criada pela Alerj terá prazo de quatro meses para elaborar propostas que possam reduzir despesas e reorganizar as contas públicas. Entre as medidas previstas estão análises de contratos, avaliação do crescimento da folha de pagamento e estudos sobre possíveis excessos em áreas da administração estadual.

Segundo o presidente da Assembleia, o objetivo é garantir mais transparência na elaboração do próximo orçamento e evitar novos déficits milionários nos próximos anos. O grupo também deverá promover audiências públicas e ouvir representantes dos poderes Executivo e Judiciário, além de órgãos de fiscalização e controle financeiro.

Douglas Ruas também fez críticas ao aumento acelerado das despesas com pessoal durante os últimos anos. Para ele, o crescimento dos gastos ocorreu em ritmo muito superior ao aumento da arrecadação estadual, fator que contribuiu diretamente para o desequilíbrio financeiro enfrentado pelo Rio de Janeiro.

Mesmo reconhecendo os problemas, o parlamentar negou participação direta na elaboração das peças orçamentárias que agora são alvo de críticas. Ex-secretário estadual de Cidades durante a gestão do governador Cláudio Castro, Ruas afirmou que sua responsabilidade era limitada à administração da pasta e não à construção do orçamento geral do estado.

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A comissão será formada inicialmente pelos deputados Jair Bittencourt, Alan Lopes, Tia Ju e Bruno Dauaire. O relatório final deve ser concluído próximo ao período eleitoral e poderá influenciar diretamente a votação do orçamento estadual de 2027 e os debates sobre a condução econômica do governo fluminense.

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