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Flávio Dino cobra explicações de Hugo Motta sobre viagem de Mario Frias em investigação envolvendo filme de Bolsonaro

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STF pressiona Câmara após deputado ligado ao filme “Dark Horse” deixar o país durante investigação sobre emendas parlamentares – Foto: Gustavo Moreno/STF

O Supremo Tribunal Federal voltou a aumentar a pressão sobre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro após o ministro Flávio Dino exigir que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, explique em até 48 horas a viagem internacional do deputado federal Mario Frias. O parlamentar bolsonarista é alvo de investigação envolvendo o envio de milhões em emendas parlamentares para entidades ligadas à produção do filme “Dark Horse”, obra inspirada na trajetória política de Jair Bolsonaro.

Segundo a decisão judicial, Hugo Motta deverá esclarecer a situação funcional de Mario Frias e informar oficialmente qual o período autorizado para a viagem ao exterior. O deputado está atualmente no Bahrein e, conforme apontado pelo Supremo, permaneceu fora do alcance da Justiça por várias semanas enquanto tentativas de intimação eram realizadas.

A investigação foi provocada por uma ação protocolada pela deputada federal Tabata Amaral, que questiona o destino de emendas parlamentares enviadas para organizações consideradas suspeitas de atuar de forma interligada. A parlamentar pede que a Corte investigue possíveis irregularidades em repasses milionários destinados a entidades privadas ligadas ao setor cultural e audiovisual.

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De acordo com os documentos apresentados ao STF, Mario Frias teria destinado cerca de R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil, entidade apontada como ligada à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia inspirada em Jair Bolsonaro. A ação também menciona outras instituições, como Academia Nacional de Cultura, Go Up Entertainment e Conhecer Brasil Assessoria, que estariam no centro da apuração sobre o uso das emendas parlamentares.

As denúncias apontam ainda que as organizações investigadas teriam relação direta com a produtora cultural Karina Ferreira da Gama, citada como uma das responsáveis pelo projeto cinematográfico. O caso ganhou maior repercussão após o STF determinar a intimação não apenas de Mario Frias, mas também dos deputados federais Bia Kicis e Marcos Pollon, mencionados na ação que tramita na Corte.

Outro ponto levantado na denúncia envolve repasses feitos à ONG Academia Nacional de Cultura. Segundo os autos, a entidade teria recebido aproximadamente R$ 2,6 milhões em emendas parlamentares indicadas por políticos aliados do bolsonarismo, incluindo Alexandre Ramagem, Bia Kicis, Marcos Pollon e Carla Zambelli.

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O caso voltou a ganhar força nos bastidores políticos após a divulgação de um áudio atribuído ao senador Flávio Bolsonaro. Na gravação, o parlamentar aparece cobrando apoio financeiro do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para viabilizar a produção do filme “Dark Horse”. A nova ofensiva do STF amplia a pressão sobre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e coloca novamente no centro do debate o uso de dinheiro público em projetos ligados ao núcleo bolsonarista.

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Governo Federal anuncia R$ 12,5 milhões para fortalecer agricultura familiar e ampliar renda no Rio Grande do Norte

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Programa “Da Terra à Mesa” vai beneficiar mais de 1,2 mil famílias agricultoras com investimentos e assistência técnica – Foto: Reprodução/ MDA

O Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, lançou nesta terça-feira, no Rio Grande do Norte, uma nova etapa do programa “Da Terra à Mesa”, voltada ao fortalecimento da agricultura familiar e da produção rural. A iniciativa prevê investimentos superiores a R$ 12,5 milhões para apoiar diretamente 1.259 famílias agricultoras em diversas regiões do estado, com prioridade para mulheres e jovens do campo.

Durante o lançamento realizado no Mercado da Agricultura Familiar, em Natal, representantes do governo destacaram que os recursos serão destinados para melhorar a estrutura produtiva das propriedades rurais. Os investimentos incluem apoio à transição agroecológica, adaptação às mudanças climáticas, implantação de quintais produtivos e incentivo às cooperativas da agricultura familiar.

Além do programa, o governo realizou a entrega de 168 títulos definitivos de terra para famílias assentadas em São João do Potengi. A ação garante segurança jurídica para agricultores que vivem há anos em áreas de assentamento e agora passam a ter oficialmente a posse de suas propriedades, fortalecendo a produção rural e a permanência das famílias no campo.

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A programação também marcou o lançamento do Curso Superior de Tecnologia em Agroecologia, fruto de parceria com o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). O projeto recebeu investimento de R$ 2,7 milhões e busca ampliar a qualificação técnica de jovens ligados à agricultura familiar. Outro destaque foi a assinatura de recursos de R$ 7,58 milhões destinados ao Mutirão das Mulheres, iniciativa voltada ao fortalecimento da participação feminina na produção rural.

Na área de produção e abastecimento, o Ministério anunciou ainda R$ 10 milhões para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), medida que deve beneficiar milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade social por meio da compra de alimentos produzidos por agricultores familiares. Também foram entregues colheitadeiras de arroz e firmadas parcerias para fortalecer cozinhas solidárias e projetos sociais ligados à segurança alimentar.

A agenda foi encerrada com a inauguração de novos espaços voltados à agricultura familiar no Centro de Formação da Agricultura Familiar do Território Potengi, incluindo um entreposto de ovos com capacidade para processar até 3 mil unidades por dia. O governo afirmou que as ações reforçam a parceria entre União, cooperativas e o estado do Rio Grande do Norte, ampliando oportunidades de geração de renda, fortalecimento das cooperativas e incentivo à produção de alimentos saudáveis no meio rural.

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