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Rússia sinaliza reunião com Estados Unidos e Ucrânia para discutir caminho para o fim da guerra

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Encontro trilateral poderá ocorrer nos Emirados Árabes Unidos e reuniria representantes dos três países em nível técnico – Foto: Reprodução/ IA

A Rússia sinalizou que uma rodada de negociações envolvendo Moscou, Washington e Kiev poderá ser realizada em breve. A iniciativa busca abrir uma nova etapa nas tratativas diplomáticas para tentar encerrar a guerra entre russos e ucranianos, conflito que já se estende por aproximadamente quatro anos e meio.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que os Estados Unidos apresentaram a proposta para uma reunião em formato trilateral. Segundo ele, as conversas deverão ocorrer inicialmente em nível técnico, enquanto ainda se aguarda uma definição de Washington sobre a data do encontro.

Os Emirados Árabes Unidos aparecem como possível sede da negociação. Zelensky informou que o país foi sugerido pelos norte-americanos como local para receber as delegações. Até o momento, porém, não houve confirmação oficial sobre quando as três partes poderão sentar à mesa.

Do lado russo, o Kremlin confirmou que a reunião entre representantes de Rússia, Ucrânia e Estados Unidos poderá acontecer em breve. O porta-voz Dmitry Peskov, no entanto, ressaltou que Moscou ainda não dispõe de informações adicionais sobre a organização, o calendário ou os detalhes do possível encontro.

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Paralelamente às discussões sobre a guerra, o enviado presidencial russo Kirill Dmitriev está nos Estados Unidos mantendo contatos com integrantes da equipe norte-americana. De acordo com Peskov, entre os assuntos tratados estão possibilidades de cooperação econômica entre Moscou e Washington.

Uma fonte com conhecimento das conversas informou à Reuters que Dmitriev se reuniu, na quinta-feira (24), com os representantes norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner. As movimentações diplomáticas ocorrem poucos dias depois de Zelensky se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Nova York, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em meio às tentativas de avançar nas negociações para encerrar o conflito.

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Mahmoud Abbas acusa Israel de ameaçar existência do povo palestino e cobra reação internacional na ONU

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Abbas discursou por vídeo após ter visto negado pelos EUA pelo segundo ano consecutivo e voltou a defender a criação de dois Estados – Foto: Reprodução/ IA

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, fez um duro discurso na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, afirmando que as ações de Israel na Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental colocam em risco não apenas a criação de um Estado palestino, mas, segundo ele, a própria permanência de seu povo no território. A participação ocorreu por meio de mensagem gravada em Ramallah, depois de Abbas não receber visto dos Estados Unidos para viajar a Nova York.

Durante a manifestação, Abbas afirmou que a liderança palestina vem alertando há anos a comunidade internacional sobre o avanço dos assentamentos israelenses e outras políticas que, na avaliação da Autoridade Palestina, reduzem as possibilidades de implementação da solução de dois Estados. O líder palestino declarou que o cenário atual representa um dos períodos mais perigosos da história recente de seu povo.

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Abbas também acusou Israel de promover uma estratégia destinada a ampliar o deslocamento de palestinos e pediu aos países integrantes da ONU que atuem para impedir uma nova “Nakba” — termo usado pelos palestinos para se referir ao deslocamento em massa ocorrido durante a guerra de 1948. Ele defendeu que os palestinos permanecerão em suas terras e rejeitarão qualquer tentativa de expulsão.

A participação remota ocorreu após Washington negar vistos a Abbas e a outros integrantes da liderança palestina pelo segundo ano consecutivo. O governo norte-americano justificou as restrições citando, entre outros pontos, ações da Autoridade Palestina em organismos e tribunais internacionais e alegações relacionadas ao apoio financeiro a famílias de palestinos envolvidos em ataques contra israelenses. A liderança palestina contesta as justificativas e classifica as restrições como ilegítimas.

Israel, por sua vez, rejeitou as acusações apresentadas por Abbas. Representantes israelenses acusaram a Autoridade Palestina de incentivar a violência e criticaram programas de pagamentos destinados a palestinos presos por Israel e suas famílias. Abbas sustenta que continua comprometido com uma solução negociada e voltou a defender a criação de um Estado palestino ao lado de Israel.

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O pronunciamento acontece em meio a uma Assembleia Geral marcada pela continuidade das tensões no Oriente Médio. O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou nesta semana que a expansão dos assentamentos e a violência na Cisjordânia estão comprometendo as condições para a formação de um Estado palestino viável e voltou a defender dois Estados independentes Israel e Palestina vivendo lado a lado em paz e segurança.

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