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Ex-deputado federal Julian Lemos diz que Flávio Bolsonaro acumulou patrimônio entre R$ 600 milhões e R$ 700 milhões nos últimos anos
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Ex-aliado de Bolsonaro afirma que os filhos do ex-presidente acumularam fortunas milionárias – Foto: Paulo Sérgio/ CdosD | Andressa Anholete/ Agência Senado
O ex-deputado federal Julian Lemos voltou ao centro do debate político nacional ao fazer declarações envolvendo o patrimônio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Antigo aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro e coordenador de sua campanha no Nordeste em 2018, Lemos afirmou que os dois parlamentares teriam acumulado fortunas muito superiores às registradas oficialmente.
Segundo o ex-parlamentar, Flávio Bolsonaro possuiria atualmente um patrimônio estimado em cerca de R$ 600 milhões, enquanto Eduardo Bolsonaro teria bens avaliados em aproximadamente R$ 150 milhões. As declarações repercutiram nas redes sociais e no meio político, mas até o momento não foram acompanhadas de documentos ou outras provas que sustentem os valores divulgados.
As informações oficiais disponíveis mostram uma realidade diferente. Nas eleições de 2018, Flávio Bolsonaro declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de cerca de R$ 1,7 milhão. Já em 2022, o senador adquiriu uma residência em Brasília avaliada em R$ 5,97 milhões, operação que ganhou ampla repercussão pública devido ao elevado valor do imóvel.
No caso de Eduardo Bolsonaro, os registros eleitorais apontam que o deputado declarou patrimônio de R$ 1,76 milhão nas eleições de 2022. Posteriormente, reportagens informaram que ele passou a residir no estado do Texas, nos Estados Unidos, em um imóvel de alto padrão, fato que também despertou interesse público sobre sua evolução patrimonial.
Julian Lemos teve papel de destaque na campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018 e foi eleito deputado federal pela Paraíba na mesma eleição. Entretanto, o relacionamento entre o ex-parlamentar e a família Bolsonaro se deteriorou ainda no início do governo, em meio a disputas internas envolvendo integrantes do núcleo político do então presidente.
Além das declarações sobre patrimônio, Lemos avaliou o cenário eleitoral para 2026. Segundo ele, Flávio Bolsonaro poderá priorizar uma candidatura à reeleição ao Senado pelo Rio de Janeiro em vez de disputar a Presidência da República. O ex-deputado também afirmou acreditar que a família Bolsonaro dificilmente apoiaria uma eventual candidatura presidencial de Michelle Bolsonaro.
As declarações ocorreram em um momento em que Flávio Bolsonaro também enfrenta questionamentos relacionados a investigações sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. O senador, por sua vez, não reconhece irregularidades e segue exercendo normalmente seu mandato, enquanto os casos continuam sendo acompanhados pelos órgãos competentes.
Apesar da grande repercussão política das afirmações de Julian Lemos, não há comprovação pública de que o patrimônio de Flávio Bolsonaro tenha atingido os R$ 600 milhões mencionados pelo ex-deputado. A próxima declaração de bens apresentada pelo senador à Justiça Eleitoral, caso confirme candidatura nas eleições, deverá servir como novo parâmetro oficial para avaliar a evolução de seu patrimônio ao longo dos últimos anos.
Veja o vídeo:
URGENTE: Julian Lemos, ex-coordenador de campanha do Bolsonaro, afirmou que Flávio Bolsonaro tem R$ 700 milhões e Eduardo Bolsonaro levou R$ 150 milhões para os Estados Unidos. O povo precisa saber disso! pic.twitter.com/VJDk9qWujf
— Vinicios Betiol (@vinicios_betiol) July 15, 2026
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Alexandre de Moraes manda caso de Flávio Bolsonaro ao Ministério Público Eleitoral para apurar suposta propaganda antecipada
Ministro do STF também manteve suspensão das visitas do senador a Jair Bolsonaro e determinou envio do caso à PGR – Foto: Rosinei Coutinho/ STF I Agência Senado
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o encaminhamento de informações ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para apuração de uma possível prática de propaganda eleitoral antecipada envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República. A decisão foi assinada nesta segunda-feira (13) e integra um conjunto de medidas relacionadas ao cumprimento das restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o despacho, a análise foi motivada pela divulgação, nas redes sociais, de um vídeo em que Flávio Bolsonaro lê uma carta manuscrita atribuída ao pai. Para o ministro, o conteúdo divulgado pode extrapolar os limites de uma simples manifestação política e apresentar características típicas de campanha eleitoral antes do período permitido pela legislação.
Na avaliação de Moraes, o texto da carta contém expressões que podem ser interpretadas como pedido de apoio eleitoral. O documento faz referência direta ao senador como “pré-candidato à Presidência” e o apresenta como a melhor alternativa para conduzir o país, o que, segundo o magistrado, justifica a análise da Justiça Eleitoral.
Além do envio do material ao Ministério Público Eleitoral, o ministro determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) também receba cópia da decisão. Caberá aos órgãos avaliar os elementos reunidos no processo e decidir se há fundamentos para instaurar investigação ou adotar outras providências previstas na legislação.
No mesmo despacho, Alexandre de Moraes manteve a suspensão das visitas de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro por um período de 90 dias. O entendimento do ministro é que a visita teria sido utilizada para obter e divulgar o manuscrito nas redes sociais, contrariando as restrições judiciais impostas ao ex-chefe do Executivo.
A decisão também estabelece prazo de 48 horas para que a defesa de Jair Bolsonaro esclareça se ele tinha conhecimento prévio de que o conteúdo da carta seria publicado após o encontro com o filho. O objetivo é verificar eventual participação ou autorização na divulgação do material.
Moraes ainda destacou que a utilização das visitas para divulgação de mensagens públicas atribuídas ao ex-presidente não seria um fato isolado. O ministro citou ocorrência semelhante registrada anteriormente e afirmou que episódios desse tipo já haviam sido considerados no contexto das medidas cautelares impostas ao ex-presidente.
Jair Bolsonaro cumpre atualmente pena de prisão após condenação relacionada aos atos investigados sobre tentativa de ruptura da ordem democrática após as eleições de 2022. A divulgação da carta ocorreu em meio a um período de tensão dentro do PL, marcado por divergências públicas entre integrantes da legenda, incluindo recentes desentendimentos envolvendo Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
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