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Empresários criticam atuação de Flávio Bolsonaro em audiência sobre tarifas e dizem que senador “foi fazer palanque”

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Representantes do setor produtivo avaliam que negociações com autoridades americanas atravessam momento delicado – Crédito: Divulgação

Representantes de empresas brasileiras que acompanham as investigações comerciais conduzidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) demonstram preocupação com o futuro das exportações nacionais. Segundo relatos de integrantes do setor privado, o cenário atual é considerado desfavorável para impedir a adoção de novas tarifas sobre produtos brasileiros, aumentando a apreensão entre exportadores.

O clima de incerteza se intensificou após a realização de uma audiência da chamada Seção 301, instrumento utilizado pelo governo norte-americano para analisar possíveis práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses dos Estados Unidos. O encontro reuniu representantes do setor produtivo e autoridades ligadas às negociações comerciais.

Durante a audiência, a participação do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro foi alvo de críticas por parte de empresários que acompanharam as discussões. Conforme relatos divulgados pela imprensa, representantes da iniciativa privada avaliaram que o parlamentar deixou de concentrar sua participação em questões diretamente relacionadas ao comércio exterior e às investigações em andamento.

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De acordo com as fontes ouvidas, havia expectativa de que fossem apresentados argumentos técnicos e dados econômicos capazes de fortalecer a posição brasileira diante das autoridades americanas. No entanto, empresários afirmaram que o debate acabou sendo direcionado para temas políticos internos, o que teria causado desconforto entre integrantes do setor exportador.

Nos bastidores das negociações, a avaliação predominante é de que reverter a possível imposição de uma tarifa de 25% sobre determinados produtos brasileiros seria uma tarefa extremamente difícil. Diante desse cenário, representantes da indústria e do agronegócio passaram a defender uma estratégia voltada para ampliar o número de mercadorias que possam ser incluídas em uma eventual lista de exceções.

Empresários afirmam que o momento exige atuação técnica e coordenação entre governo e iniciativa privada para reduzir os impactos das medidas que poderão ser adotadas pelos Estados Unidos. A preocupação é que um aumento das tarifas comprometa a competitividade dos produtos brasileiros no mercado norte-americano e afete diversos segmentos exportadores.

Fontes ligadas às negociações resumem o sentimento do setor como de grande incerteza, diante da dificuldade de influenciar o andamento das investigações e das limitações para alterar o rumo das decisões comerciais que poderão ser tomadas pelas autoridades dos Estados Unidos.

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As informações foram divulgadas pela colunista Janaína Figueiredo, do UOL, com base em relatos de empresários que acompanham as tratativas entre representantes do setor privado brasileiro e autoridades norte-americanas envolvidas nas investigações comerciais.

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Uso de mansão de empresário por Cláudio Castro coincide com crescimento milionário de contratos da Enge Prat no governo do Rio

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Ex-governador afirma que pagava aluguel do imóvel em Petrópolis, enquanto empresa ligada ao proprietário acumulou centenas de milhões.

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), passou cerca de três anos morando em uma residência de alto padrão localizada em Petrópolis, na Região Serrana do estado. O imóvel pertence ao empresário Luiz Fernando Gomes, controlador da construtora Enge Prat, companhia que ampliou significativamente seus negócios com o governo fluminense durante a gestão de Castro.

A residência está situada em um condomínio de luxo e possui ampla estrutura, incluindo piscina, churrasqueira, quatro suítes, cinco banheiros e aproximadamente 270 metros quadrados de área construída. Avaliada em cerca de R$ 2,4 milhões, a propriedade integra um complexo residencial que conta ainda com heliponto e fica próximo a um polo gastronômico sofisticado da cidade.

Por meio de sua assessoria, Cláudio Castro informou que ocupava o imóvel na condição de locatário e que todas as despesas referentes ao aluguel eram pagas com recursos próprios. Segundo a defesa, o contrato permaneceu vigente entre 2023 e março de 2026, quando o então governador deixou o cargo e encerrou a locação.

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Enquanto o imóvel era utilizado pelo ex-governador, a Enge Prat registrou forte crescimento na quantidade e no valor dos contratos firmados com órgãos da administração estadual. Desde 2022, a empresa assinou onze novos contratos, elevando o volume total para aproximadamente R$ 355 milhões.

Desse montante, cerca de R$ 141 milhões correspondem a contratos celebrados por modalidades que dispensaram processo licitatório. Antes da gestão Castro, a empresa havia firmado apenas dois contratos com o Estado, que juntos somavam menos de R$ 2 milhões.

Entre os órgãos que mais contrataram a Enge Prat está o Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro (Iterj), responsável por três contratos de grande porte. O maior deles, firmado em 2023 para serviços de topografia, ultrapassou R$ 90 milhões e foi realizado por meio de uma modalidade de contratação sem licitação, conforme informações divulgadas pela reportagem.

A empresa também prestou serviços para a Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), o Fundo Especial do Corpo de Bombeiros e a Empresa de Obras Públicas do Estado. Entre os contratos de maior valor estão um acordo de R$ 36 milhões com o DER e outro de R$ 11 milhões com a Secretaria de Infraestrutura, ambos formalizados com dispensa de licitação.

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Funcionários do condomínio, ouvidos sob condição de anonimato, relataram que Cláudio Castro frequentava o local acompanhado de familiares, amigos e equipe de segurança. Segundo esses relatos, o ex-governador deixou de aparecer na residência a partir de março deste ano, quando o imóvel passou a ser ocupado por outro morador.

Além da residência, Luiz Fernando Gomes também mantém empreendimentos turísticos e gastronômicos nas proximidades, incluindo um complexo com pousada, restaurantes e adega em Petrópolis. O empresário controla mais de vinte empresas que atuam em diferentes segmentos da construção civil e infraestrutura.

A coincidência entre o período em que Cláudio Castro ocupou a casa do empresário e a expansão dos contratos públicos da Enge Prat chama atenção e amplia o debate sobre a relação entre agentes públicos e fornecedores do Estado. Até o momento, o ex-governador sustenta que a utilização do imóvel ocorreu exclusivamente por meio de contrato de aluguel regularmente pago, sem qualquer vínculo com as contratações da empresa junto ao governo fluminense.

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