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Polícia Federal e CGU ampliam Operação Sem Desconto contra fraudes em aposentadorias no Brasil
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Nova fase da investigação mira esquema de descontos ilegais em benefícios previdenciários – Foto: Reprodução/ Polícia Federal
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) realizaram nesta quarta-feira uma nova etapa da Operação Sem Desconto, investigação que apura um esquema nacional de cobranças indevidas aplicadas em aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS. A ofensiva acontece após suspeitas de que milhares de aposentados tiveram valores retirados dos benefícios sem autorização.
Durante a operação, equipes da PF cumpriram dezenas de mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal. As ações ocorreram nos estados de Pernambuco, São Paulo, Paraíba e também no Distrito Federal, onde investigadores buscam documentos, aparelhos eletrônicos e registros financeiros ligados aos investigados.
Segundo os órgãos de controle, a nova fase pretende aprofundar as apurações sobre possíveis organizações responsáveis por incluir descontos associativos irregulares diretamente nos pagamentos previdenciários. A suspeita é de que entidades utilizavam dados de aposentados para realizar cobranças automáticas sem consentimento das vítimas.
Além das buscas, a Justiça também autorizou medidas de monitoramento eletrônico contra investigados apontados como integrantes do esquema. A investigação aponta indícios de crimes como organização criminosa, estelionato previdenciário, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
A PF informou que as medidas têm como objetivo interromper a movimentação financeira considerada suspeita e evitar o desaparecimento de bens que possam ter sido adquiridos com recursos obtidos ilegalmente. Os investigadores também analisam a participação de intermediários e empresas que teriam auxiliado na operação das cobranças indevidas.
A Operação Sem Desconto ganhou dimensão nacional após denúncias envolvendo descontos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas em diversos estados do país. O caso segue sob sigilo judicial, e novas fases da investigação não estão descartadas pelas autoridades federais.
Polícia
Polícia Federal intensifica combate ao garimpo ilegal e destrói estrutura criminosa em operações na Amazônia
Ações no Amapá terão apoio de forças federais e estaduais no combate aos crimes ambientais – Foto: Polícia Federal
A Polícia Federal anunciou o reforço das operações de combate ao garimpo ilegal no Amapá, ampliando a presença de agentes em áreas consideradas críticas para a exploração clandestina de minério dentro da Amazônia Legal. A medida faz parte do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano AMAS), que reúne forças de segurança e órgãos ambientais em ações integradas de fiscalização.
Nos últimos meses, a PF intensificou operações contra grupos criminosos envolvidos na extração ilegal de ouro e cassiterita, principalmente em regiões de floresta de difícil acesso. Segundo a corporação, o objetivo é enfraquecer organizações que atuam na destruição ambiental, no financiamento do crime organizado e na contaminação de rios e comunidades tradicionais.
Uma das ações mais recentes ocorreu no Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, onde equipes da Polícia Federal e do ICMBio destruíram três escavadeiras hidráulicas utilizadas no garimpo clandestino. Durante a fiscalização, também foi apreendido mercúrio, substância tóxica usada na separação do ouro e considerada uma das maiores ameaças ambientais da atividade ilegal.
Em maio, a Operação Calha Norte mobilizou cerca de 80 agentes em áreas próximas à divisa entre Amapá e Pará. A força-tarefa contou com apoio do Ibama, ICMBio, Força Nacional e órgãos estaduais, resultando na inutilização de maquinários pesados, motores, tratores, acampamentos clandestinos e milhares de litros de combustível usados para abastecer a estrutura criminosa instalada dentro da floresta.
Outra ofensiva de grande impacto ocorreu em fevereiro, durante a Operação Trono de Ferro, que investigou uma organização criminosa suspeita de atuar no comércio ilegal de cassiterita extraída de garimpos clandestinos no Amapá, em Roraima e até na Venezuela. As investigações levaram ao bloqueio de aproximadamente R$ 405 milhões em bens e valores ligados aos investigados.
A Polícia Federal afirmou que o combate aos crimes ambientais será uma das prioridades estratégicas em 2026 e destacou que novas operações já estão previstas para as próximas semanas. A expectativa é ampliar a presença do Estado em regiões dominadas pelo garimpo ilegal e fortalecer ações de proteção ambiental em toda a Amazônia.
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