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Polícia Federalidentifica repasse milionário de fundo ligado à Refit para empresa da família de Ciro Nogueira

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Leia a íntegra da nota do senador Ciro Nogueira:

“O senador Ciro Nogueira lamenta as recorrentes tentativas de associá-lo a escândalos, as quais serão inevitavelmente frustradas, uma vez que não praticou nenhum ato irregular ou ilegal. Em relação ao caso em questão, esclarecemos que a empresa que adquiriu o terreno buscava uma área superior a 40 hectares com o propósito de construir uma distribuidora de combustíveis. O valor mencionado pelo repórter se refere à venda dessa área, situada em local altamente valorizado em Teresina, cuja venda foi regular e totalmente declarada junto aos órgãos competentes em valores condizentes com o mercado. Ressalte-se que a empresa da família do senador atua justamente no segmento imobiliário, na compra, venda e aluguel de imóveis. Informamos, ainda, que o senador atualmente sequer detém participação na empresa e que, na época do negócio, sua participação era inferior a 1%. O senador Ciro Nogueira manifesta sua total tranquilidade no que se refere a essas e outras insinuações. Ele destaca ser o principal interessado no esclarecimento dos fatos mencionados, acusações que surgem, estranhamente, em ano eleitoral com a clara intenção de desgastar sua imagem junto ao povo do Piauí.”

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Flávio Dino cobra explicações de Hugo Motta sobre viagem de Mario Frias em investigação envolvendo filme de Bolsonaro

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STF pressiona Câmara após deputado ligado ao filme “Dark Horse” deixar o país durante investigação sobre emendas parlamentares – Foto: Gustavo Moreno/STF

O Supremo Tribunal Federal voltou a aumentar a pressão sobre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro após o ministro Flávio Dino exigir que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, explique em até 48 horas a viagem internacional do deputado federal Mario Frias. O parlamentar bolsonarista é alvo de investigação envolvendo o envio de milhões em emendas parlamentares para entidades ligadas à produção do filme “Dark Horse”, obra inspirada na trajetória política de Jair Bolsonaro.

Segundo a decisão judicial, Hugo Motta deverá esclarecer a situação funcional de Mario Frias e informar oficialmente qual o período autorizado para a viagem ao exterior. O deputado está atualmente no Bahrein e, conforme apontado pelo Supremo, permaneceu fora do alcance da Justiça por várias semanas enquanto tentativas de intimação eram realizadas.

A investigação foi provocada por uma ação protocolada pela deputada federal Tabata Amaral, que questiona o destino de emendas parlamentares enviadas para organizações consideradas suspeitas de atuar de forma interligada. A parlamentar pede que a Corte investigue possíveis irregularidades em repasses milionários destinados a entidades privadas ligadas ao setor cultural e audiovisual.

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De acordo com os documentos apresentados ao STF, Mario Frias teria destinado cerca de R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil, entidade apontada como ligada à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia inspirada em Jair Bolsonaro. A ação também menciona outras instituições, como Academia Nacional de Cultura, Go Up Entertainment e Conhecer Brasil Assessoria, que estariam no centro da apuração sobre o uso das emendas parlamentares.

As denúncias apontam ainda que as organizações investigadas teriam relação direta com a produtora cultural Karina Ferreira da Gama, citada como uma das responsáveis pelo projeto cinematográfico. O caso ganhou maior repercussão após o STF determinar a intimação não apenas de Mario Frias, mas também dos deputados federais Bia Kicis e Marcos Pollon, mencionados na ação que tramita na Corte.

Outro ponto levantado na denúncia envolve repasses feitos à ONG Academia Nacional de Cultura. Segundo os autos, a entidade teria recebido aproximadamente R$ 2,6 milhões em emendas parlamentares indicadas por políticos aliados do bolsonarismo, incluindo Alexandre Ramagem, Bia Kicis, Marcos Pollon e Carla Zambelli.

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O caso voltou a ganhar força nos bastidores políticos após a divulgação de um áudio atribuído ao senador Flávio Bolsonaro. Na gravação, o parlamentar aparece cobrando apoio financeiro do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para viabilizar a produção do filme “Dark Horse”. A nova ofensiva do STF amplia a pressão sobre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e coloca novamente no centro do debate o uso de dinheiro público em projetos ligados ao núcleo bolsonarista.

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