Região Sudeste
Reimont aciona PGR e STF contra Flávio Bolsonaro, Eduardo, Carlos e aliados por suposto esquema milionário
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Representação cita movimentações financeiras, risco de ocultação de patrimônio e possíveis conexões com investigados do Banco Master – Foto: Reprodução/ Site do PT
O deputado federal Reimont apresentou uma representação formal à Procuradoria-Geral da República, ao Supremo Tribunal Federal e ao Ministério Público de Santa Catarina pedindo a abertura de investigações contra nomes ligados ao núcleo político da família Bolsonaro. Entre os citados estão o senador Flávio Bolsonaro, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, o ex-vereador Carlos Bolsonaro e o vereador Jair Renan Bolsonaro.
O documento também inclui o deputado federal Mário Frias e o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. A representação foi encaminhada ao procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, ao presidente do STF, Edson Fachin, além da procuradora-geral de Justiça de Santa Catarina, Vanessa Wendhausen Cavallazzi.
Na ação, o parlamentar pede a adoção de medidas cautelares patrimoniais e pessoais, alegando suspeitas envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse”, produção audiovisual associada à imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o deputado, reportagens nacionais e internacionais apontariam movimentações milionárias, contratos e articulações políticas que teriam sido utilizadas para viabilizar o projeto cinematográfico.
A representação menciona ainda supostas negociações acima de R$ 100 milhões envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, nome que aparece em investigações relacionadas ao Banco Master. O documento cita mensagens, áudios e contratos divulgados pela imprensa que, segundo o parlamentar, indicariam relações entre empresários e agentes políticos ligados à produção audiovisual.
Outro ponto destacado pelo deputado é o pedido para que eventuais recursos bloqueados pela Justiça sejam direcionados à reparação de possíveis prejuízos causados a investidores e fundos de pensão ligados ao caso Banco Master. O parlamentar sustenta que há necessidade de preservar recursos diante da gravidade das denúncias e do volume financeiro citado nas investigações.
Na representação, Reimont afirma que existem riscos de ocultação de patrimônio, destruição de provas e até evasão do país por parte dos investigados. Por isso, defende que o Ministério Público e o STF adotem medidas urgentes previstas no Código de Processo Penal para garantir o avanço das apurações e impedir possíveis manobras para dificultar as investigações.
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Lindbergh diz que Eduardo Bolsonaro “se entregou” em caso envolvendo dinheiro do filme “Dark Horse”
Deputado do PT afirma que filho de Bolsonaro contradisse a própria versão ao admitir ligação com fundo no Texas – Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados
O deputado federal Lindbergh Farias voltou a subir o tom contra Eduardo Bolsonaro após novas revelações envolvendo o caso do filme “Dark Horse” e a movimentação de recursos ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o parlamentar petista, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro acabou confirmando informações que, até então, eram negadas publicamente pelo grupo político bolsonarista.
Em publicação nas redes sociais, Lindbergh afirmou que Eduardo Bolsonaro teria se tornado um “réu confesso” ao admitir ligação com um fundo administrado nos Estados Unidos pelo advogado Paulo Calixto. Para o deputado do PT, a declaração desmonta a narrativa construída anteriormente pela família Bolsonaro sobre a origem e o destino dos recursos investigados.
De acordo com Lindbergh, a própria fala de Eduardo confirma a conexão entre pessoas próximas ao ex-presidente e estruturas financeiras relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro, que está no centro das investigações sobre movimentações milionárias e supostas irregularidades financeiras. O parlamentar afirma que as explicações apresentadas até agora deixam mais dúvidas do que esclarecimentos.
O petista também questionou o envio de milhões de reais para os Estados Unidos em meio à produção do filme “Dark Horse”, obra inspirada na trajetória política de Jair Bolsonaro. Segundo ele, a produtora informou que as gravações ocorreram em várias regiões do Brasil, o que levantaria suspeitas sobre a necessidade da transferência internacional dos valores.
Outro ponto citado por Lindbergh foi a coincidência entre a entrada de recursos no fundo administrado no Texas e a compra de um imóvel milionário nos Estados Unidos. Segundo o deputado, as datas próximas ampliam as suspeitas sobre a movimentação financeira envolvendo aliados da família Bolsonaro e pessoas ligadas ao projeto cinematográfico.
A crise política ganhou ainda mais repercussão após Flávio Bolsonaro admitir publicamente que se reuniu com Daniel Vorcaro em São Paulo, depois que o empresário passou a utilizar tornozeleira eletrônica. Para Lindbergh, cada nova declaração feita por integrantes da família Bolsonaro aumenta o desgaste político e reforça a pressão por investigações mais aprofundadas sobre o caso.
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