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Gleisi Hoffmann acusa família Bolsonaro de apoiar interferência dos EUA e defende soberania brasileira

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Deputada afirma que combate ao crime organizado deve ser conduzido pelas instituições nacionais e critica apoio à decisão do governo Americano – Foto: IA/ Portal 3 de Julho

A deputada federal Gleisi Hoffmann voltou a criticar a família Bolsonaro após a decisão do governo dos Estados Unidos de enquadrar as facções criminosas PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Para a parlamentar, setores ligados ao bolsonarismo estariam comemorando uma medida que, segundo ela, representa uma tentativa de ampliar a influência norte-americana sobre assuntos internos do Brasil.

Em publicação nas redes sociais, Gleisi afirmou que o enfrentamento ao crime organizado é uma responsabilidade das autoridades brasileiras e não deve abrir espaço para interferências externas. A petista argumentou que a soberania nacional precisa ser preservada mesmo diante dos desafios impostos pelas facções criminosas que atuam em diversas regiões do país.

A deputada também destacou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem concentrado esforços no combate às estruturas financeiras que sustentam organizações criminosas. Segundo ela, a estratégia federal busca atingir esquemas de lavagem de dinheiro e redes empresariais utilizadas para movimentar recursos ilícitos, enfraquecendo a base econômica das facções.

Como exemplo das ações realizadas pelas autoridades brasileiras, Gleisi mencionou operações recentes voltadas ao rastreamento e bloqueio de recursos ligados ao crime organizado. Na avaliação da parlamentar, esse tipo de iniciativa é mais eficaz para enfraquecer as organizações criminosas do que medidas que possam gerar questionamentos sobre a autonomia do país na condução de suas políticas de segurança pública.

Durante a manifestação, a deputada também defendeu o avanço da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, considerada uma das prioridades do governo federal para fortalecer a integração das forças de segurança e ampliar o enfrentamento às facções criminosas em todo o território nacional.

Ao encerrar suas declarações, Gleisi elevou o tom das críticas contra os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que o Brasil não deve aceitar pressões externas em temas relacionados à segurança e aos recursos estratégicos nacionais. Para a parlamentar, o combate ao crime precisa ocorrer dentro dos marcos legais brasileiros, preservando a independência das instituições e a soberania do país.

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Deputada Gleisi Hoffmann intensifica críticas a Flávio Bolsonaro e amplia disputa pelo eleitorado feminino

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Deputada afirma que resistência de parte das mulheres ao senador está ligada à sua trajetória política e ao legado do seu pai – Foto: Brito Júnior/ SRI-PR

A disputa pelo eleitorado feminino ganhou um novo capítulo nesta semana após a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) rebater declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre sua dificuldade em conquistar o apoio das mulheres. Em publicação nas redes sociais, a parlamentar afirmou que a baixa identificação do senador com esse segmento não está relacionada à forma de comunicação, mas à imagem construída ao longo de sua atuação política.

Na manifestação, Gleisi contestou a avaliação feita por Flávio, que havia atribuído sua menor aceitação entre as mulheres a problemas na maneira de transmitir suas ideias. Para a deputada, a rejeição de parte do eleitorado feminino decorre das posições políticas defendidas pelo senador e do simbolismo que ele representa dentro do cenário nacional.

A parlamentar também criticou o tempo que, segundo ela, Flávio Bolsonaro levou para comentar declarações feitas por um aliado político ligado ao grupo bolsonarista. Na avaliação de Gleisi, a demora em se posicionar sobre o episódio reforça questionamentos sobre o compromisso do senador com pautas relacionadas aos direitos e ao respeito às mulheres.

Outro ponto levantado pela deputada foi a associação entre Flávio Bolsonaro e declarações polêmicas do ex-presidente Jair Bolsonaro envolvendo mulheres. Gleisi relembrou episódios que, ao longo dos últimos anos, foram alvo de críticas de movimentos sociais, parlamentares e organizações de defesa dos direitos femininos, afirmando que esse histórico continua influenciando a percepção de parte do eleitorado.

Ao concluir sua publicação, Gleisi afirmou que pretende ampliar o diálogo com as mulheres durante o processo eleitoral e declarou que trabalhará para reduzir o apoio feminino ao senador. A manifestação ocorre em um momento de intensificação das articulações para as eleições de 2026, nas quais ambos os grupos políticos buscam ampliar sua influência junto ao eleitorado.

O novo embate evidencia a crescente polarização entre PT e PL e reforça a importância do voto feminino nas próximas eleições. Analistas políticos apontam que esse segmento deverá continuar sendo um dos principais focos das estratégias de campanha, já que pesquisas recentes indicam diferenças significativas entre homens e mulheres na avaliação das principais lideranças políticas do país.

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