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Crise explode no PL após revelação de encontro entre Flávio Bolsonaro e ex-banqueiro investigado pela Polícia Federal

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Parlamentares do partido cobram explicações sobre filme financiado com recursos ligados ao Banco Master – Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro enfrenta um novo desgaste político dentro do Partido Liberal após vir à tona a informação de que ele se reuniu com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro logo após a saída do empresário da prisão. O episódio aumentou a tensão nos bastidores da legenda e provocou preocupação entre deputados e senadores ligados ao grupo bolsonarista.

De acordo com integrantes do partido, a sequência de novas revelações envolvendo o caso tem dificultado a construção de uma estratégia de defesa pública para o senador. Parlamentares avaliam que o cenário passou a gerar insegurança dentro da bancada, principalmente diante do avanço das investigações relacionadas ao Banco Master e ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na tentativa de conter a crise, Flávio Bolsonaro participou de uma reunião com parlamentares do PL nesta terça-feira (19), buscando alinhar o discurso do partido diante das denúncias. Porém, segundo relatos de aliados presentes no encontro, a revelação da conversa com Daniel Vorcaro acabou ampliando o desconforto interno e deixando integrantes da legenda sem uma linha clara de defesa.

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Nos bastidores, parlamentares demonstram preocupação com os impactos eleitorais do caso nas próximas semanas. A divulgação de áudios em que Flávio Bolsonaro aparece cobrando pagamentos atrasados ligados à produção do filme gerou novos questionamentos dentro do partido. Aliados avaliam que os reflexos políticos podem atingir diretamente a imagem do senador e influenciar futuras pesquisas eleitorais.

Outro ponto que vem causando pressão dentro do PL é a falta de esclarecimentos sobre os recursos utilizados na produção da cinebiografia “Dark Horse”. Parlamentares cobram a apresentação de contratos, documentos bancários e informações detalhadas sobre valores movimentados por fundos no exterior supostamente ligados ao financiamento do longa-metragem.

As investigações da Polícia Federal apontam que empresas associadas a Daniel Vorcaro teriam participado da origem dos recursos destinados à produção do filme. A situação aumentou o clima de desgaste no entorno de Flávio Bolsonaro e abriu uma nova frente de crise política dentro do partido, que tenta evitar maiores impactos em meio ao cenário pré-eleitoral.

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Recursos públicos aplicados no Banco Master ampliam pressão sobre o senador Flávio Bolsonaro e aliados no Rio de Janeiro

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Investimentos milionários de órgãos estaduais entram no centro da polêmica envolvendo cinebiografia de Jair Bolsonaro – Foto: Divulgação/ Montagem/ IA

O pedido de R$ 134 milhões feito pelo senador Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro passou a gerar novos questionamentos após a revelação de que órgãos públicos do governo do Rio de Janeiro já haviam destinado cerca de R$ 1,2 bilhão ao Banco Master, instituição controlada pelo empresário.

Os recursos foram aplicados principalmente por meio do Rioprevidência, fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores estaduais, além da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae). As operações ocorreram durante a gestão do governador Cláudio Castro, aliado político da família Bolsonaro.

Segundo informações divulgadas, o Rioprevidência realizou nove aplicações em Letras Financeiras do Banco Master entre novembro de 2023 e julho de 2024, somando R$ 970 milhões. Especialistas do mercado financeiro apontam que esse tipo de investimento é considerado de risco elevado, já que não possui cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e impede resgate antecipado dos valores aplicados.

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Além disso, a Cedae também mantinha mais de R$ 231 milhões investidos em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Banco Master no fim de 2024. A soma dos investimentos públicos colocou o governo fluminense entre os maiores investidores institucionais da instituição financeira controlada por Daniel Vorcaro.

A situação ganhou ainda mais repercussão após Flávio Bolsonaro afirmar em entrevista que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024, período em que buscava apoio financeiro para a produção de uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. A cronologia dos fatos levantou dúvidas e intensificou o debate sobre a relação entre interesses privados e recursos públicos administrados pelo governo do Rio de Janeiro.

O caso também passou a envolver nomes ligados à estrutura política do estado. Em depoimento à Polícia Federal, o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, declarou que a proposta de investimento partiu do então diretor de investimentos da autarquia. Nos bastidores, integrantes do PL apontam que a indicação de Antunes teria ligação com o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, ampliando a pressão política sobre aliados do bolsonarismo e sobre as operações envolvendo o Banco Master.

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