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Operação contra comércio ilegal de animais prende três pessoas e resgata 50 espécies em feira de Duque de Caxias

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Força-tarefa ambiental desmonta esquema de venda ilegal de animais e prende três suspeitos – Foto: Reprodução

Uma operação integrada de fiscalização ambiental resultou na prisão de três pessoas neste domingo (15) durante uma ação contra o comércio ilegal de animais silvestres em uma feira popular de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, região metropolitana do Rio de Janeiro. A força-tarefa encontrou diversos animais sendo vendidos de forma irregular e identificou graves indícios de maus-tratos.

Durante a fiscalização, os agentes localizaram cerca de 50 animais mantidos em condições inadequadas, muitos deles confinados em pequenas gaiolas ou caixas improvisadas, aguardando venda. Entre os animais encontrados estavam pássaros exóticos e outras espécies silvestres cuja comercialização é proibida pela legislação ambiental brasileira.

Um dos casos que mais chamou atenção das equipes foi o de uma iguana que estava sendo negociada ilegalmente no local. O animal não resistiu às condições em que era mantido e acabou morrendo ainda durante a operação, o que reforçou as suspeitas de maus-tratos e negligência por parte dos envolvidos.

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Os três suspeitos foram detidos em flagrante e encaminhados para a 59ª Delegacia de Polícia (Duque de Caxias), onde o caso foi registrado. Eles poderão responder por crimes ambientais, incluindo a comercialização ilegal de animais silvestres e possíveis maus-tratos.

Após o resgate, os animais apreendidos foram recolhidos pelas equipes ambientais e serão encaminhados para centros especializados, onde passarão por avaliação veterinária e receberão os cuidados necessários antes de eventual reintegração à natureza ou encaminhamento para locais apropriados.

A operação contou com a participação de diversos órgãos, incluindo equipes do Cepam, Ibama, Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Polícia Ambiental, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Segundo os organizadores da ação, a operação foi desencadeada após denúncias encaminhadas à comissão de proteção animal da Assembleia Legislativa. As autoridades afirmaram que novas fiscalizações devem ocorrer em outras feiras e pontos de comércio clandestino para combater o tráfico de animais e impedir que práticas ilegais continuem ocorrendo no estado.

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PF e CGU investigam esquema com falsas declarações indígenas para fraudar benefícios do INSS

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Operação apura prejuízo superior a R$ 100 milhões e afasta servidores suspeitos de participação no esquema – Foto: Reprodução/ IA

A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quinta-feira uma operação para desarticular um suposto esquema de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A investigação aponta que declarações falsas de pertencimento a comunidades indígenas teriam sido utilizadas para garantir a concessão irregular de benefícios previdenciários.

De acordo com as investigações, o grupo suspeito produzia ou utilizava documentos fraudulentos para comprovar, de forma indevida, a condição de indígena de diversos beneficiários. Com essa documentação, os envolvidos conseguiam encaminhar pedidos de benefícios junto ao INSS que, segundo a Polícia Federal, não atendiam aos requisitos legais.

As diligências foram realizadas nas cidades de Eunápolis e Porto Seguro, no sul da Bahia. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, além de medidas cautelares contra investigados apontados como integrantes da organização criminosa.

Entre as determinações judiciais está o afastamento de dois servidores públicos suspeitos de participação nas irregularidades. A medida busca impedir que os investigados interfiram na produção de provas ou na continuidade das apurações.

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A Justiça também autorizou o bloqueio de aproximadamente R$ 1,5 milhão em bens e valores ligados aos investigados. O objetivo é garantir a recuperação de recursos caso seja confirmada a prática das fraudes e o prejuízo causado aos cofres públicos.

As investigações indicam ainda que o esquema não se limitava à obtenção dos benefícios. Após a liberação dos pagamentos, os suspeitos teriam contratado empréstimos consignados vinculados aos benefícios previdenciários, ampliando os ganhos financeiros obtidos de forma ilícita.

Segundo a Polícia Federal, o prejuízo estimado aos cofres públicos pode ultrapassar R$ 100 milhões. Os investigadores trabalham agora para identificar todos os beneficiários envolvidos, localizar outros participantes da organização e esclarecer a participação de intermediários e agentes públicos.

Os fatos apurados podem resultar na responsabilização dos envolvidos por crimes como falsificação de documentos, estelionato contra a Previdência Social, associação criminosa e outras infrações que venham a ser identificadas durante o avanço das investigações. A operação faz parte das ações permanentes dos órgãos de controle para combater fraudes em programas e benefícios públicos.

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