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Pesquisa nacional divulgada pela Vox Brasil mostra Lula com 46,8% e Flávio Bolsonaro com 38,1% no segundo turno das eleições de 2026

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Levantamento nacional mostra crescimento de Lula e queda de Flávio Bolsonaro após divulgação de áudio envolvendo negociações milionárias com banqueiro Daniel Vorcaro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceu na liderança em um possível segundo turno das eleições presidenciais de 2026 contra o senador Flávio Bolsonaro, segundo pesquisa divulgada pela Vox Brasil nesta quarta-feira (20). O levantamento mostra um aumento da vantagem de Lula após a repercussão do escândalo envolvendo o parlamentar e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

De acordo com os números da pesquisa, Lula registra 46,8% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 38,1%. O cenário foi medido poucos dias depois da divulgação de um áudio atribuído ao senador, no qual ele negocia recursos milionários relacionados ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção baseada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A gravação, revelada pelo portal Intercept Brasil no último dia 13 de maio, teria sido feita no início de 2025 e cita o pagamento de US$ 24 milhões para viabilizar o longa-metragem. O caso provocou forte repercussão nacional e passou a gerar desgaste político para Flávio Bolsonaro, especialmente entre eleitores indecisos e setores conservadores que demonstraram preocupação com a ligação do senador ao empresário investigado.

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Segundo a Vox Brasil, o impacto do episódio foi imediato. Desde que o áudio veio a público, Flávio Bolsonaro perdeu 5,7 pontos percentuais nas intenções de voto, enquanto Lula avançou 6,6 pontos no mesmo período. O levantamento indica que o escândalo fortaleceu o presidente entre eleitores que defendem estabilidade política e criticam possíveis relações entre agentes públicos e interesses financeiros privados.

Essa é a segunda pesquisa nacional divulgada nesta semana apontando prejuízos políticos para o senador. Um levantamento da AtlasIntel também mostrou aumento da rejeição ao nome de Flávio Bolsonaro após a divulgação das conversas envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master.

A pesquisa da Vox Brasil ouviu 2.100 pessoas em todas as regiões do país entre os dias 17 e 19 de maio de 2026. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02416/2026 e, segundo o instituto, custou R$ 50 mil, sendo financiado com recursos próprios.

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Polícia Federal investiga emenda de Flávio Bolsonaro enviada a ONG ligada a grupo suspeito de esquema com os irmãos Brazão

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Conversas encontradas pela Polícia Federal apontam articulação de aliados dos Brazão para direcionar recursos públicos a entidades investigadas no Rio.

A Polícia Federal abriu uma nova frente de investigação envolvendo o senador Flávio Bolsonaro após a identificação de uma emenda parlamentar destinada a uma organização não-governamental suspeita de integrar um esquema de desvio de dinheiro público ligado aos irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão. O caso faz parte das apurações relacionadas ao assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

De acordo com as investigações, o valor de R$ 199 mil foi liberado em novembro de 2023 para o Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), entidade sediada na região da Taquara, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A área é considerada reduto político do grupo investigado, e a PF suspeita que o repasse possa ter sido utilizado dentro de um esquema de captação irregular de recursos públicos por meio de organizações sociais.

Os investigadores apontam que a articulação para a liberação da verba teria sido feita pelo policial militar da reserva Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”. Segundo a PF, ele atuava nos bastidores intermediando interesses ligados aos irmãos Brazão. Peixe foi condenado por participação em organização criminosa no processo que apura a execução de Marielle Franco e Anderson Gomes.

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As apurações avançaram após a quebra do sigilo telefônico do ex-assessor. A Polícia Federal afirma ter encontrado mensagens que indicam a atuação direta de Peixe na busca por emendas parlamentares destinadas a entidades suspeitas. Relatórios da investigação apontam que organizações vinculadas ao esquema receberam aproximadamente R$ 268 milhões em recursos públicos entre os anos de 2020 e 2024.

Ainda segundo os investigadores, integrantes dessas entidades eram pressionados a atender demandas do grupo político investigado depois da liberação dos recursos. Entre os pedidos citados pela PF estão a compra de bicicletas para eventos políticos, além da disponibilização de helicópteros e transferências financeiras para empresas ligadas a familiares de Peixe. Em um dos casos analisados, teria sido solicitado um depósito de R$ 100 mil para uma empresa registrada em nome da filha do ex-assessor.

A investigação também revelou mensagens trocadas entre Peixe e integrantes do gabinete de Flávio Bolsonaro antes da liberação da emenda ao Ifop. Em nota, o senador afirmou que os recursos tinham como objetivo financiar projetos sociais voltados a crianças em situação de vulnerabilidade. Já o instituto negou qualquer ligação com Robson Calixto ou com os irmãos Brazão. Apesar disso, a PF informou ter identificado movimentações financeiras consideradas suspeitas na prestação de contas apresentada pela entidade, incluindo pagamentos para empresas e consultorias que agora estão no centro das investigações. As informações e do portal O Globo

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