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Sheinbaum cita Lula, defende decisão dos brasileiros nas urnas e rejeita interferência externa nas eleições

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Presidente do México afirma que decisão dos brasileiros nas urnas deve ser respeitada – Foto: Ricardo Stuckert

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, manifestou-se sobre as eleições brasileiras de 2026 e defendeu que a escolha dos próximos representantes do país seja feita exclusivamente pelos eleitores, sem interferências vindas do exterior. A dirigente mexicana afirmou que a vontade expressa pela população nas urnas deve ser respeitada, em uma declaração feita a poucos dias do primeiro turno da eleição brasileira.

Ao tratar do assunto, Sheinbaum relacionou sua posição aos princípios tradicionalmente defendidos pela diplomacia mexicana, entre eles a autodeterminação dos povos, o respeito à soberania dos países e a busca de soluções pacíficas para conflitos. Segundo declaração atribuída a ela pelo jornal mexicano El Universal, brasileiras e brasileiros devem ter liberdade para decidir os rumos políticos do país e o resultado dessa decisão precisa ser reconhecido.

A manifestação ocorre em meio à reta final da campanha eleitoral. O primeiro turno está oficialmente marcado para 4 de outubro de 2026, quando o eleitorado escolherá presidente e vice-presidente da República, governadores, dois senadores por estado, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. Nas disputas para presidente e governador em que houver necessidade de nova votação, o segundo turno será realizado em 25 de outubro.

O posicionamento de Sheinbaum também se aproxima de um dos temas abordados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, realizado na terça-feira (22). Lula defendeu a soberania brasileira e afirmou que o país não aceitará interferências no processo eleitoral. Ao abordar as relações internacionais, declarou ainda que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”.

Além de falar sobre as eleições, Sheinbaum fez considerações favoráveis às políticas sociais implementadas pelo governo Lula, destacando principalmente iniciativas relacionadas ao enfrentamento da pobreza e da insegurança alimentar. A presidente mexicana também chamou atenção para os desafios trazidos pelas novas tecnologias, especialmente pela velocidade com que informações e conteúdos produzidos digitalmente podem circular durante uma campanha eleitoral.

A utilização de inteligência artificial já faz parte das preocupações da Justiça Eleitoral brasileira para o pleito deste ano. O Tribunal Superior Eleitoral atualizou as normas sobre IA na propaganda eleitoral, incluindo regras para conteúdos sintéticos e materiais que utilizem imagem, voz ou manifestações de candidatos e pessoas públicas. As medidas integram o conjunto de resoluções estabelecido pelo TSE para disciplinar as Eleições Gerais de 2026.

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Sequência de publicações de Trump no Truth Social provoca reação e pedidos por afastamento nos EUA

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Sequência de conteúdos publicados no Truth Social provocou reação de perfis opositores, que passaram a questionar a capacidade do presidente – Foto: Reprodução/ IA

Uma série de publicações feitas por Donald Trump no Truth Social durante o último domingo provocou forte repercussão entre críticos do presidente dos Estados Unidos. Imagens e vídeos, vários deles aparentemente produzidos com inteligência artificial, retratavam Trump em situações fictícias e levaram perfis políticos nas redes sociais a defender a aplicação da 25ª Emenda da Constituição americana. Até o momento, porém, a iniciativa não foi apresentada formalmente por integrantes do governo ou membros do Congresso.

Entre os conteúdos divulgados estavam montagens que mostravam Trump comandando um grupo de robôs, participando de uma reunião fictícia com George Washington e até iniciando uma guerra nuclear a partir do espaço. Algumas das publicações foram posteriormente retiradas da plataforma. Em outra montagem, o presidente aparecia ao lado de robôs acompanhados de mensagens de tom ameaçador, sem apresentar qualquer explicação sobre o contexto das imagens.

A sequência também incluiu vídeos relacionados a outros países. Um deles simulava uma ofensiva militar norte-americana contra a ilha iraniana de Kharg, considerada estratégica para as exportações de petróleo do Irã. Outra publicação mostrava Trump mudando ficticiamente o nome do estado do Novo México para “Nova América”. Houve ainda uma montagem envolvendo o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, durante uma partida de hóquei, além de uma imagem na qual o território iraniano era atingido por um martelo com as cores da bandeira dos Estados Unidos.

O conteúdo rapidamente virou alvo de críticas. Perfis como Call to Activism e Republicans Against Trump defenderam publicamente o uso da 25ª Emenda, enquanto o influenciador Harry Sisson questionou o comportamento do presidente nas redes sociais. As manifestações, entretanto, representam avaliações políticas dos autores das postagens. Não foi apresentado diagnóstico médico que permita concluir, a partir dessas publicações, que Trump esteja incapacitado para exercer a Presidência.

A 25ª Emenda estabelece mecanismos para situações em que um presidente seja considerado incapaz de cumprir as funções do cargo. Pela Seção 4, o vice-presidente e a maioria dos principais integrantes do Executivo podem comunicar formalmente essa incapacidade ao Congresso. Se o presidente contestar a medida e seus integrantes mantiverem a posição, caberá ao Legislativo decidir. Para manter o vice-presidente como presidente em exercício, seria necessária uma maioria de dois terços tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado, tornando o procedimento politicamente difícil sem amplo apoio institucional.

A repercussão ocorre em meio ao elevado volume de publicações de Trump nas redes sociais. Segundo levantamento divulgado pelo Daily Beast, o presidente publicou mais de mil mensagens no Truth Social somente durante agosto, incluindo postagens realizadas durante a madrugada. O veículo também informou que a assessora Natalie Harp, que auxilia Trump com conteúdos digitais, foi vista com um tablet durante a passagem do presidente pelo Trump National Golf Club, em Nova Jersey. Não há confirmação, contudo, de que ela tenha produzido ou publicado as montagens que provocaram a nova controvérsia. As informações são do site norte-americano The Daily Beast.

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