RIO DE JANEIRO

Política Mundo

Mahmoud Abbas acusa Israel de ameaçar existência do povo palestino e cobra reação internacional na ONU

Publicados

Política Mundo

Abbas discursou por vídeo após ter visto negado pelos EUA pelo segundo ano consecutivo e voltou a defender a criação de dois Estados – Foto: Reprodução/ IA

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, fez um duro discurso na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, afirmando que as ações de Israel na Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental colocam em risco não apenas a criação de um Estado palestino, mas, segundo ele, a própria permanência de seu povo no território. A participação ocorreu por meio de mensagem gravada em Ramallah, depois de Abbas não receber visto dos Estados Unidos para viajar a Nova York.

Durante a manifestação, Abbas afirmou que a liderança palestina vem alertando há anos a comunidade internacional sobre o avanço dos assentamentos israelenses e outras políticas que, na avaliação da Autoridade Palestina, reduzem as possibilidades de implementação da solução de dois Estados. O líder palestino declarou que o cenário atual representa um dos períodos mais perigosos da história recente de seu povo.

Leia Também:  Sheinbaum cita Lula, defende decisão dos brasileiros nas urnas e rejeita interferência externa nas eleições

Abbas também acusou Israel de promover uma estratégia destinada a ampliar o deslocamento de palestinos e pediu aos países integrantes da ONU que atuem para impedir uma nova “Nakba” — termo usado pelos palestinos para se referir ao deslocamento em massa ocorrido durante a guerra de 1948. Ele defendeu que os palestinos permanecerão em suas terras e rejeitarão qualquer tentativa de expulsão.

A participação remota ocorreu após Washington negar vistos a Abbas e a outros integrantes da liderança palestina pelo segundo ano consecutivo. O governo norte-americano justificou as restrições citando, entre outros pontos, ações da Autoridade Palestina em organismos e tribunais internacionais e alegações relacionadas ao apoio financeiro a famílias de palestinos envolvidos em ataques contra israelenses. A liderança palestina contesta as justificativas e classifica as restrições como ilegítimas.

Israel, por sua vez, rejeitou as acusações apresentadas por Abbas. Representantes israelenses acusaram a Autoridade Palestina de incentivar a violência e criticaram programas de pagamentos destinados a palestinos presos por Israel e suas famílias. Abbas sustenta que continua comprometido com uma solução negociada e voltou a defender a criação de um Estado palestino ao lado de Israel.

Leia Também:  Sheinbaum cita Lula, defende decisão dos brasileiros nas urnas e rejeita interferência externa nas eleições

O pronunciamento acontece em meio a uma Assembleia Geral marcada pela continuidade das tensões no Oriente Médio. O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou nesta semana que a expansão dos assentamentos e a violência na Cisjordânia estão comprometendo as condições para a formação de um Estado palestino viável e voltou a defender dois Estados independentes Israel e Palestina vivendo lado a lado em paz e segurança.

Propaganda

Política Mundo

Sheinbaum cita Lula, defende decisão dos brasileiros nas urnas e rejeita interferência externa nas eleições

Publicados

em

Presidente do México afirma que decisão dos brasileiros nas urnas deve ser respeitada – Foto: Ricardo Stuckert

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, manifestou-se sobre as eleições brasileiras de 2026 e defendeu que a escolha dos próximos representantes do país seja feita exclusivamente pelos eleitores, sem interferências vindas do exterior. A dirigente mexicana afirmou que a vontade expressa pela população nas urnas deve ser respeitada, em uma declaração feita a poucos dias do primeiro turno da eleição brasileira.

Ao tratar do assunto, Sheinbaum relacionou sua posição aos princípios tradicionalmente defendidos pela diplomacia mexicana, entre eles a autodeterminação dos povos, o respeito à soberania dos países e a busca de soluções pacíficas para conflitos. Segundo declaração atribuída a ela pelo jornal mexicano El Universal, brasileiras e brasileiros devem ter liberdade para decidir os rumos políticos do país e o resultado dessa decisão precisa ser reconhecido.

A manifestação ocorre em meio à reta final da campanha eleitoral. O primeiro turno está oficialmente marcado para 4 de outubro de 2026, quando o eleitorado escolherá presidente e vice-presidente da República, governadores, dois senadores por estado, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. Nas disputas para presidente e governador em que houver necessidade de nova votação, o segundo turno será realizado em 25 de outubro.

Leia Também:  Sheinbaum cita Lula, defende decisão dos brasileiros nas urnas e rejeita interferência externa nas eleições

O posicionamento de Sheinbaum também se aproxima de um dos temas abordados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, realizado na terça-feira (22). Lula defendeu a soberania brasileira e afirmou que o país não aceitará interferências no processo eleitoral. Ao abordar as relações internacionais, declarou ainda que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”.

Além de falar sobre as eleições, Sheinbaum fez considerações favoráveis às políticas sociais implementadas pelo governo Lula, destacando principalmente iniciativas relacionadas ao enfrentamento da pobreza e da insegurança alimentar. A presidente mexicana também chamou atenção para os desafios trazidos pelas novas tecnologias, especialmente pela velocidade com que informações e conteúdos produzidos digitalmente podem circular durante uma campanha eleitoral.

A utilização de inteligência artificial já faz parte das preocupações da Justiça Eleitoral brasileira para o pleito deste ano. O Tribunal Superior Eleitoral atualizou as normas sobre IA na propaganda eleitoral, incluindo regras para conteúdos sintéticos e materiais que utilizem imagem, voz ou manifestações de candidatos e pessoas públicas. As medidas integram o conjunto de resoluções estabelecido pelo TSE para disciplinar as Eleições Gerais de 2026.

Leia Também:  Sheinbaum cita Lula, defende decisão dos brasileiros nas urnas e rejeita interferência externa nas eleições
Continue lendo

POLÍTICA

TUDO SOBRE POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

GERAL

MAIS LIDAS DA SEMANA