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PT aciona Polícia Federal e Supremo Tribunal Federal para investigar financiamento de filme sobre Jair Bolsonaro
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Partido levanta suspeitas sobre origem dos recursos de “Dark Horse” e pede apuração de possíveis impactos eleitorais.
O Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou nesta quarta-feira (10) uma série de medidas junto às autoridades federais para solicitar a apuração dos recursos utilizados na produção do filme Dark Horse, obra cinematográfica inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A iniciativa inclui representações encaminhadas à Polícia Federal e ao Supremo Tribunal Federal.
Segundo a legenda, existem indícios que justificam uma investigação mais aprofundada sobre a captação e a movimentação financeira relacionada ao projeto. O partido argumenta que o volume de recursos envolvidos e a proximidade do lançamento com o calendário eleitoral de 2026 merecem atenção dos órgãos de controle.
Na petição apresentada à Polícia Federal, os advogados do PT requerem o rastreamento dos investimentos destinados à produção do longa-metragem. O pedido também busca identificar a participação de empresários, instituições financeiras e demais agentes que atuaram na estruturação do financiamento da obra.
Paralelamente, a sigla protocolou uma ação no Supremo Tribunal Federal questionando a eventual utilização de verbas públicas e emendas parlamentares ligadas a entidades que mantêm relação com a produção cinematográfica. O objetivo é esclarecer se houve qualquer irregularidade na aplicação desses recursos.
Entre os pontos destacados está a participação do empresário Daniel Vorcaro nas negociações para obtenção de recursos destinados ao filme. Documentos citados pelo partido apontam que milhões de dólares teriam sido direcionados ao projeto ao longo de 2025, fato que passou a integrar o conjunto de informações que motivaram os pedidos de investigação.
A representação também menciona movimentações financeiras envolvendo fundos de investimento e empresas sediadas no exterior. O PT defende que as autoridades brasileiras realizem uma análise detalhada dessas operações para verificar a legalidade das transações e a destinação final dos valores empregados.
Outro aspecto levantado pela legenda envolve o possível impacto político da produção. O partido sustenta que o lançamento do filme, previsto para ocorrer às vésperas das eleições de 2026, pode influenciar o debate eleitoral ao promover figuras ligadas ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além da análise financeira, os pedidos incluem a verificação da regularidade documental da obra e da atuação de profissionais estrangeiros envolvidos na produção. O PT solicita ainda que haja cooperação internacional para apurar possíveis desdobramentos das atividades relacionadas ao projeto nos Estados Unidos e eventuais conexões com grupos de apoio político ligados à família Bolsonaro. As informações e do porta O Estado de São Paulo
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Com desgaste do caso Dark Horse, Flávio Bolsonaro perde força entre independentes e não consegue ampliar apoio eleitoral
Senador busca conquistar mulheres, jovens e idosos após pesquisas indicarem vantagem de Lula – Foto: Carlos Moura/Agência Senado
A pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem concentrado esforços na ampliação de sua presença junto a setores do eleitorado que tradicionalmente não compõem o núcleo mais fiel do bolsonarismo. A avaliação de integrantes do grupo político é que, para disputar a Presidência com maior competitividade, será necessário conquistar espaço entre eleitores independentes e reduzir resistências em públicos específicos.
Nos bastidores, aliados consideram que o capital eleitoral herdado do ex-presidente Jair Bolsonaro já atingiu um patamar próximo do seu limite, tornando indispensável a busca por novos apoios. A estratégia ganhou força após levantamentos de opinião apontarem dificuldades do senador em segmentos importantes da população.
As mulheres aparecem como uma das principais preocupações da campanha. Pesquisas recentes mostram que o eleitorado feminino ainda demonstra maior inclinação por Lula, cenário que tem levado Flávio a reforçar discursos voltados à valorização da participação das mulheres na política e em cargos de liderança.
Para tentar melhorar sua aceitação nesse grupo, o senador passou a defender publicamente uma maior presença feminina em espaços de poder. A discussão sobre a escolha de uma mulher para compor uma eventual chapa presidencial também tem sido tratada como uma alternativa para ampliar o diálogo com esse segmento do eleitorado.
Outro foco da estratégia está nos jovens, faixa considerada decisiva por representar uma parcela expressiva dos eleitores brasileiros. A equipe de comunicação do parlamentar tem investido em conteúdos digitais, vídeos curtos e ações nas redes sociais, buscando aproximar sua imagem de um público mais conectado e menos identificado com os formatos tradicionais de campanha.
Apesar desse esforço, a disputa pelo voto jovem é vista como um desafio complexo. Além da concorrência direta com Lula, outros nomes ligados à direita e ao campo conservador também disputam a atenção desse eleitorado, especialmente entre os que buscam discursos mais alinhados a pautas antissistema.
Os idosos também passaram a ocupar posição estratégica nos planos da pré-campanha. Questões relacionadas à aposentadoria, Previdência Social e qualidade de vida são tratadas com cautela pelos aliados de Flávio, que buscam evitar desgastes em um segmento considerado sensível a mudanças nessas áreas.
Embora a corrida eleitoral ainda esteja em fase inicial, interlocutores do senador acreditam que existe espaço para crescimento nos próximos meses. O principal desafio será ampliar o alcance da candidatura sem afastar a base conservadora que sustenta seu projeto político, equilibrando pautas ideológicas com propostas capazes de dialogar com um público mais amplo.
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