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Geraldo Alckmin reage a embargo europeu e promete mobilização para defender exportações brasileiras
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Governo busca reverter decisão da União Europeia que restringe entrada de carnes, pescados, mel e outros produtos do Brasil – Foto: Cadu Gomes/ VPR
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo federal vai intensificar as negociações diplomáticas e comerciais para tentar reverter as novas restrições impostas pela União Europeia a produtos agropecuários brasileiros. A declaração foi feita durante participação na feira agropecuária realizada em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia.
A decisão do bloco europeu afeta diretamente a exportação de diversos produtos brasileiros, entre eles carnes bovina e suína, pescado, mel e derivados de origem animal. A medida deverá entrar em vigor no início de setembro e preocupa produtores e exportadores que mantêm relações comerciais com países europeus.
Diante do cenário, Alckmin destacou que o governo pretende atuar em conjunto com o setor produtivo para demonstrar a qualidade sanitária dos produtos nacionais e buscar a revisão das barreiras impostas. Segundo ele, a prioridade é restabelecer plenamente o acesso das proteínas brasileiras ao mercado europeu.
O vice-presidente também ressaltou que o agronegócio brasileiro tem conquistado importantes avanços em outros mercados internacionais. Entre os exemplos citados está o reconhecimento, por parte da China, do status sanitário brasileiro relacionado à febre aftosa, além da ampliação das oportunidades de exportação para os Estados Unidos.
Durante o evento, Alckmin enfatizou ainda a importância econômica da região do MATOPIBA — área que reúne municípios do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — considerada uma das principais fronteiras de expansão agrícola do país e responsável por grande parte do crescimento da produção nacional de grãos.
A restrição anunciada pela União Europeia surge em um momento estratégico para as relações comerciais entre o bloco e os países do Mercosul. O tema deverá ganhar destaque nas próximas rodadas de negociação, enquanto o governo brasileiro trabalha para evitar impactos sobre um dos setores mais relevantes da economia nacional e preservar a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.
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Resistência de Davi Alcolumbre ao fim da escala 6×1 gera críticas e aumenta pressão após nova movimentação da Câmara
Governo federal vê medida como uma das principais pautas sociais e tenta acelerar votação antes do período eleitoral – Foto: Carlos Moura/ Agência Senado
O Palácio do Planalto voltou a intensificar as articulações políticas para garantir o avanço da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada semanal para 40 horas. Integrantes do governo avaliam que a recente movimentação na Câmara dos Deputados fortaleceu a estratégia de pressionar o Senado Federal a colocar o tema em votação nos próximos meses.
A proposta é considerada uma das principais bandeiras sociais da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nos bastidores, aliados do governo entendem que a matéria possui forte apelo popular e pode representar uma mudança significativa nas relações de trabalho, beneficiando milhões de trabalhadores em todo o país.
Embora o Executivo tenha defendido inicialmente a tramitação por meio de um projeto de lei, a Câmara optou por conduzir o debate através de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Mesmo diante dessa mudança de percurso, o governo decidiu manter sua proposta original em andamento, buscando garantir mecanismos complementares para regulamentar a futura redução da jornada.
A avaliação dentro do Planalto é que a manutenção do projeto em regime de urgência pode se transformar em um instrumento político importante. Caso a matéria não seja analisada dentro dos prazos previstos pelo Congresso, ela poderá travar a pauta legislativa, aumentando a pressão sobre os parlamentares para uma definição.
O principal desafio, no entanto, continua sendo o Senado Federal. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, ainda não sinalizou quando pretende colocar a proposta em discussão, gerando preocupação entre integrantes do governo e lideranças que defendem a mudança nas regras trabalhistas.
A relação entre o Executivo e o comando do Senado também enfrenta momentos de desgaste político. Divergências recentes em pautas de interesse do governo contribuíram para o esfriamento do diálogo entre as duas partes, dificultando a construção de consensos em temas considerados prioritários.
Diante desse cenário, interlocutores do governo defendem uma aproximação direta entre Lula e Alcolumbre. A expectativa é de que uma reunião entre os dois líderes possa reduzir tensões, destravar negociações e abrir caminho para a votação de projetos estratégicos que estão parados no Congresso Nacional.
Além da proposta sobre a jornada de trabalho, o governo federal acompanha com atenção outras matérias consideradas fundamentais para sua agenda, como a PEC da Segurança Pública e iniciativas voltadas à exploração de minerais estratégicos. A intenção do Planalto é evitar que essas pautas percam força política em meio às disputas eleitorais que devem dominar o cenário nacional nos próximos meses.
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