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Grampos são encontrados no gabinete do governador interino do Rio, Ricardo Couto, e acendem alerta de segurança no Palácio Guanabara

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Dispositivos suspeitos foram localizados durante inspeção de rotina e passarão por perícia para identificar origem e período de instalação – Foto: Bruno Dantas/ TJRJ

A descoberta de possíveis dispositivos de escuta no gabinete oficial do governador do Rio de Janeiro gerou preocupação dentro da administração estadual. Os equipamentos foram encontrados durante uma varredura preventiva realizada pela equipe responsável pela segurança institucional do governo, no Palácio Guanabara, sede do Poder Executivo fluminense.

Após a identificação dos pontos suspeitos, os materiais recolhidos foram encaminhados para análise técnica. A perícia deverá determinar se os equipamentos são recentes ou antigos, além de esclarecer se estavam em funcionamento e qual teria sido sua finalidade dentro de uma das áreas mais sensíveis do governo estadual.

O caso ocorre em um momento de transição administrativa no estado. Atualmente, o comando do governo está sob responsabilidade interina do desembargador Ricardo Couto, que já vinha conduzindo suas atividades diretamente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Com a descoberta dos dispositivos, a tendência é que ele mantenha sua rotina de trabalho fora do Palácio Guanabara até o avanço das investigações.

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A presença de possíveis grampos em um ambiente reservado ao chefe do Executivo levanta questionamentos sobre os mecanismos de proteção das informações estratégicas do governo. Especialistas destacam que situações desse tipo exigem uma apuração rigorosa para identificar eventuais vulnerabilidades e prevenir novos riscos à segurança institucional.

As autoridades agora concentram esforços para esclarecer como e quando os equipamentos foram instalados. O resultado das investigações será fundamental para apontar responsabilidades e determinar se houve monitoramento indevido de autoridades ou acesso não autorizado a informações sigilosas do governo estadual. As informações e de  Miriam Leitão, no jornal O Globo.

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Deputado Lindbergh Farias acusa aliados de Bolsonaro de incentivar influência dos EUA sobre a segurança pública brasileira

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Deputado critica classificação de facções brasileiras como organizações terroristas e diz que medida ameaça a soberania nacional – Foto: Agência Câmara I Agência Senado

O deputado federal Lindbergh Farias voltou a criticar a atuação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro após a decisão do governo norte-americano de enquadrar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas internacionais. Para o parlamentar, a medida representa uma ameaça à autonomia do Brasil e pode abrir espaço para interferências externas em assuntos internos do país.

Segundo Lindbergh, o combate ao crime organizado deve permanecer sob responsabilidade das instituições brasileiras, utilizando mecanismos previstos na legislação nacional. O deputado argumenta que órgãos como a Polícia Federal, os serviços de inteligência e os sistemas de investigação financeira já possuem instrumentos para enfrentar organizações criminosas sem a necessidade de envolvimento de governos estrangeiros.

O parlamentar também afirmou que a tese de classificar facções como grupos terroristas já foi debatida anteriormente no Congresso Nacional e não encontrou consenso suficiente para avançar. Na avaliação dele, retomar essa discussão por meio de decisões tomadas fora do Brasil representa uma tentativa de contornar o debate democrático realizado pelas instituições brasileiras.

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Durante suas declarações, Lindbergh direcionou críticas aos parlamentares Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, acusando-os de defender posições que favoreceriam uma maior influência dos Estados Unidos sobre temas estratégicos relacionados à segurança pública nacional. Segundo ele, essa postura enfraquece a capacidade do Brasil de conduzir suas próprias políticas de combate ao crime organizado.

Outro ponto destacado pelo deputado envolve possíveis reflexos econômicos da decisão norte-americana. Ele avalia que a classificação das facções como organizações terroristas pode gerar preocupações no sistema financeiro internacional, afetando empresas, investidores e operações comerciais que mantenham relações com o mercado brasileiro.

Lindbergh alertou ainda para o que considera um risco de aplicação extraterritorial das leis dos Estados Unidos. De acordo com o parlamentar, decisões adotadas em Washington poderiam resultar em sanções, bloqueios financeiros ou outras medidas com impacto direto sobre cidadãos, empresas e instituições brasileiras, mesmo sem autorização das autoridades nacionais.

Ao encerrar suas manifestações, o deputado defendeu o fortalecimento da cooperação internacional baseada no respeito à soberania dos países e afirmou que o enfrentamento ao crime organizado deve ocorrer sem abrir mão da independência nacional. Para ele, qualquer iniciativa que permita interferência estrangeira em questões de segurança pública precisa ser amplamente debatida e analisada sob a ótica dos interesses do Brasil.

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