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Parlamentares do PT, PCdoB e PSOL acionam PGR e PF contra Flávio Bolsonaro após denúncias envolvendo banqueiro

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Parlamentares acionam autoridades e cobram abertura de inquérito, quebra de sigilos e até prisão preventiva do senador do PL – Foto: Bruno Spada/ CdosD/ Kayo Magalhães/ CdosD/ IA / Brasil 247

A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal passaram a analisar uma representação criminal apresentada por deputados da oposição contra o senador Flávio Bolsonaro. O documento pede a abertura de investigação formal e solicita uma série de medidas cautelares, incluindo quebra de sigilos, bloqueio de bens e até eventual prisão preventiva do parlamentar.

A notícia de fato foi protocolada pelos deputados Pedro Uczai, Jandira Feghali e Tarcísio Motta. A peça encaminhada às autoridades cita mensagens e áudios atribuídos ao senador em conversas mantidas com o empresário Daniel Vorcaro, em meio às investigações relacionadas à Operação Compliance Zero.

Segundo o material anexado à representação, os diálogos mencionariam negociações financeiras envolvendo cifras milionárias, além de supostos repasses feitos ao longo de 2025. Os deputados afirmam que os conteúdos apresentados indicariam uma relação próxima entre o senador e o banqueiro investigado.

Em um dos trechos citados no documento, Flávio Bolsonaro teria utilizado a expressão “irmão” ao se dirigir a Daniel Vorcaro, além de mencionar dificuldades financeiras e cobranças ligadas a compromissos pendentes. A representação aponta ainda referências a parcelas atrasadas e obrigações financeiras em andamento.

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Os parlamentares também destacam mensagens enviadas na véspera da prisão de Vorcaro. Em um dos conteúdos reproduzidos na peça, o senador teria afirmado que permaneceria ao lado do empresário “sempre”, além de solicitar informações sobre questões financeiras que estariam sendo discutidas entre ambos.

A representação entregue à PGR sustenta que os fatos precisam ser apurados para identificar a origem e o destino dos recursos mencionados nas conversas, além de verificar a existência de possíveis intermediários financeiros e eventual circulação internacional de valores.

Os autores do pedido afirmam que as investigações podem alcançar crimes como lavagem de dinheiro, corrupção, tráfico de influência, organização criminosa e infrações contra o sistema financeiro nacional. O documento, no entanto, ressalta que as suspeitas ainda dependem de investigação e não representam conclusão definitiva sobre os fatos.

Além da abertura de inquérito, os deputados solicitaram ao Supremo Tribunal Federal a adoção de medidas cautelares consideradas urgentes, entre elas buscas e apreensões, preservação de provas digitais, análise de mensagens e registros eletrônicos, além do bloqueio de bens ligados aos investigados.

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Os parlamentares argumentam que existe risco de desaparecimento de provas e movimentação de ativos financeiros, principalmente devido à natureza digital das comunicações e ao volume de recursos citado no material encaminhado às autoridades.

Até o momento, nem a Procuradoria-Geral da República nem a Polícia Federal divulgaram posicionamento oficial sobre eventual abertura de investigação envolvendo o senador.

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Flávio Bolsonaro é citado em suposto financiamento milionário de filme sobre Jair Bolsonaro e caso gera nova polêmica política

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O episódio aumentou a pressão sobre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O nome do senador Flávio Bolsonaro voltou ao centro de uma grande controvérsia nacional após reportagem revelar uma suposta negociação milionária envolvendo recursos destinados à produção de um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso ganhou repercussão após a divulgação de mensagens, áudios e documentos financeiros que apontariam ligação entre aliados do grupo bolsonarista e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo as informações divulgadas pela imprensa, o projeto cinematográfico intitulado “Dark Horse” teria recebido um financiamento estimado em 24 milhões de dólares, valor que ultrapassa R$ 130 milhões na cotação da época. Parte desse montante teria sido enviada para um fundo sediado no Texas, nos Estados Unidos, ligado a pessoas próximas do deputado federal Eduardo Bolsonaro.

As revelações também mostram conversas atribuídas a Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, nas quais o senador demonstraria preocupação com a continuidade da produção do filme e com o pagamento de compromissos financeiros assumidos com atores e diretores internacionais envolvidos no projeto. Em um dos áudios divulgados, Flávio teria alertado para o risco de desgaste internacional caso houvesse atraso nos pagamentos.

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O caso ganhou ainda mais repercussão porque Daniel Vorcaro acabou preso posteriormente, acusado de participação em um esquema de fraude bilionária que teria provocado um enorme prejuízo ao sistema financeiro. Após a prisão do banqueiro, o Banco Master entrou em processo de liquidação determinado pelo Banco Central, ampliando a crise em torno do caso.

A reportagem aponta ainda que nomes ligados ao núcleo político bolsonarista, como o deputado federal Mario Frias, além de empresários e operadores financeiros, também teriam participado das negociações relacionadas ao financiamento da produção cinematográfica. O filme teria como objetivo retratar a trajetória política de Jair Bolsonaro e estaria previsto para estrear próximo ao período eleitoral de 2026.

Ao ser questionado sobre o assunto, Flávio Bolsonaro negou qualquer irregularidade e classificou as acusações como falsas. O senador afirmou que não existe relação indevida entre sua família e o Banco Master, além de minimizar suspeitas envolvendo doações e movimentações financeiras associadas ao grupo político conservador.

O episódio aumentou a pressão sobre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e gerou forte repercussão nos bastidores de Brasília, principalmente pelo momento político vivido pelo país e pela proximidade das articulações para as eleições presidenciais de 2026. Adversários políticos defendem investigações mais profundas sobre a origem dos recursos e sobre possíveis conexões financeiras envolvendo integrantes do grupo bolsonarista.

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Enquanto isso, o caso segue repercutindo nacionalmente e promete alimentar novos embates políticos e jurídicos nos próximos meses, especialmente diante da possibilidade de Flávio Bolsonaro disputar a Presidência da República e do avanço das investigações envolvendo empresários e operadores financeiros ligados ao escândalo.

revelação foi feita pelo Intercept Brasil

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