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Presidente Lula inaugura novo centro da Fiocruz e anuncia produção nacional de terapia contra o câncer

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Governo Federal investe mais de R$ 700 milhões em estrutura voltada ao SUS e fortalecimento da saúde pública no Brasil – Foto: Ricardo Struckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa no Rio de Janeiro, da inauguração da nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz, em um evento marcado por anúncios considerados estratégicos para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). A agenda também contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A nova estrutura da Fiocruz foi criada para acelerar pesquisas e ampliar a produção nacional de medicamentos, vacinas, testes diagnósticos e tecnologias voltadas ao atendimento da população brasileira. O prédio possui cerca de 15 mil metros quadrados e recebeu investimentos que ultrapassam R$ 400 milhões, incluindo obras e aquisição de equipamentos modernos para os laboratórios.

Durante o evento, o governo federal também lançou oficialmente o Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapias CAR-T, projeto que promete colocar o Brasil entre os países de referência na América Latina em tratamentos avançados contra o câncer. A iniciativa permitirá a produção nacional de terapias celulares usadas no combate à leucemia, linfoma e mieloma, reduzindo a dependência de medicamentos importados.

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A tecnologia CAR-T é considerada uma das mais modernas no tratamento oncológico. O procedimento utiliza células de defesa do próprio paciente, que passam por modificação genética em laboratório antes de serem reintroduzidas no organismo para combater as células cancerígenas. Atualmente, esse tipo de tratamento custa centenas de milhares de dólares nos Estados Unidos, mas a expectativa do governo é reduzir drasticamente o valor com a produção nacional.

Segundo a Fiocruz, os primeiros estudos clínicos com pacientes brasileiros devem começar ainda neste ano. O projeto envolve parceria internacional e faz parte da estratégia do governo Lula para fortalecer a soberania tecnológica do país na área da saúde, ampliando o acesso da população a tratamentos de alta complexidade através do SUS.

Além dos anúncios na área científica, Lula e Alexandre Padilha realizaram a entrega de novos veículos para o programa Caminhos da Saúde, voltado ao transporte de pacientes do SUS. Ao todo, o estado do Rio de Janeiro recebeu micro-ônibus, vans e ambulâncias para atender dezenas de municípios, ampliando o acesso da população a consultas, exames, cirurgias e tratamentos especializados.

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Governo Lula denuncia ofensiva no Congresso contra leis ambientais e alerta para avanço do desmatamento

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Ministério do Meio Ambiente alerta para retrocessos graves e diz que propostas colocam em risco fiscalização, florestas e combate ao desmatamento – Foto: Fernando Donasci/ MMA

O governo federal elevou o tom contra um conjunto de projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional e que, segundo o Ministério do Meio Ambiente, podem provocar um dos maiores retrocessos ambientais já registrados no país. As propostas foram apresentadas como ameaça direta à preservação dos biomas brasileiros, ao combate ao desmatamento e até à credibilidade internacional do Brasil na área ambiental.

Durante apresentação realizada pelo Ministério do Meio Ambiente, Ibama e ICMBio, representantes do governo afirmaram que os projetos enfraquecem instrumentos de fiscalização ambiental, reduzem áreas protegidas e flexibilizam regras para exploração de vegetação nativa. Entre os pontos mais criticados está a tentativa de limitar o uso de embargos remotos feitos com base em imagens de satélite, mecanismo considerado fundamental para conter o avanço do desmatamento ilegal.

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Ribeiro Capobianco, classificou o avanço das propostas como “um retrocesso inimaginável” para um país que possui uma das legislações ambientais mais reconhecidas do mundo. Segundo ele, os projetos atendem interesses específicos de setores que ainda insistem em explorar recursos naturais sem compromisso com a conservação ambiental e a sustentabilidade.

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Uma das propostas mais polêmicas pode liberar o desmatamento de mais de 50 milhões de hectares de vegetação nativa não florestal em biomas como Cerrado, Pantanal, Pampa, Mata Atlântica e Caatinga. O texto também altera regras de proteção da vegetação nativa e amplia brechas para ocupações em áreas ambientais sensíveis, o que preocupa especialistas e órgãos de fiscalização.

Outro projeto criticado pelo governo reduz o nível de proteção da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, transformando parte da unidade em Área de Proteção Ambiental (APA), categoria considerada mais flexível para atividades econômicas. Além disso, propostas ligadas ao crédito rural podem impedir que informações sobre desmatamento ilegal e grilagem de terras sejam usadas na análise de financiamentos e seguros agrícolas.

Mesmo diante da pressão política no Congresso, o governo federal afirma que continuará atuando para barrar medidas que fragilizem a legislação ambiental brasileira. O Ministério do Meio Ambiente argumenta que o país conseguiu reduzir o desmatamento nos últimos anos enquanto ampliava mercados internacionais para o agronegócio, mostrando que preservação ambiental e desenvolvimento econômico podem caminhar juntos.

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