RIO DE JANEIRO

Região Sudeste

Ministros entram na reta final da campanha de Lula e ampliam mobilização contra Flávio Bolsonaro

Publicados

Região Sudeste

Reunião comandada por Belchior definiu maior presença de integrantes do governo em viagens, entrevistas e redes sociais nos últimos dias – Foto: Ricardo Stuckert

A reta final da disputa presidencial levou integrantes do primeiro escalão do governo Lula a reforçarem a participação na campanha eleitoral. Mais de dez ministros se reuniram, em Brasília, para discutir estratégias de divulgação das ações da administração federal e ampliar o apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O encontro foi organizado pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, no Lago Norte. Durante a reunião, representantes da campanha apresentaram uma avaliação do cenário eleitoral e destacaram o acirramento da disputa entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A percepção apresentada aos participantes é de uma eleição apertada, aumentando a importância dos últimos dias antes da votação.

A partir dessa análise, os ministros foram orientados a aumentar a presença política fora do horário de expediente. Entre as ações previstas estão viagens pelos estados, participação em entrevistas e intensificação das publicações em redes sociais, especialmente para divulgar programas e realizações do governo e defender a reeleição de Lula.

Leia Também:  Guerra eleitoral chega ao TSE: Renan questiona dinheiro estrangeiro em publicações favoráveis a Flávio Bolsonaro

A mobilização não começou agora. Integrantes do governo já vinham sendo cobrados a percorrer diferentes regiões do país e aumentar a presença em veículos de comunicação locais. Segundo informações divulgadas pelo Broadcast Político, auxiliares receberam inclusive a orientação de realizar pelo menos três viagens semanais durante o período eleitoral.

A reunião desta terça teve participação mais ampla do que encontros anteriores restritos a ministros ligados ao PT. Estiveram presentes nomes próximos ao Palácio do Planalto, entre eles José Guimarães, das Relações Institucionais; Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral; Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social; e Miriam Belchior, chefe da Casa Civil.

Também participaram Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União; José Múcio, da Defesa; Wolney Queiroz, da Previdência; George Santoro, dos Transportes; Paulo Pereira, do Empreendedorismo; Waldez Góes, do Desenvolvimento Regional; Gustavo Feliciano, do Turismo; Frederico Siqueira, das Comunicações; e Paulo Cordeiro, do Esporte. A movimentação mostra que a campanha governista pretende utilizar a presença política de seus principais auxiliares para ampliar a divulgação das ações da gestão federal nos dias decisivos que antecedem o primeiro turno.

Leia Também:  Polícia Federal encontra conversas de assessora de Flávio Bolsonaro com condenado ligado aos irmãos Brazão
Propaganda

Região Sudeste

Guerra eleitoral chega ao TSE: Renan questiona dinheiro estrangeiro em publicações favoráveis a Flávio Bolsonaro

Publicados

em

Missão aponta anúncios pagos por perfis internacionais no X e pede que Justiça Eleitoral investigue origem dos recursos – Foto:  Reprodução I Agência Senado

A disputa pela Presidência da República ganhou um novo capítulo fora dos palanques. Renan Santos, candidato pelo Missão, levou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma representação envolvendo publicações de contas estrangeiras no X que apresentariam conteúdo favorável a Flávio Bolsonaro (PL). O partido sustenta que há indícios de propaganda eleitoral irregular financiada no exterior e pede a intervenção da Justiça Eleitoral. O processo está sob a relatoria do ministro André Mendonça.

O questionamento não se limita a manifestações espontâneas de usuários estrangeiros. Segundo o material apresentado pelo Missão, cinco contas internacionais, Visegrad24, Matt Gaetz, Geiger Capital, Eric Daugherty e UHN Plus, fizeram publicações sobre a eleição brasileira entre os dias 20 e 21 de setembro identificadas pelo X como “parcerias pagas”. Para o partido, o fato de haver remuneração e conteúdo direcionado ao cenário eleitoral brasileiro exige investigação sobre quem financiou as postagens e com qual finalidade.

A representação ainda coloca a Polymarket no centro da controvérsia. A plataforma estrangeira trabalha com mercados de previsão e permite que usuários negociem posições relacionadas a acontecimentos futuros, entre eles resultados eleitorais. O Missão afirma que publicações pagas relacionadas à empresa chegaram ao público brasileiro ao mesmo tempo em que apresentavam conteúdo favorável ao candidato do PL. A legenda pede, além da retirada de cinco postagens, o bloqueio no Brasil de anúncios da Polymarket relacionados à eleição presidencial.

Leia Também:  Operação contra avanço do PCC no transporte de São Paulo mira ex-presidente da Câmara Milton Leite

Para Renan Santos, a questão que precisa ser esclarecida pelo TSE é quem bancou a divulgação desse material. O candidato afirma que recursos estrangeiros não podem ser utilizados para interferir na propaganda eleitoral brasileira e classificou o episódio publicamente como possível interferência externa. A representação sustenta que as regras eleitorais restringem tanto a propaganda remunerada por terceiros quanto a utilização de recursos provenientes do exterior em benefício de candidaturas. Essas alegações ainda dependem de análise da Justiça Eleitoral.

Apesar de o Missão afirmar que as publicações beneficiariam Flávio Bolsonaro, há uma diferença importante no processo: o candidato do PL não figura como representado na ação. A medida apresentada ao TSE é direcionada aos responsáveis pelos cinco perfis estrangeiros e ao X. Até o momento, o material tornado público não estabelece que Flávio ou sua campanha tenham contratado ou financiado as postagens. Caberá à apuração esclarecer a origem dos pagamentos e eventuais responsabilidades.

O Missão quer uma resposta rápida do TSE e solicita liminar para retirar as publicações do ar. A legenda também pede responsabilização do X caso não seja possível alcançar os responsáveis pelas contas estrangeiras. Agora, André Mendonça deverá analisar os argumentos e decidir sobre as medidas solicitadas. Enquanto não houver decisão, a existência de interferência estrangeira, propaganda ilegal ou financiamento irregular permanece como alegação apresentada por Renan Santos e pelo Missão, e não como irregularidade reconhecida pela Justiça Eleitoral.

Leia Também:  Mensagens revelam contato de Ibaneis Rocha com Daniel Vorcaro durante negociação entre BRB e Banco Master
Continue lendo

POLÍTICA

TUDO SOBRE POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

GERAL

MAIS LIDAS DA SEMANA