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Brasil entra no seleto grupo de países com muito alto desenvolvimento humano após avanço da educação e inclusão social

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Educação e programas sociais impulsionam avanço do Brasil no IDHM, aponta Pnud – Valter Campanato/ Agência Brasil

O Brasil alcançou em 2024 um marco histórico ao entrar, pela primeira vez, no grupo de países com muito alto desenvolvimento humano, segundo dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do país chegou a 0,805, consolidando uma trajetória de crescimento puxada principalmente pelos avanços na educação.

De acordo com o levantamento Radar IDHM, apresentado nesta terça-feira (26), a educação foi o setor que mais contribuiu para a evolução do índice nacional. O indicador educacional saiu de 0,679 em 2012 para 0,798 em 2024, refletindo o aumento do acesso à escola, a permanência de estudantes nas salas de aula e a ampliação de políticas públicas voltadas à inclusão social e educacional.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, destacou que programas sociais como o Bolsa Família tiveram papel importante no avanço do país. Segundo ele, o programa integra ações de educação, saúde e assistência social, exigindo acompanhamento escolar, vacinação e pré-natal das famílias beneficiadas, fortalecendo o combate à pobreza e à desigualdade social.

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Após enfrentar quedas durante os anos de pandemia, especialmente em 2020 e 2021, o Brasil voltou a registrar forte recuperação no índice de desenvolvimento humano. O IDHM passou de 0,788 em 2022 para 0,798 em 2023, até atingir o patamar histórico de 0,805 em 2024. Para o governo federal, o resultado representa não apenas crescimento econômico, mas também melhoria nas condições de vida da população brasileira.

O ministro também anunciou o lançamento de um novo aplicativo e portal digital do Bolsa Família, previstos para esta quarta-feira (27). A proposta é facilitar o acesso das famílias aos serviços do programa, permitindo atualização cadastral, consulta de benefícios, calendário de pagamentos e resolução de pendências diretamente pelo celular, ampliando a transparência e a acessibilidade dos serviços sociais no país.

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Planalto trabalha nos bastidores para devolver Jorge Messias à disputa por vaga no Supremo Tribunal Federal

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Governo tenta reorganizar apoio político após rejeição inédita de indicado ao Supremo – Foto: Ton Molina/ Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a discutir nos bastidores do Palácio do Planalto a possibilidade de reenviar ao Senado o nome do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal. A movimentação ocorre semanas após a rejeição da indicação pelo Senado Federal, em um episódio que provocou desgaste político dentro do governo.

Segundo aliados próximos ao presidente, a decisão passou a ser debatida em reuniões reservadas no Palácio da Alvorada. Parte da base governista defende que o novo envio do nome aconteça ainda nos próximos dias, enquanto outro grupo considera mais estratégico aguardar o cenário político após as eleições de outubro para evitar uma nova derrota no Congresso.

A primeira indicação de Jorge Messias ao STF acabou barrada em votação secreta realizada no Senado. O ministro recebeu apoio insuficiente para alcançar o número mínimo necessário para aprovação, resultado que gerou forte repercussão política em Brasília e acendeu alertas dentro do governo sobre a articulação com lideranças do Congresso Nacional.

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Nos bastidores, integrantes do Planalto afirmam que alguns senadores demonstraram arrependimento após votarem contra o nome do advogado-geral da União. Apesar disso, interlocutores avaliam que o ambiente político segue instável, principalmente diante da relação estremecida entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

A avaliação dentro do governo é de que uma nova tentativa somente teria chances reais de avanço caso exista um acordo prévio com Alcolumbre e outras lideranças partidárias. Integrantes da articulação política temem que uma reapresentação sem alinhamento possa ampliar ainda mais o desgaste do Executivo com o Senado.

Enquanto isso, nomes como José Múcio, Jaques Wagner e Randolfe Rodrigues atuam para tentar reconstruir o diálogo entre o Palácio do Planalto e a presidência do Senado. Mesmo com a insistência de Lula em defender que Jorge Messias reúne todos os requisitos constitucionais para ocupar uma cadeira no STF, o impasse político e as barreiras regimentais ainda são vistos como os principais obstáculos para uma nova indicação. As informações e do Valor Econômico

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