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Prefeito Quaquá rompe apoio à pré-candidatura de Benedita da Silva ao Senado após disputa interna

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A expectativa agora é de novas negociações entre lideranças nacionais e estaduais.

O Partido dos Trabalhadores no Rio de Janeiro entrou em uma nova crise política após o prefeito de Maricá e vice-presidente nacional da legenda, Washington Quaquá, anunciar publicamente que deixará de apoiar a pré-candidatura da deputada federal Benedita da Silva ao Senado Federal, ampliando o clima de divisão e disputa interna dentro do partido no estado.

A tensão aumentou depois que integrantes da direção nacional petista avançaram na proposta de centralizar em Brasília a definição dos suplentes da chapa de Benedita. A medida acabou sendo interpretada por aliados de Quaquá como uma intervenção direta do Diretório Nacional nas decisões do PT fluminense.

Nos bastidores, o grupo político ligado ao prefeito de Maricá defendia maior participação da executiva estadual na construção da chapa majoritária. A mudança aprovada pela cúpula partidária, no entanto, retirou o poder de decisão das lideranças regionais e ampliou o desgaste interno entre correntes do partido.

Quaquá, que possui forte influência dentro do PT do Rio de Janeiro, reagiu duramente após a decisão. Em mensagens enviadas ao grupo da Executiva Nacional do partido, o dirigente afirmou que não pretende mais participar da campanha de Benedita ao Senado e criticou o modelo de articulação imposto pela direção nacional.

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O prefeito também demonstrou irritação com a condução das negociações envolvendo a escolha da suplência. Segundo interlocutores do partido, a disputa interna girava em torno da indicação de nomes ligados ao grupo político da deputada, entre eles o ex-presidente da Casa da Moeda, Manoel Severino, defendido por aliados de Benedita para ocupar a primeira suplência.

A crise expôs mais uma vez o clima de divisão dentro do PT fluminense às vésperas das articulações para as eleições de 2026. O embate entre a ala ligada a Quaquá e setores próximos à deputada federal acendeu um alerta na legenda sobre possíveis dificuldades para unificar o partido na disputa pelo Senado no estado.

Mesmo diante do racha interno, Benedita da Silva segue sendo um dos principais nomes do PT para a corrida eleitoral no Rio de Janeiro. A expectativa agora é de novas negociações entre lideranças nacionais e estaduais para tentar conter o desgaste político e evitar novos rompimentos dentro da sigla.

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Vereador Leonel de Esquerda diz que escândalo do Banco Master “destruiu narrativa bolsonarista” e atinge Flávio Bolsonaro

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Parlamentar do Rio de Janeiro afirma que caso envolvendo o Banco Master virou símbolo de desgaste da direita ligada ao bolsonarismo.

O vereador Leonel de Esquerda afirmou que o escândalo envolvendo o Banco Master atingiu diretamente a direita brasileira e abalou o discurso político construído pelo bolsonarismo nos últimos anos. Segundo o parlamentar carioca, o caso já é visto por adversários políticos como um dos episódios mais delicados envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante declaração na Câmara de Vereadores do Rio, Leonel disse que o chamado “Bolsomaster” virou um símbolo de desgaste político para o grupo bolsonarista. Na avaliação do vereador, as denúncias e informações divulgadas nos últimos dias enfraquecem o discurso anticorrupção que marcou a trajetória da direita ligada ao ex-presidente.

“O escândalo de corrupção do Banco Master pegou a direita e destruiu a narrativa bolsonarista. O Bolsomaster é um escândalo da direita, de Flávio Bolsonaro”, declarou o vereador.

A fala ocorre em meio à repercussão nacional sobre denúncias e investigações relacionadas ao Banco Master, que vêm gerando embates políticos entre parlamentares da oposição e aliados do senador Flávio Bolsonaro. O tema ganhou força nas redes sociais e passou a ser explorado por diferentes grupos políticos em Brasília e no Rio de Janeiro.

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Leonel de Esquerda também criticou a postura de lideranças bolsonaristas diante das denúncias. Para ele, setores da direita tentam minimizar a repercussão do caso enquanto evitam comentar publicamente as acusações que vêm sendo divulgadas.

Nos bastidores políticos, aliados da oposição avaliam que o caso pode ampliar o desgaste da imagem de figuras importantes do bolsonarismo, especialmente em um momento de articulações para as eleições de 2026. O episódio também reacendeu debates sobre transparência, relações políticas e movimentações financeiras envolvendo agentes públicos.

A repercussão do caso segue movimentando o cenário político nacional e promete continuar no centro dos debates entre governo, oposição e lideranças partidárias nos próximos dias.

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